Reproduzo abaixo o texto de hoje (9/12) da coluna Esportes de Primeira, do Jornal Tribuna do Norte:

Preço da desorganização

 

 

Quanto o leitor acha que deve ser a folha salarial de um clube de futebol? Aqui no Rio Grande do Norte essa informação é guardada à sete chaves pelos dirigentes. Sempre sabemos de uma média. Ou seja, o valor gira em torno de “x” ou “y”. Um clube do interior do Estado, com 22 atletas profissionais chega a ter uma folha de pagamento perto dos R$ 30 mil. Isso mesmo amigos, R$ 30 mil saindo do bolso mensalmente. Ou seja, só para participar do Campeonato Estadual, com cerca de quatro meses de duração seriam R$ 120 mil – só de folha de pagamento sem contar alimentação, remédios, suplementos, entre outras coisas. Isso mesmo, caro leitor, o futebol é caro. E para completar, a desorganização de alguns ainda torna possível que fique ainda mais oneroso. Só em multas atrasadas no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte, o ASSU tem R$ 12.100,00 para pagar. Ou seja, perto de 10% do valor médio que gastaria com a campanha no certame Potiguar, o “Camaleão do Vale” vai ter que desembolsar para poder jogar. Afinal, segundo o próprio TJD, caso o clube, que foi notificado ontem, não pague o valor devido, o mesmo não poderá entrar em campo para jogar. Outros clubes também estão na mesma situação, mas com débitos menores. Baraúnas, Palmeira, Globo, Alecrim, Clube Atlético Potengi e Corintians de Caicó estão na lista dos devedores perante o Tribunal. O América também faz parte dessa turma. No entanto, o débito de R$ 500,00 não deve ser problema para o Alvirrubro. O problema real, que merece debate é o fato de que, em clubes de situações financeiras tão difíceis, a gestão desorganizada acaba tornando a vida ainda mais difícil. As multas cobradas mais comuns pelo TJD referem-se a infrações cometidas em competições oficiais – tais como atraso para entrar em campo e falta de ambulância. Ora, atrasar uma partida, ou não organizar a presença de uma ambulância em um jogo de futebol profissional é de um infantilidade que beira o absurdo. Em situações econômicas ruins é necessário o investimento correto, o corte nos gastos e a melhoria na gestão. O próprio presidente da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, José Vanildo já criticou, por diversas vezes o amadorismo de algumas agremiações interioranas. A FNF já teve que assinar, junto com os clubes, um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC, com o Ministério Público do Trabalho- MPT para a garantia de condições dignas mínimas de trabalho para os jogadores, incluindo aí seus direitos trabalhistas, muitas vezes deixados de lado em contratos feitos de forma irregular. Aliás, esse tipo de contrato, facilmente contestável via Justiça do Trabalho, acaba se tornando um peso posterior para o próprio clube. Derrotado judicialmente, a agremiação muitas vezes paga valores vultosos, comprometendo seu fluxo de caixa. O ABC, por exemplo, precisou aderir, recentemente, a um acordo para poder manter patrocínios, entre outras coisas. O Alvinegro precisa depositar mensalmente um valor, evitando a penhora de arrecadações, ou até de bens. Ou seja, ou os clubes se organizam, ou pagam um preço muito alto por isso.

 

Agradecimento

A Tribuna do Norte agradece aos leitores que também são ouvintes das rádios locais e responderam a pesquisa da SMART – Pesquisa de Opinião, escolhendo o Editor de Esportes, Itamar Ciríaco como o melhor editor/repórter esportivo do Rio Grande do Norte. O jornalista foi citado por 25,34% dos entrevistados, ou seja um quarto dos ouvidos lembraram do nome do profissional da Tribuna. A Rádio Globo Natal também contou com a liderança do Principal Narrador Esportivo – Marcos Lopes (44,33%) e Melhor Plantonista/Âncora – José Lira (31,33%), seguido de perto por Santos Neto (20,33%).

 

Alegria e Tristeza

 

A diretoria da Chapecoense resolveu eternizar, em seu próprio escudo, dois momentos distintos no que diz respeito ao estado de espírito, mas que estão unidos para sempre que são a tragédia do vôo que caiu na Colômbia e a conquista do título da Copa Sul-Americana. A partir de 2017, o emblema da Chape passará a contar com duas estrelas. Uma homenageará os mortos no acidente aéreo e a outra festejará o título internacional conquistado pelo clube por decisão da Conmebol, atendendo a um pedido do Atlético Nacional de Medelim. Serão a alegria e a tristeza caminhando de mãos dadas pelo resto da história do Alviverde catarinense.

 

Squash

 

A partir de hoje, os atletas de Squash têm um encontro marcado na 3ª edição do Torneio Ápice de Squash. A competição, que segue até o domingo (11), promete reunir os melhores do esporte do Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba nas quadras da Ápice Academia, em Capim Macio, Natal. Os vencedores receberão premiações que somadas chegam ao valor total de R$ 1.000,00. As inscrições podem ser feitas hoje. O valor da taxa é de R$ 40,00 para quem irá competir em uma categoria e R$ 50,00 para os interessados em participar de duas categorias. Para se inscrever basta entrar em contato pelo telefone (84) 9 9950.6747. A competição irá contar com 6 categorias, sendo uma feminina e cinco masculinas incluindo estreante. As disputas irão acontecer a partir das 17h de hoje, seguindo amanhã, das 9h às 17h, e no domingo pela manhã, a partir das 9h, com finais e premiação.

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