Além da perda da vida humana, que não tem como quantificar o seu valor, o Flamengo ainda precisa lidar com outras perdas devido aquele acidente que vitimou atletas da categoria de base no Centro de Treinamento do Rubro-Negro, no Rio de Janeiro. Um dos prejuízos diz respeito à imagem. Ontem, o clube foi desfiliado (desassociado) do Instituto Ethos. O Instituto trabalha com o objetivo de mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade justa e sustentável. Isso melhora a imagem das instituições na busca por parceiros, os famosos patrocinadores.

A decisão se deu após procedimento de análise de possível descumprimento da Carta de Princípios do Ethos, por parte do clube, no incêndio ocorrido no Centro de Treinamento (CT), que ocasionou a morte de 10 jovens. “Tentamos manter um diálogo próximo, por meio do encaminhamento de ofício para entender a visão e o comportamento do Flamengo diante dos fatos e entender a visão do clube em relação à sua responsabilidade e aos princípios estabelecidos na carta”, declara Caio Magri, diretor-presidente do Ethos, e completa: “Infelizmente, apesar do ofício enviado e de contato telefônico, não obtivemos qualquer retorno”.

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