Futebol e carnaval

Há alguns anos, uma pesquisa realizada no exterior contatou que O Brasil continua sendo visto pelo mundo como o país do futebol e do carnaval. Pelé era o brasileiro mais conhecido, ele foi citado por 33,9% dos entrevistados. O segundo brasileiro mais conhecido é outro jogador de futebol: Ronaldinho, conhecido por 19,7% dos estrangeiros. Em terceiro lugar vinha o tri-campeão mundial de fórmula um Ayrton Senna (11,7%), morto em 1994.

Na mesma pesquisa, um total de 36,6% dos estrangeiros disseram que futebol é a primeira coisa que eles lembram quando se fala em Brasil. Em segundo lugar, com 19,4% vem o carnaval. Na sequência estão: 8% a pobreza e: 7,6% o sol, a praia e a diversão.

Apesar de antiga, tenho certeza de que pouco mudou dessa visão estrangeira sobre o País e tenho certeza que hoje, em meio a folia momesca, essa opinião ficaria ainda mais evidenciada.

É um traço cultural do nosso povo e isso precisa ser assumido. Não significa dizer que a nossa população precisa ser alienada, conduzida pela velha teoria romana do “Pão e Circo”. Precisamos cuidar bem da nossa cultura e do nosso esporte nacional, mas sem fechar os olhos para os problemas e mazelas da nossa sociedade.

Temos que cuidar do futebol atentos para tudo que o cerca. Os direitos dos atletas, seus deveres para com a sociedade, as contribuições reais dos clubes, os milhares de empregos gerados direta e indiretamente por essa verdadeira máquina de fazer dinheiro, que precisa ser melhor distribuído entre profissionais.

A diferença entre clubes de elite e os nossos é abissal quando se fala de cotas de TV, de investimentos da CBF, de atenção dos gestores, entre outros.

Também não podemos admitir que tragédias como a ocorrida no Ninho do Urubu se repitam. Os nossos jovens, milhares hoje nas bases de times desse imenso país, sejam explorados, abandonados e entregues à própria sorte em busca de um sonho que será conquistado por poucos.

Os clubes precisam funcionar como estabelecimentos complementares para a formação de cidadãos. Se não tivermos uma atleta, teremos, no mínimo, uma pessoa de bem nas ruas.

Tudo isso, sem perder a nossa alegria, aquilo que nos identifica no mundo perante as nações. A nossa cultura, tão bem representada por esse período que estamos vivendo hoje.

O mais interessante de tudo é que nem inventamos o futebol, nem o carnaval, mas somos os responsáveis por aperfeiçoá-los.

Infinito

O futebol brasileiro é mesmo infinito em sua capacidade de renovação. Olhando a Seleção Brasileira convocada por Tite você observa isso com clareza. Até mesmo por aqui pelo Rio Grande do Norte fica evidente que, basta um bom trabalho de garimpagem e oportunidades para que esses jovens talentos apareçam. Esse ano estão aí Jefinho e Wílson, do Potiguar de Mossoró mostrando categoria. Tem Wanderson e Kaká do ABC, Judson e Éwerton no América e por aí vai. Ano passado o Alvinegro fez quase um time todo com jogadores oriundos do Rio Grande do Norte. O caminho é esse. Bom, barato e rentável depois.

Sem cerveja

Os atletas russos receberam uma notícia que, para muitos, será bem ruim. Eles não poderão mais consumir cerveja para a realização de exames antidoping. É que a bebida dava aquela “mãozinha” para que os examinados pudesses fazer o exame mais depressa. Acontece que, por lá, alguns atletas ficavam meio agressivos depois de encarar umas cervejas. De acordo com as novas normas, agora eles terão de se ater a “grandes quantidades de água” fornecidas pelos testadores, segundo a Agência Antidoping da Rússia.

Tradição

Os Jogos Universitários do Rio Grande do Norte chega aos 63 anos. A competição é uma das mais tradicionais do País. As disputas serão realizadas neste mês de março do dia 14 a 17. O evento será seletivo para a fase nacional a ser realizada em Brasília/DF no período de 22 a 27 de abril.

Inédito

A Arena das Dunas recebe um confronto inédito no futebol nacional em plena quarta-feira de cinzas. Santa Cruz de Natal e Bahia jogam pela segunda fase da Copa do Brasil. Pelo novo regulamento da competição se a partida terminar empatada vai para a cobrança de penalidades. Se houver vencedor fica com a vaga e o prêmio quase milionário. O Santinha vai precisar ressurgir. O time vem cambaleando no Campeonato Estadual deste ano e o técnico Fernando Tonet tem tido trabalho para colocar uma equipe competitiva em campo. A partida começa às 17h15 e os ingressos já estão sendo vendidos pelo site da Arena das Dunas: www.arenadunas.com.br

Frase:

“A lesão que eu tive na Copa, além do metatarso, tive um problema no tornozelo, também rompi o ligamento”

Neymar

Revelando contusão maior durante a Copa

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