Entre as variáveis que formam o complexo processo de conseguir resultados positivos de futebol, uma delas é imaterial, ou seja, não pode ser vista, ou tocada, mas tem uma importância relevante para as conquistas. Trata-se do “espírito vencedor”. Um atleta, ou uma equipe precisam ter esse tipo de comportamento, essa personalidade, para alcançar o alto do pódio em qualquer tipo de competição ou esporte.

Essa característica dos vencedores não é algo que esteja presente e que tenha garantia eterna. Ou seja, não é porque você é um vencedor hoje que o será amanhã. Esse espírito precisa ser alimentado constantemente. Ganhar precisa fazer parte da rotina, ainda que não seja uma rotina constante mas, vez por outra o vencedor precisa provar o manjar da conquista, o sabor do pódio, o gosto da medalha e do troféu.

Por isso foi tão importante, para o América, conquistar o título de campeão potiguar de 2019. O clube, seu torcedor e dirigentes já estava esquecendo o gosto e até perdendo o caminho das vitórias. Com essa taça na mão, o Alvirrubro caminha para a Série D com o peito estufado, a cabeça erguida e o sorriso largo, resultados da alegria e da recuperação da alto-estima. Então, agora entra “em campo” o resto do processo. O clube precisa saber aproveitar os bons ventos para navegar rumo ao acesso pois, como disse antes, esse espírito é fugaz e, ficar na quarta divisão não enche barriga, nem alimenta espírito vencedor de ninguém.

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