Não só os clubes e personagens de futebol (vide caso Petraglia recentemente), mas boa parte de autoridades submetidas a questionamentos, nos dias atuais, acabam por preferir discutir a pergunta feita do que simplesmente responder ao que foi sondado em uma questão direta, encerrada pelo símbolo gráfico da interrogação. Para parte das entidades, ou pessoas, o fato de solicitar informações já suscita interpretação, ou estranheza e, estas, as interpretações, são, em sua maioria, consideradas maldosas. Acostumados (mal), ou vivendo uma época em que todos pensam que a imprensa conspira sempre contra alguma coisa, não percebem diferenças entre uma pergunta simples e uma pergunta retórica. Exemplificando: “Se o objetivo é convencer, é mais vantajoso que o leitor concorde com o autor do texto ou que fique fazendo suas próprias reflexões? ”. Essa é uma pergunta retórica, ou seja, a resposta está contida na pergunta. Não foi o caso de nenhuma pergunta feita na coluna da última quarta-feira (15). Aquelas, necessitavam apenas de respostas, que seriam dadas, ou pelo tempo, ou de forma escrita, como o fez o clube, ou via entrevista, caso assim fosse solicitado. Portanto, garanto aos atletas que, não existem segundas ou terceiras intenções nas indagações, agradeço as respostas e transcrevo-as abaixo:

Respostas

Nos causou estranheza e indignação o texto publicado na coluna “Esportes de Primeira”, desta quarta-feira (15). A publicação cita o nome de três atletas que se manifestaram solidários ao ex-treinador Ranielle Ribeiro, dando a entender que apenas eles teriam tomado essa atitude, o que não é verdade. Inúmeros atletas publicaram em suas redes sociais, enviaram mensagens e também ligaram para o ex-comandante. Deixamos claro que, diferente do que o texto questiona, se isso seria existência de um “grupinho” ou “todos estão aborrecidos” com a saída de Ranielle, as manifestações, em sua maioria, foram de agradecimento e reconhecimento pelo trabalho realizado no clube, além de demonstrações de amizade proporcionadas pelo bom ambiente que sempre existiu dentro do grupo. Por fim, o texto questiona ”se esse aborrecimento não será um problema para o novo técnico”. Já deixamos claro que não existe “aborrecimento”. As manifestações dos jogadores foram de agradecimento e o pensamento do grupo é único e exclusivo na conquista dos objetivos do clube, sendo o mais importante o acesso à Série B 2020, agora sob o comando do treinador Sérgio Soares”.

Assina: Atletas do ABC, via Comunicação do clube.

Comentários do Site

  1. Pitágoras
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    Na realidade,o ABC está perdido faz tempo.
    Faz muito tempo.
    Tentando a duras penas administrar uma crise financeira sem precedentes na história do clube e que se tornou uma bola de neve que vem despencando ladeira abaixo, o alvinegro vem fazendo das tripas coração para evitar o leilão do seu patrimônio mais valioso e protelando uma possivel negociação envolvendo o estádio, com receio justamente do dinheiro “desaparecer” seja pela justiça do trabalho ou…………
    Enfim, dessa forma não há dinheiro que chegue. Tanto ganha quanto o dinheiro é consumido em dívidas. E assim, sem dinheiro para honrar os compromissos e fazer times fortes, o torcedor vai se afastando e Salton tem sido a válvula de escape pois ainda pode trazer jogadores – muitos deles de qualidade duvidável – para compor o elenco á custo zero posto o clube não tem nem dinheiro nem credibilidade.
    Ranielle era o menos culpado mas pagou o pato e a manifestação de solidariedade dos atletas mostra isso e mais ainda, que o plantel se não está rachado, está insatisfeito com alguma coisa.
    Sérgio Soares é um treinador mediano e limitado, que entrou numa tremenda roubada e não vai resolver os problemas do ABC. Daqui que ele tenha pé da situação e do material humano que dispõe, já tem chegado o returno da Série C.
    Portanto, nada pode estar tão rum que não possa ficar ainda pior.

  2. Carlos Henrique Chal
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    Na verdade, Ranielle é um bom rapaz, humilde, trabalhador da terra, mas muito sem “maldade”, para o mundo do futebol.
    Ele mesmo queimou-se, ao aceitar o que lhe davam para garantir o emprego. Falhou ao não se importa como técnico, comandante, ou seja, por não conhecer o mercado do futebol, não sabia indicar jogador barato com qualidade.
    Agora, Itamar falar que existe uma crise implantada por ter trocado o treinador, parece-me mais papo de torcedor americano, pois, a troca demorou muito tempo, apenas o ABC, não poderia se arriscar a cair este ano.
    Vamos aguardar os resultados, se não vierem, troca mais uma vez, não pode é jogar a série D, com o mequinha.

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