Durante três dias, mais de 70 atletas de 11 estados estiveram na Escola Naval, no Rio de Janeiro, para a disputa da II Copa Brasil de Tiro Esportivo. O único recorde quebrado na competição veio com Geraldo Von Rosenthal, na prova P4 (Pistola livre 50m-Misto-SH1), com a marca de 184 pontos na final. Até então, a maior pontuação pertencia à sua companheira de Seleção, Débora Campos (desde 2013, com 174,7 pontos). Entre sexta, 15, e domingo, 17, Geraldo somou três medalhas no campeonato nacional. Além no ouro na P4, o segundo pódio dourado do gaúcho foi conquistado na P5 (Pistola Standard 10m-Misto-SH1). Ele ainda levou um bronze na P3 (Pistola Sport 25m-Misto-SH1).

Para o coordenador-técnico da modalidade, Fernando Cardoso, “os quatro atletas que irão participar dos Jogos Paralímpicos (Alexandre Galgani, Carlos Garletti, Débora Campos e Geraldo Von Rosenthal) confirmaram que são os mais fortes nas provas que irão disputar em setembro. Esta competição também foi importante para vermos quais são os ajustes que ainda precisamos fazer até o Rio 2016”.

Neste domingo, Carlos Garletti ficou com o bronze na prova mais longa da modalidade, a R7 (Carabina .22 50m 3×40-Masculino-SH1). No sábado, Garletti conquistou um ouro na R3 (Carabina de ar 10m-Deitado-Misto-SH1) – um dia após ter conduzido a Tocha Olímpica em sua cidade, no Paraná. Alexandre Galgani também voltou ao pódio neste domingo após conquistar, com folga, o primeiro lugar na R4 (Carabina de ar .22 50m em pé-Misto-SH2). Nos outros dois dias de competição, o paulista de Sumaré estreou, na sexta-feira, com um ouro na R9 (Carabina .22 50m-Deitado-Masculino-SH2) e deu sequência à vitória no sábado, com mais um ouro na R5 (Carabina de ar 10m- Deitado-Misto-SH2).

“Apesar de ter achado boa a minha participação, sei que ainda posso melhorar. Mas isso faz parte do treinamento e o período forte está previsto para ser na época dos Jogos. Com isso, de agora em diante, vamos intensificar para chegar no topo nas Paralimpíadas”, comentou Alexandre Galgani.

Primeira mulher a representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos no tiro esportivo, Débora Campos conquistou três medalhas: ouro na P2 (Pistola de ar 10m-Feminino-SH1), prata na P5  (Pistola Standard 10m-Misto-SH1) e e bronze na P4 (Pistola livre 50m-Misto-SH1).

Em relação ao desenvolvimento da modalidade no país, Cardoso destaca algumas equipes. “Vimos um excelente rendimento do Espírito Santo, do Mato Grosso e do Paraná. Atletas dessas equipes cresceram muito neste ano e possivelmente já estarão na Seleção no ano que vem”.

Sobre o Centro de Treinamento de Tiro Esportivo da Marinha

Desde setembro do ano passado, a Escola Naval conta com um dos mais modernos Centros de Treinamento de Tiro Esportivo (CTTE-EN) a nível mundial, que, com cerca de 3.000 m², dispõe de três estandes, sendo um de 10 m, um de 25 m e outro de 50 m, com capacidade para acolher competições e treinamentos de tiro de carabina, pistola standard e pistola de ar, além de um moderno estande dotado de um Sistema de Tiro Assistido por Computador. Compõem, ainda, as instalações do CTTE-EN, uma sala de treinamento, o laboratório de psiconeurofisiologia do esporte, uma sala para técnicos, o terraço panorâmico, que permite o acompanhamento remoto das competições, uma sala para guarda de material e munição, oito banheiros, elevador e área administrativa.

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