Cansaço

Em um clássico como América x ABC, costuma-se dizer que a distância entre a vitória e a derrota pode estar resumida a um pequeno detalhe. Entre tantos detalhes que envolvem um grande jogo, vou destacar apenas um, que pode mover a balança para um lado ou para o outro, dependendo do processo de recuperação física utilizado pelas equipes, assim como a natureza específica de cada atleta: O cansaço.

Quando me refiro a este fator específico incluo o cansaço relativo a questão física, mas também mental. Afinal, no futebol moderno, sabemos que é impossível se separar essas nuances caso você queira entender melhor o que acontece dentro das quatro linhas.

Começando a avaliar pelo Alvinegro, apenas por uma questão de ordem alfabética, diria que o time de Ranielle Ribeiro é o que mais sofre, no Rio Grande do Norte, com a maratona de jogos. O ABC fez em 60 dias, desde o início da temporada (9 de janeiro), 18 jogos (incluindo o de hoje contra o América). É aproximadamente um jogo a cada 3 dias. Isso sem contar com viagens longas como a que teve que realizar indo até o Acre. Com um elenco limitado o sacrifício físico fica evidente.

No entanto, em termos psicológicos, o ABC, que disputa três competições, chega bem menos cansado que o América para esse jogo. Isso porque, o esforço da maratona de jogos tem sido recompensado com vitórias. O time já conquistou um título, passou em dois “mata-matas” e se recuperou bem na Copa do Nordeste.

Analisando o América, o cansaço físico estaria dentro do limite aceitável. Nos mesmos 60 dias, o Alvirrubro entrou em campo 12 vezes. Seis jogos a menos que o rival, 540 minutos a menos de futebol, ou seja, nove horas a menos correndo atrás da bola. No entanto, vem de um jogo desgastante contra o Santos e de uma viagem a São Paulo.

Mas, se o cansaço físico é menor, o psicológico é bem superior ao do ABC. Além da pressão inicial por resultados este ano, devido a fracassos em temporadas anteriores, o time vem de derrotas. Primeiro, diante do próprio Alvinegro em uma final. Agora a queda na Copa do Brasil observando o adversário de hoje avançar.

O que valerá mais hoje? Vamos deixar a bola rolar para conferir!

História

Em um recorte histórico envolvendo apenas os jogos disputados por ABC e América a partir da “era Castelão”, inaugurado em 1972, o Alvirrubro leva vantagem sobre o Alvinegro em confrontos diretos. São 10 vitórias a mais, segundo estudo do pesquisador Marcos Trindade. No período compreendido entre 1972 e 2019, o clássico foi disputado 363 vezes. O América venceu 123 partidas, o ABC 113 e houve 127 empates. O ABC marcou 408 gols e o América 398. No período levado em consideração, foram disputados jogos nos estádios Machadão, Juvenal Lamartine (alternativo), Frasqueirão, Arena das Dunas, Nazarenão, Nogueirão e Barrettão. Dos atuais estádios, o América vence no Nazarenão e Nogueirão. O ABC é maioria no Frasqueirão, e Arena das Dunas. No Barrettão, apenas um jogo realizado, deu empate.

Basquetebol

O Basquetebol, que já foi um dos grandes esportes do Rio Grande do Norte, tenta reencotrar, na gestão Carlos Galvão, o caminho das vitórias. Para isso, segundo o presidente da Federação, o caminho é o investimento nas bases. Pensando assim, a entidade está reunindo as seleções Sub-15 e Sub-17, masculino e feminino. O primeiro grande evento do ano da base acontecerá em maio próximo quando sediaremos o II Torneio Nordeste de seleções sub 15 masculino e feminino.

Bola da vez

Depois da badalação em torno de Neymar, Paquetá, Vinicius Júnior e outros, agora chegou a vez de David Neres, que joga no Ajax da Holanda. O jovem atleta revelado no São Paulo foi destaque na eliminação do Real Madrid, em pleno Santiago Bernabeu. Segundo informações da assessoria do jogador, ao chegar em Amsterdã ele fez parte de um programa de adaptação ao futebol europeu imposto pelo clube. São aulas de inglês, um ano residindo em um hotel, entre outras transformações que incluíram nutrição e exercícios específicos para desenvolvimento da musculatura do atleta. Somente este ano, o jogador foi autorizado a comprar uma casa onde poderá morar com os familiares. Neres já está sendo cotado para a Seleção Brasileira de Tite.

FRASE

“No começo foi difícil porque estava bastante frio e não conhecia nada. Quando não tinha treino eu passava mais tempo no hotel ou saía para comer”.

David Neres falando sobre a rotina dura na Holanda

Comentários do Site

  1. rui pinto
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    Só tem duas coisas p o time de preto. ou não jogue tanto ou contrate jogadores.
    Essas desculpas de cansaço ja existe faz tempo. arranje outra desculpa.
    Foi dessa globo é torcedor do time de preto.

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