A questão econômica sempre foi responsável pela desigualdade na capacidade esportiva dos clubes de futebol, criando um abismo entre os ricos e pobres, refletindo no esporte, o que já acontece na sociedade como um todo. No entanto, com a modalidade se transformando cada vez mais num negócio, essa distância entre as agremiações tende a ficar cada vez maior, limitando a possibilidade de clubes pequenos sonharem com títulos nacionais.

Essa realidade era vista com mais clareza quando fazíamos, por exemplo, uma comparação entre os clubes das regiões Sudeste e Sul, com os demais do resto do País. No entanto, a situação de desigualdade é reproduzida em nível regional, gerando desequilíbrio em um campeonato como a Copa do Nordeste, cujos nossos representantes, ABC e América, estréiam no próximo sábado.

Os números das folhas de pagamento dos clubes que disputam a Copa do Nordeste foram compilados pelo jornalista Cassio Zirpoli, no seu site (cassiozirpoli.com.br). Para o leitor tem uma ideia do disparate, a folha do América não chega a 10% da do Bahia. A do ABC, que é menor que a do Alvirrubro, menos ainda. O clube da Rodrigues Alves tem apenas a 11ª colocação, seguida da do ABC, 12º entre os 16 participantes.

Confira as folhas dos 16 clubes, com números do jornalista Cassio Zirpoli:

1º) 3,5 milhões – Bahia (23,6%), Série A

2º) 3,0 milhões – Ceará (20,2%), Série A

3º) 2,5 milhões – Fortaleza (16,8%), Série A

4º) 1,2 milhão – Sport (8,1%), Série A

5º) 700 mil – Vitória (4,7%), Série B

5º) 700 mil – CSA (4,7%), Série B

7º) 600 mil – Náutico (4,0%), Série B

8º) 540 mil – CRB (3,6%), Série B

9º) 450 mil – Santa Cruz (3,0%), Série C

10º) 380 mil – Botafogo-PB (2,5%), Série C

11º) 300 mil – América-RN (2,0%), Série D

12º) 250 mil – ABC (1,6%), Série D

13º) 220 mil – Confiança (1,4%), Série B

14º) 200 mil – Imperatriz (1,3%), Série C

15º) 150 mil – River (1,0%), Série D

16º) 115 mil – Frei Paulistano (0,7%), Série D

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