A entrevista do secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol – CBF, Walter Feldman deixa claro, como água cristalina, que a entidade irá manter a decisão de que os campeonatos estaduais precisam ser encerrados antes do início das disputas no Campeonato Brasileiro. Feldman revelou, inclusive que os torneios nacionais podem “invadir” o calendário de 2021, o que, em tese, já empurrará os certames locais para fevereiro, ou até março. Ou seja, ele sabe que, ano que vem terá que mexer, também, no calendário dos estaduais, que iniciarão mais tarde e, provavelmente, serão ainda mais apertados, uma vez que 2021 é ano de Copa América, Eliminatórias da Copa ainda mais apertadas, talvez Olimpíadas e ainda teremos a Copa das Confederações.Estadual primeiro 1

Além de toda essa confusão de calendário, que já não é dos melhores, a CBF sabe que tem nas competições dos estados a oportunidade de testar a eficiência de seus protocolos médicos sem expor os atletas a tantos riscos, uma vez que não existem as viagens interestaduais. Em alguns casos, como no Rio Grande do Norte, os torneios carecem apenas de poucas rodadas e, como espera-se a ausência de alguns clubes, que já dispensaram seus atletas, podem ser menos jogos do que o previsto.

Estadual primeiro 2

No meio de toda essa confusão de calendário, a CBF ainda vai ter que encaixar algumas coisas que eu nem imagino como irão conseguir. Em primeiro lugar, a Copa do Brasil. O América, por exemplo, está de olho nessa competição. O Alvirrubro tem o segundo jogo contra o Juventude para fazer, em Natal (ida 1 a 1) e sonha com a classificação, não apenas pela vaga esportiva, mas principalmente pelo mais de R$ 3 milhões que passará a ter direito, o que pode salvar todo o resto da temporada. Outro clube potiguar, o ABC, também tem interesses em outra área do calendário. O Alvinegro está próximo de conseguir uma vaga na segunda fase da Copa do Nordeste, o que também significa entrada de recursos em premiação. Ou seja, nem pensar em perder o regional.

Museu

O cantor e compositor Cazuza (falecido em 1990), brilhante em suas letras escreveu: “Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades”. Nesse momento de pandemia, o passado ganhou extrema importância, principalmente através de reprises nas televisões relacionadas ao esporte. No entanto, o boxe parece querer ir mais longe do que os Vts. Mike Tyson está mesmo disposto a voltar aos ringues. E já tem muita gente querendo encarar essa luta. O britânico Tyson Fury, campeão mundial dos pesos pesados, versão Conselho Mundial de Boxe (CMB), revelou ao site BT Sporting Boxing que recebeu uma proposta para fazer uma luta-exibição contra o norte-americano. Evander Holyfield também está entre os listados e disse: “Vai parecer bullying se eu pedir por um cara que já bati 2 vezes”. Será?

Museu 1

Por falar em museu, o famoso 7 a 1, em meio a essa tempestade de “pretérito do passado” voltou a ser assunto. Foram semanas de debate sobre a possibilidade de retransmissão do jogo pela TV. Pois bem, a SporTV utilizou um artifício para colocar o desastre do Mineirão no ar. Desde a terça-feira que começou a reprisar os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. O resultado disso é que, no próximo domingo (31), às 19h, quem tiver coragem, liga a TV e assiste. Confesso que foi um dos jogos mais penosos que já fui obrigado a ver. Obrigado sim, pois estávamos cobrindo a Copa aqui pela Tribuna e, depois de estar na abertura em São Paulo e trabalhar, na nossa cidade, em vários jogos, entre eles o histórico Uruguai x Itália, com direito a mordida de Suarez, já estava envolvido demais na competição. Isso me fez sentir mais ainda a queda.

Museu 2

O pior de quem trabalha com esporte é que todos podem se desligar, mas nós seguimos em frente com a missão de escrever sobre o assunto, repercutir e, em meio a tristeza, produzir um grande material. Além disso, com os 22 anos de “janela”, nos afastamos da torcida por clubes locais, reprimidos pela falta de comemoração ao longo de tantos anos e pelo profissionalismo. Com isso, todo amor é canalizado para a “amarelinha” e também, é claro, seus reflexos sobre isso (decepção e tristeza). Enfim, não assistirei novamente, quem gosta de “sofrência” é Marília Mendonça.

Negócios

Gabriel Jesus, de apenas 23 anos é o mais novo sócio de ronaldo em sua empresa de marketing e gestão de negócios na área do esporte. O novo 9 da seleção brasileira se junto ao antigo ídolo da camisa e a outros atletas famosos como o lateral-direito Leo Moura, os meias Arthur Cabral e Róger Guedes e a lateral-esquerda Tamires, do Corinthians e da seleção brasileira feminina. A R9 Gestão Patrimonial & Financeira conta com escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo. No cargo de CEO está Viviane Leal, que trabalha com Ronaldo desde 2003 e, com ele, transformou seu escritório pessoal em modelo de negócio.

Pesadelo

O soho de todo atleta brasileiro é jogar na europa. Mas nem tudo é sonho por lá. O lateral Vicente de Paula Mercedes sofre desde que chegou à Albânia. Há quatro meses, ele perdeu a mãe, tem convivido com calotes e não consegue retornar ao Brasil. Um pesadelo.

Comentários do Site

  1. O Lobo
    Responder

    Amigos leitores, nos brasileiros vivemos de calotes, veja só, o governo Federal que dá um calote em quem tem precatórios a receber este ano, é o famoso devo, mais não pago, é neste cenário que vivem os clubes brasileiros.

Deixe um comentário