Segundo informações da imprensa internacional, atualmente, somente em um jogo da Série A do Campeonato Brasileiro, cerca de R$ 100 milhões estão em disputa na área de apostas, no Brasil. As entidades ligadas ao futebol temem que, todo esse volume de dinheiro em circulação em torno de resultados dos jogos, também possa estar fazendo com que cresça a corrupção na tentativa de compra de resultados. Árbitros, jogadores, dirigentes, entre outros estariam na mira de grandes corporações mafiosas de apostas dispostos a pagar, para manipular placares em partidas oficiais. No Brasil, esse crime está previsto no artigo 41 do Estatuto do Torcedor.

No próximo ano (2020) estaremos completando 15 anos da descoberta, no Brasil, da chamada “Máfia do Apito” (2005). Naquela temporada, o árbitro Edílson Pereira de Carvalho foi acusado de manipular resultados e o Campeonato Brasileiro da Série A teve que repetir 11 jogos, nos quais ele atuou como juiz.

Em 2015, o escritor Brett Forrest revelou, em seu livro “Jogo Roubado”, como o crime organizado internacional colocou definitivamente o futebol como um de seus alvos preferidos e mais lucrativos. Em uma das revelações, feitas pela obra, existe uma icônica. Jogadores vestiram a camisa da Seleção do Zimbabue, em uma data FIFA, sem serem sequer atletas do País. Perderem dois jogos atendendo a exigência da máfia. Em uma das partidas não queriam voltar ao gramado após o intervalo, pois ainda não haviam recebido a parte deles no negócio. Foram ameaçados com uma arma. Voltaram e perderam por 1 a 0.

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