Bom trabalho

É inegável que o trabalho realizado pelo técnico Moacir Júnior, no América pode ser qualificado como bom. O treinador recebeu uma equipe montada pelo ex-treinador Alvirrubro, Luizinho Lopes, com pouquíssimos recursos, e conseguiu implantar um modelo tático compreendido e abraçado pelo grupo de jogadores, aliado a uma motivação maior, que transparece nas atitudes dos atletas em campo.

Na realidade, a função primordial de um treinador, para que seu trabalho seja bem sucedido, é conseguir implantar um modelo, utilizando as características dos atletas que tem ao seus dispor, as características do clube em si, aliados a sua forma de treinamento. Por isso, por vezes, com um mesmo grupo de atletas, um técnico consegue executar um bom trabalho em detrimento de outro.

Claro que existem outras nuances que poderiam influenciar nesse resultado positiva ou negativamente. Como por exemplo: empatia do grupo com o técnico, capacidade de explicar/entender o estilo de jogo e posicionamento em campo e até mesmo problemas com salários, ou entre os atletas (formação dos famosos grupinhos), etc.

Observando essas variantes e os resultados produzidos em campo, fica claro que Moacir Júnior está controlando bem a equipe americana. O time tem um padrão tático definido e consegue até, em alguns momentos, algumas variações importantes para surpreender os adversários.

Fica evidente também, e esteve muito patente no clássico contra o ABC (3 a 0), que os atletas compraram a ideia de um time lutador. Mesmo após o resultado favorável, não houve afrouxamento de linhas, nem de pegada na marcação.

Isso significa que o América conseguirá atingir todos os seus objetivos? Sinceramente, no futebol, isso é imprevisível. Mas, no esporte, como na vida, o trabalho ideal tem que ser feito na busca pela minimização dos riscos e maximização dos resultados. E isso, parece estar sendo feito pela comissão técnica americana sob o comando de Moacir Júnior.

Chegou bem

Veni, vidi, vici é uma expressão em latim que significa em português “Vim, vi e venci”. De acordo com a história, esta frase ficou famosa por causa do imperador romano Júlio César, que enviou uma carta ao Senado Romano, em 47 a.C, descrevendo a sua vitória sobre Fárnaces II, rei do Ponto, durante a Batalha de Zela. Róger Gaúcho poderia repetir essa frase. O meia-atacante fez dois gols em um clássico, sendo que está há poucos dias em Natal. Já pode até trocar o apelido de Róger Gaúcho por “Róger Imperador”.

Correto

O técnico Ranielle Ribeiro está correto ao tentar “proteger” o seu elenco de críticas após a derrota para o América, na Arena das Dunas. Ele usou o argumento do cansaço como explicação. Aqui, na coluna de domingo, eu tratei desse assunto. O ABC, nesta temporada, é um dos clubes que mais entrou em campo no País. São seis jogos a mais que o rival. Ranielle afirmou, após o jogo, que prefere proteger o que chamou de “seus guerreiros”.

Preocupação

Um dos bons jogadores que atuam no futebol potiguar há algumas temporadas é o volante Felipe Guedes. Além de bom marcador, o jogador é daqueles que sabe o que faz quando recupera a bola. Sem meia há muito tempo, o Alvinegro depende muito da produção deste atleta para que o meio de campo funcione bem. No entanto, Guedes parece ainda se ressentir de sua última contusão. O jogador não tem atuado bem e isso reflete diretamente na organização defensiva e nas transições da equipe abecedista, sejam ofensivas ou defensivas.

Processo

Ainda cabe o julgamento no pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, mas o Potiguar de Mossoró conseguiu uma vitória monocrática no STJD, que devolveu ao clube os pontos perdidos por decisão do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio Grande do Norte – TJD/RN. O órgão jurisdicional desportivo local acatou a “notícia de infração” impetrada pelo Força e Luz em relação ao uso irregular do atleta Sávio, menor de 16 anos. A decisão foi reformada de forma liminar, no Rio de Janeiro. Segundo a auditora responsável pelo caso, houve erro formal, pois a “notícia de infração” teria sido encaminhada ao ente errado, o que, por si só, já geraria nulidade do processo. Ela ainda cita uma série de problemas no processo. O Potiguar, que vinha embalado no turno, perdeu pique e acabou ficando de fora da disputa por uma vaga na final. Os Alvirrubros do “Time Macho” estão reclamando muito disso.

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