Em meio a notícias de uma operação da Polícia Federal (Bota Fora), que investiga desvio de verbas em obras das Olimpíadas do Rio de Janeiro, os organizadores festejam a entrega de boa parte do Centro Olímpico na capital carioca.

A Tribuna do Norte acompanhou, nesta terça-feira (7) uma visita ao local junto com jornalistas do Brasil inteiro, participantes do Enecob – Encontro Nacional de Editores Colunistas e Blogueiros.

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Apesar da chuva, ficou evidente que alguns pequenos detalhes ainda precisam ser reajustados e que os serviços de preparação final das arenas terão que ser concluídos em pouco menos de 60 dias. No entanto, representantes do Comitê Organizador, que acompanharam a visita garantiram que tudo estará pronto e que não existem mais obras físicas a serem executadas, com exceção da área do velódromo. “Tudo já foi entregue para o Comitê e eles apenas fazem agora os acertos para operação”, explicou a interlocutora da Prefeitura carioca.

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As arenas impressionam pela beleza e, caso sejam cumpridos seus objetivos posteriores terão um legado assegurado. A arena do Handebol (Olimpíada) e Goalball (Paralimpíada), por exemplo será transformada em quatro escolas municipais após as competições. Já o Centro Aquático será levado para dois bairros cariocas e transformado em duas piscinas públicas. A tecnologia de construção temporária permitirá o desmonte das partes necessárias à essas transformações.

O Secretário de Esportes Lazer e Juventude, Marco Antônio Cabral garantiu que esse legado é um dos mais importantes para o povo carioca. Cabral enfatizou também a importância da parceria com a iniciativa privada para atingir os objetivos da Olimpíada onerando o mínimo possível o Estado. “Parceira é fundamental”, explica.

O secretário citou uma série de projetos esportivos/sociais que estão sendo implantados em áreas carentes de todo Estado como contrapartidas da participação do Governo nos Jogos Rio 2016.

LOGÍSTICA

Um dos maiores desafios na organização de um megaevento como os Jogos Olímpicos é a questão da logística. Nos jogos da China, por exemplo, a nossa saltadora não recebeu a vara de saltos e teve que usar um instrumento emprestado. Favorita, Fabiana Murer acabou ficando sem a medalha por não ter se adaptado ao material esportivo utilizado na competição.

Para a Rio 2016, o vice-presidente de logística dos Correios, responsável pela operação, assegura que o órgão está pronto. “Levamos nota 10 em todos os eventos testes”, garante.

A operação tem números impressionantes. O orçamento é de R$ 180 milhões. Serão transportados 30 milhões de itens, entre eles 750 mil encomendas de ingressos, 125 mil cadeiras, 18 mil sofás, 36 mil bagagens de atletas e 983 mil partes de equipamentos esportivos.

Os Correios serão o primeiro órgão público a realizar a logística de Jogos Olímpicos e, em meio à crise, seu vice-presidente afirma que não haverá problema. “Estamos preparando antes disso tudo”, diz.

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