Campeão

Nem título antecipado, nem conquista comprazo de validade prorrogada. O Campeonato Estadual não pode ser entregue ao ABC, pela liderança atual e título do turno, nem tampouco deve-se prorrogar os efeitos da vitória do América em 2019. O certame precisa ser encerrado de alguma forma, nem que seja no próximo ano, ou em um triangular, ou quadrangular final. O regulamento atual não prevê, como deveria, que, caso não haja a possibilidade de encerramento da competição, de acordo com critérios “x e y”, tal clube será o vencedor. Em tese, a discussão poderia ser realizada utilizando o bom senso. No entanto, essa expressão está cada vez mais rara no Brasil e não tem cloroquina que dê jeito.

Campeão 1

Segundo o meu colega Marcos Santos, de Mossoró, os clubes do interior provavelmente não terão condições de jogar uma possível continuação do Campeonato Estadual. Acredito que, para não prejudicar nenhum clube, a Federação Norte-rio-grandense de Futebol – FNF deveria editar uma medida determinando que não haja rebaixamento para a segunda divisão e que o próximo certame seja disputado por um clube a mais, justo aquele que obtiver o acesso este ano numa possível disputa de Segunda Divisão.

Campeão 2

Aqueles que ainda tiverem condições de disputar o Campeonato Estadual poderiam seguir com o torneio ainda que no segundo semestre, paralelamente ao Campeonato Brasileiro, afinal não precisam de tantas datas assim a mais. Sem contar que, nesses primeiros meses de 2020, ABC e América, por exemplo, disputavam três competições em paralelo. Porquê não poderia acontecer o mesmo no fim do ano?

Lamento

A debandada de patrocinadores no ABC tem relação com a questão do coronavírus. Isso é um fato. No entanto, o desgaste provocado por decisões recentes da diretoria do Alvinegro não ajudam em nada na missão de conduzir o barco abecedista em meio a tempestade do momento. O clube, como qualquer outra empresa, precisa aparecer como bom negócio, como imagem de sucesso, de boa relação com o público em qualquer ocasião. Neste momento, entretanto, essa exigência dobra de tamanho.

Lamento 1

No momento em que clubes, como por exemplo o Flamengo, está em suas redes sociais interagindo com seus torcedores através de jogos, onde enfatiza a camisa e seus patrocinadores e se aproxima do consumidor, o ABC teve que emitir nota oficial justificando demissão em massa, saída de profissionais identificados com o clube e apontar um quadro “tenebroso” de suas finanças, apesar de possuir um patrimônio físico milionário. A imagem foi arranhada e o arranhão não foi superficial como percebe-se hoje.

Uma breve lista de atletas que contraíram o coronavírus.

FUTEBOL

Dybala, atacante da Juventus, da Itália;

Paolo Maldini, ex-jogador italiano;

Daniel Maldini, jogador italiano da base do Milan e filho de Paolo Maldini;

Fellaini, jogador belga, que joga no Shandong Luneng, da China;

Timo Hübers, zagueiro do Hannover, da Alemanha;

Callum Hudson-Odoi, atacante do Chelsea, da Inglaterra;

Manolo Gabbiadini, atacante da Sampdoria, da Itália;

James Horn, meio-campista do Hannover, da Alemanha;

Mikel Arteta, técnico do Arsenal, da Inglaterra;

Dusan Vlahovic, atacante da Fiorentina, da Itália;

Omar Colley, zagueiro da Sampdoria, da Itália;

Albin Ekdal, meio-campista da Sampdoria, da Itália;

Antonino La Gumina, atacante da Sampdoria, da Itália;

Morten Thorsby, meio-campista da Sampdoria, da Itália;

Fabio DePaoli, meio-campista da Sampdoria, da Itália;

Bartosz Bereszynski, zagueiro da Sampdoria, da Itália;

German Pezzella, zagueiro da Fiorentina, da Itália;

Luca Kilian, zagueiro do Paderborn, da Alemanha;

Jonathas, atacante brasileiro do Elche, da Espanha;

Ezequiel Garay, zagueiro do Valencia, da Espanha;

Eliaquim Mangala, zagueiro do Valencia, da Espanha;

José Luis Gaya, lateral do Valencia, da Espanha;

Patrick Cutrone, atacante da Fiorentina, da Itália;

Blaise Matuidi, volante da Juventus, da Itália;

Dori, atacante brasileiro do Meizhou Hakka, da China;

Daniele Rugani, zagueiro da Juventus, da Itália.

BASQUETE

Marcus Smart, ala/armador do Boston Celtics;

Kevin Durant, ala/pivô do Brooklin Nets;

Rudy Gobert, pivô do Utah Jazz;

Donovan Mitchell, ala-armador do Utah Jazz;

Trey Thompkins, ala-pivô do Real Madrid Basket, da Espanha;

Maique, jogador do Paulistano;

Christian Wood, pivô do Detroit Pistons.

VÔLEI

Earvin Ngapeth, jogador de vôlei francês.

FUTEBOL AMERICANO

Sean Payton, técnico do New Orleans Saints.

OUTROS

Thiago Wild, tenista brasileiro;

Fernando Gaviria, ciclista da Colômbia;

Maximiliano Richeze, ciclista da Argentina;

Mads Mensah Larsen, jogador de handebol do Rhein-Neckar Löwen, da Alemanha.

Pois é. Atleta não é imune. Pensemos nisso.

Comentários do Site

  1. Abadon, o Sicário
    Responder

    Acredito que a atual diretoria do Abc deva estar viajando na maionese, pensando que ainda está nos tempos de um certo mandatário alvinegro que ganhava títulos no grito ou tomava dos outros na marra sem o menor senso de ética e desportividade. Pior que ainda tem gente que se orgulha disso….Mas convém lembrar que esses tempos de coronelismo já passaram faz muito tempo !!!
    A atual edição do (falido) campeonato estadual não deve, nem acreditamos que terá um campeão.
    Existe um regulamento que foi homologado e assinado por todos os órgãos gestores e clubes participantes préviamente, que precisa ser respeitado. Caso contrário, melhor rasgar…
    Se a competição não chegou ao seu final conforme tabela e regramento, como pode ter um campeão?
    O Abc estava “temporariamente” liderando a competição. Ano passado, o América perdeu o primeiro turno, deu a volta por cima, ganhou o segundo turno, foi para a final e terminou campeão. Quem prova que não poderia acontecer a mesma coisa esse ano?
    Gostaríamos de saber se a opinião dos mandatários alvinegros seria a mesma caso fosse o América que estivesse na frente !!!
    Ademais, modificar os termos de uma competição no seu decorrer transformando-a em triangular, quadrangular ou qualquer forma geométrica que o valha, além de não ser permitido seria conferir ainda mais falta de credibilidade a um certame que já não possui nenhuma.
    A tendência ao longo do Brasil diante das incertezas geradas pelo surto do Covid-19 mostram amplamente uma tendência a nível de Brasil tanto da crônica quanto dos clubes, pelo cancelamento dos estaduais.
    A CBF mantém-se fiel a essa competição falida e que só serve prá inchar calendário, por que os campeonatos estaduais nada mais são do que uma maneira de manter as federações subservientes debaixo da asa em troca de votos e migalhas, perpetuando aquele antro de corrupção. Somente por isso. Tanto que o secretário geral da entidade – Walter Feldman – em reunião com os clubes manifestou que existe o “desejo” de que o calendário completo do futebol seja cumprido mas nem ele sabe como seria possível !!!!!!
    Portanto, se provarem mostrando no regulamento algum tópico escrito de que, seria declarado campeão o clube que estivesse na liderança caso o certame fosse cancelado ou anulado por motivo de força maior, ou que permita a modificação do seu escopo com a competição em andamento, aí nós ficamos calados. Mas se não PROVAR, é se preparar para as outras competições, manter as vagas como estavam no começo do estadual, CHAU E BENÇÃO !!

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