Após a reunião do Comitê Executivo, o presidente do COI – Comitê Olímpico Internacional- Thomas Bach, escreveu, neste domingo (22) à comunidade global de atletas para fornecer uma explicação sobre a possibilidade de adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Na carta, Bach afirmou mais uma vez que salvaguardar a saúde de todos os envolvidos e contribuir para conter o vírus é o princípio fundamental, e disse: “As vidas humanas têm precedência sobre tudo, incluindo a realização dos Jogos.  O COI quer fazer parte da solução.  Portanto, tornamos nosso princípio principal proteger a saúde de todos os envolvidos e contribuir para conter o vírus.  Desejo, e todos estamos trabalhando para isso, que a esperança que tantos atletas, NOCs e FIs dos cinco continentes tenham expressado seja cumprida: que no final desse túnel escuro todos estamos passando juntos, sem saber por quanto tempo  é, a chama olímpica será uma luz no fim deste túnel. ”

Bach afirma que os estudos irão determinar a atitude do COI, mas garante que não há a possibilidade de cancelamento dos Jogos, apenas de adiamento, tranquilizando atletas, governo japonês e investidores privados da competição.

COB

O Comitê Olímpico do Brasil defende a transferência dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021, em período equivalente ao originalmente marcado, entre o fim de julho e a primeira quinzena de agosto.

A posição do COB se dá por conta do notório agravamento da pandemia do COVID-19, que já infectou 250 mil pessoas em todo o mundo, e pela consequente dificuldade dos atletas de manterem seu melhor nível competitivo pela necessidade de paralisação dos treinos e competições em escala global.

“Como judoca e ex-técnico da modalidade, aprendi que o sonho de todo atleta é disputar os Jogos Olímpicos em suas melhores condições. Está claro que, neste momento, manter os Jogos para este ano impedirá que este sonho seja realizado em sua plenitude”, afirma o presidente do COB, Paulo Wanderley, que comandou a seleção brasileira em Barcelona 1992.

O COB ressalta que a sugestão de adiamento em nada altera a confiança da entidade no Comitê Olímpico Internacional (COI) de que a melhor solução para o Olimpismo será tomada.

“O COI já passou por problemas imensos anteriormente, como nos episódios que culminaram no cancelamento dos Jogos de 1916, 1940 e 1944, por conta das Guerras Mundiais, e nos boicotes de Moscou 1980 e Los Angeles 1984. A entidade soube ultrapassar estes obstáculos, e vemos a Chama Olímpica mais forte do que nunca. Tenho certeza de que o Thomas Bach, atleta medalha de ouro em Montreal 1976, está plenamente preparado para nos liderar neste momento de dificuldade”, completa Paulo Wanderley.

Desde o início da pandemia, o COB tem priorizado a saúde e o bem-estar dos atletas brasileiros e colaboradores do Comitê. Ha uma semana, a entidade cancelou eventos públicos e preparatórios para os Jogos e determinou na terça-feira o fechamento total do CT Time Brasil.

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