Apesar de não ser um dado preciso, a própria Confederação Brasileira de Futebol – CBF contesta, a FENAPAF – Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol – divulgou que, em 2018, cerca de 18 mil jogadores estavam desempregados no País.

A desigualdade social e consequentemente de salários reproduz, no meio do futebol, a realidade dos trabalhadores em geral no Brasil e até no mundo em geral.

Enquanto boa parte dos atletas tenta se reacomodar em clubes espalhados pelo Brasil, após o fim dos Campeonatos Estaduais, uma das notícias mais lidas e comentadas do momento é a indisponibilidade de um jato e de um helicóptero de Neymar, determinada pela justiça para quitação de débitos tributários do jogador.

Enquanto se discute socialismo de botequim e capitalismo de mesa de bar, cresce a distância entre os mais ricos e mais pobres, a desigualdade de pagamento entre atletas homens e mulheres, a falta de apoio ao paradesporto e discriminação de toda espécie.

No jogo da vida (com licença do uso do termo meu amigo Emerson Amaral) fica claro que se um atleta recebe bilhões, em outra ponta alguém ficará sem nada. Não se discute a grana paga à estrela, nesse caso, o dinheiro investido é privado e seu gasto não nos interessa. No entanto, a não existência de políticas públicas para diminuição  da desigualdade, para a proteção do ser humano nos chama atenção.

O atleta, assim como qualquer outro, é um trabalhador que precisa ter deveres e direitos, mas que, acima de tudo precisa ter proteção e garantias asseguradas.

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