O presidente do América, Beto Santos, esteve no CT do clube durante a apresentação de Francisco Diá, o quinto treinador da equipe na temporada que chegou apenas a sua metade, mas pode se tornar uma reta final para o clube potiguar caso a nova aposta não surta os resultados desejados.

Diá chega a Natal respaldado pelos bons resultados conquistados no Campinense-PB, mas isso nem de longe é um atestado de que o treinador chega ao alvirrubro com uma fórmula mágica capaz de melhorar tudo o que foi feito de errado até agora.

Apesar de ter batido muito na tecla do planejamento quando de sua candidatura, a organização pretendida por Beto Santos esbarrou nos péssimos resultados colhidos pelo clube e misturando isso a impaciência dos torcedores e a intolerância da diretoria com os técnicos que passaram, o resultado é um América as portas da zona de rebaixamento do grupo A da série C.

Beto Santos reconhece que sua administração está longe de ser um mar de rosas e não esconde que Diá é a sua bala de prata para tentar salvar a temporada americana que, de positivo, teve apenas a conquista do primeiro turno do Estadual e a consequente classificação para Copa do Nordeste e a Copa do Brasil do próximo ano. Fora isso, apenas lamentações, provocadas por alguns erros estratégicos.

Numa coisa o dirigente tem razão, quando conclama a torcida para dar mais um voto de confiança e não abandonar a equipe a própria sorte. Se a situação na tabela hoje não é boa, ela ainda pode ser contornável, para tanto basta que Francisco Diá acerte a mão e consiga recuperar os pontos que a equipe perdeu em Natal nas duas últimas rodadas.

Trazendo quatro ou seis pontos dos confrontos contra Cuiabá, na Arena Pantanal, e Confiança, no estádio Baptistão, o Alvirrubro conseguirá equilibrar sua campanha e vai entrar na fase de volta da série C com os clubes colocados na parte de cima da tabela em sua alça de mira, ou seja, continuará dependendo apenas de suas próprias forças para conseguir a classificação à segunda fase e se manter guerreando na batalha pelo acesso.

Sabemos que a situação financeira do clube não é boa, que a diretoria está se esforçando para “fazer dinheiro”, contratar e tentar evitar o caos. Mas aqueles que sonham com dias melhores está ciente que no futebol nada vem sem esforço. A batalha da série C já se previa que seria sangrenta, mas os erros cometidos ainda não feriram o América mortalmente e cabe ao comandante Diá, com sua bala de prata, entrar na batalha e virar esse jogo.

Essa também será uma excelente oportunidade para o treinador, tão vitorioso na Paraíba, conquistar o primeiro grande feito na direção de um dos grandes clubes de sua terra natal, vencendo a desconfianças de torcedores e dirigentes mais conservadores.

 

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