A campanha brasileira nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 superou o recorde de medalhas e abriu a contagem para um novo recorde de conquistas nesta importante competição continental. Além disso, igualou a melhor marca de ouros já angariados em uma única edição. Até o momento são 267 pódios (109 ouros, 85 pratas e 73 bronzes). 
Até então, a melhor performance do Brasil em Parapans havia ocorrido em Toronto 2015, quando subimos aos pódios em 257 oportunidades, 109 das quais no ponto mais alto. A nadadora potiguar Cecília Araújo sagrou-se campeã nos 100m livre da classe S8 e obteve o pódio de número 258 na capital peruana. Horas mais tarde, a eletrizante vitória da seleção de futebol de sete (para paralisados cerebrais) sobre a Argentina, por 5 a 3, no início da tarde deu o 109º ouro à delegação nacional. Foram três gols de Bira e dois gols de Evandro.
O Brasil ainda disputa ouros no badminton, bocha, natação, halterofilismo e taekwondo neste sábado, 31. A expectativa, portanto, é de ultrapassar a barreira de ouros celebrados em Toronto. O Parapan de Lima conta com a participação de 337 atletas do país e se encerra neste domingo, dia 1º de setembro.
Com a contagem atual, o Brasil já acumula mais ouros continentais do que os dois países mais bem colocados. Estados Unidos são os segundos no quadro de medalhas, com 54 ouros, acompanhados do México, 48. 
Desde a sexta-feira, 30, nenhum outro rival teria condições de apear o Brasil do topo do quadro de medalhas. Mesmo na improvável hipótese de o país perder todas as disputas dali em diante e um único adversário ganhasse tudo, os brasileiros não deixariam de ser os primeiros no Parapan de Lima, quer seja pelo total de ouros, ou pelo de medalhas.
Cecília Araújo ficou emocionada quando soube que foi a responsável pelo pódio de número 258 do Brasil na capital peruana. “Feliz demais em saber que fui a responsável por ultrapassar a marca histórica de Toronto 2015, estou meio sem reação por isso. Eu estava lá em Toronto há quatro anos, e foi muito grande, mas nós estamos superando tudo. E, olha, virão muito mais até o final”, comemorou.
A potiguar de 20 anos tem paralisia cerebral (falta de oxigenação no cérebro durante o parto) e contribuiu para a campanha recordista em Lima com seis medalhas, contando com esta de sábado. Ela já foi ouro nos 100m livre, 400m livre, prata no revezamento 4x100m livre 34 pontos (a soma da classe funcional dos integrantes) e bronze nos 100m peito.
O Brasil faturou cinco ouros somente na sessão da manhã em Toronto. Além de Cecília, Esthefany Oliveira foi campeã nos 200m medley (SM5), seguida da potiguar Joana Neves, e a cearense Edênia Garcia manteve a tradição iniciada em Mar Del Plata 2003 de sempre subir em pódios de Parapans com o ouro nos 50m costas da junção das classes S1/S2/S3. A prata foi da paulistana Maiara Barreto.
Na bocha, quatro classes individuais e quatro pódios para o Brasil na manhã de sábado, 31. Mateus Carvalho foi bronze na classe BC1. Em seguida, vieram dois ouros e uma prata para a equipe nacional. Evelyn Oliveira bateu o colombiano Jesus Romero por 3 a 1 e garantiu-se no topo do pódio na BC3. Na BC2, vitória de Maciel Santos sobre o argentino Luis Cristaldo, por 7 a 1. José Carlos Oliveira ficou com a prata ao perder do mexicano Eduardo Sanchez (4 a 1).

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