Uma ótima oportunidade para quem pratica ou gosta de assistir Capoeira. Neste sábado (27), a partir das 15:00 horas, o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte recebe o Circuito Capoeira Itinerante, organizado pelo professor Francisco Carlos, mais conhecido como Vovô Capoeira. Seis professores irão se revezar nas orientações aos participantes. O evento será gratuito, não precisa de inscrição e podem participar pessoas de qualquer idade. A capoeira Angola possui suas origens em elementos da cultura de vários matizes de povos africanos que foram escravizados e mantidos em cativeiro no Brasil do Século XVI até o final do Século XIX, sincretizados com elementos de culturas nativas, dos povos indígenas e de origem europeia.

O Vovô Capoeira faz trabalho social no bairro Planalto, reduto dos “angoleiros”, para crianças e adultos, cobrando apenas uma taxa simbólica. Marceneiro de profissão, Francisco Carlos trabalha na fabricação de instrumentos de percussão usados na capoeira e esse trabalho é a sua única fonte de renda. O gosto pela prática da capoeira começou em 1983, em Macau, onde morava. “Eu gostava de assistir outras lutas, mas quando vi uma apresentação da Capoeira Angola, me apaixonei”, relata o professor, que participa de circuitos em bairros de Natal, cidades do RN e outros estados. Para ele, o circuito é uma forma de divulgar a arte.

Manifestação Cultural Brasileira

A Capoeira Angola é o estilo mais próximo de como os escravos negros lutavam capoeira e é caracterizada por ser mais lenta, porém rápida, com movimentos furtivos executados tanto perto do solo. Sua música é cadenciada, orgânica e ritualizada e deve estar sempre acompanhada por uma bateria completa de oito instrumentos, chamada de bateria da Capoeira Angola.

Trata-se de uma manifestação da cultura popular brasileira onde coexistem aspectos normalmente compreendidos de forma segmentada pela cultura que se fez oficial, como o jogo, a dança, a mímica, a luta e a ancestralidade, unidos de forma coesa, simples e sintética. 

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