O Potiguar Gleison Tibau volta aos combates hoje, na cidade de Utica, Nova York, Estados Unidos, no UFC, onde encara Desmond Green. Tibau está com 34 anos e quer deixar seu nome marcado na história da organização. Hoje, ele empatará com Demian Maia e Jeremy Stephens no segundo lugar da lista que atletas que mais lutaram no Ultimate, atrás apenas de Jim Miller e do recém-aposentado Michael Bisping, que têm 29 aparições cada. O canal Combate transmite o UFC Utica ao vivo a partir de 19h15 (de Brasília).

O ESPORTES DE PRIMEIRA entrevistou o lutador:

1) Como foi o seu treinamento para essa luta?

Graças a Deus o treinamento correu perfeitamente bem, fizemos treinos inteligentes, com atletas específicos de cada área, boxe, Wrestling, e jiu-jitsu, sempre treinando bem tudo, muita finalização. Tudo fluiu bem, e nessa luta treinamos para buscar uma finalização no adversário.

2) Como você imagina essa luta?

A luta é um momento que nenhum atleta imagina na verdade, em cada luta a gente se prepara, mas não tem controle, não sabe o que vai vir ou acontecer. Realmente não tenho controle, mas imagino uma grande luta e uma grande vitória no final.

3) Quais são as principais características do Desmond Green?

Ele vem do Wrestling, é muito bom nisso, passou para o MMA, é um cara bem atlético, forte, se movimenta bastante. É bom de Wrestling e movimentação, e é nisso que eu tenho que ficar atento.

4) Você ficou mais de dois anos longe do Octógono e voltou com uma derrota em janeiro. Acredita que o tempo fora atrapalhou o seu desempenho naquela luta? O que você fez diferente nesse camp para que não aconteça novamente?

Eu senti um pouco esse tempo afastado, senti falta de ritmo. No retorno não tivemos um resultado agradável, né, mas eu voltei a treinar e aprendi a estar mais atento e ligado em tudo, em pé, no chão, na movimentação, estou mais atento.

5) Temos observado uma queda em relação aos atletas do Rio Grande do Norte no cenário das lutas. Foi só um período de ouro e não temos mais outras estrelas depois que Tibau parar, por exemplo?

Como hoje todos os meus treinamentos são nos Estados Unidos, eu estou um pouco mais afastado do Rio Grande do Norte, então não posso afirmar nada sobre os atletas porque não estou tendo contato com o pessoal novo de lá, não sei quem está vindo de novos talentos, na verdade. Quando eu vou é mais a trabalho e não me envolvo no esporte. Infelizmente não tenho essa visão dos talentos do Rio Grande do Norte.