O Estado de São Paulo sagrou-se campeão da 13ª edição das Paralimpíadas Escolares Loterias Caixa. É o maior evento do planeta para atletas com deficiência em idade escolar, e reuniu por três dias mais de 1200 competidores em 12 modalidades nas dependências do Centro de Treinamento Paralímpico, na cidade de São Paulo. O Comitê Paralímpico Brasileiro é o organizador e promotor das Paralimpíadas Escolares.
Todas as unidades da Federação enviaram representantes para o evento, que teve início na terça-feira, 19. 
São Paulo venceu com 583 pontos. Santa Catarina terminou em segundo lugar (465,5 pontos), seguido do Distrito Federal (350 pontos). Os paulistas são os mais vitoriosos da competição, com oito títulos no total. Esta é a quinta temporada consecutiva em que triunfam nas Paralimpíadas Escolares. Também haviam sido os melhores em 2006, 2009 e 2011.
O método utilizado pela organização da competição é de somar pontos por cada colocação no ranking, desde o primeiro colocado, com 12 pontos, ao oitavo colocado (um ponto) em cada prova. 
Aos 13 anos de idade, o paulista Lucas Arabian participou pela segunda vez das Paralimpíadas Escolares no tênis de mesa.  Contribuiu para a vitória do time de São Paulo com dois ouros (no individual e duplas). “Adoro a modalidade. Pretendo, um dia, se Deus quiser, ser da Seleção Brasileira, assim como o Guilherme Costa [campeão do Parapan de Lima], um dos atletas que mais admiro. Recebi um convite para treinar com a Seleção no ano que vem e já até o conheci”, disse o atleta, que teve um tumor na médula no primeiro ano de vida. 
Miriam Vitória de Campos Chagas, 16, também conquistou duas medalhas para São Paulo. Ela é de Mairinque, tem paralisia cerebral (por falta de oxigenação no cérebro na hora do parto) e é atleta das Escolinhas Paralímpicas, projeto do CPB de iniciação desportiva para jovens com deficiência. Está no nono ano do ensino fundamental e participa das primeiras Paralímpiadas Escolares.
“Fiquei um pouco nervosa na hora da prova, mas me senti muito feliz de ter ganhado. Acho que você tem olhar pra frente, confiar em si mesmo, acreditar em você e lembrar que têm pessoas que acreditam em você também. Pretendo continuar no esporte. Comecei a praticar aqui no Centro de Treinamento e quero seguir no atletismo no resto de toda a minha vida.”
O anúncio da campeã foi feita na cerimônia de encerramento nesta noite de sexta-feira, 22, no Pavilhão Oeste do Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo.  A Paraíba recebeu o troféu de Confraternização e o “Amigo do Esporte Paralímpico” foi entregue ao assessor estratégico da Caixa.
“Quero parabenizar todos os chefes de delegação, todos os técnicos e principalmente os atletas. As Paralimpíadas Escolares mostraram que a deficiência também é um estímulo, um motivador para superar limites e fazer coisas que achávamos que não eram possíveis”, discursou a secretária estadual dos direitos da pessoa com deficiência de São Paulo, Célia Leão. 
A cerimônia contou com a presença da primeira-dama do Estado de São Paulo, Bia Dória, a secretária de Estado do Direito das Pessoas com Deficiência, Célia Leão, o Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, o segundo vice-presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Ivaldo Brandão.
Uma das novidades da edição 2019 das Paralimpíadas Escolares foi o advento da disputa para crianças com síndrome de Down. Cinquenta e cinco jovens participaram das provas de atletismo e natação, em uma classe específica para os atletas com este comprometimento.
“Foi muito bom tê-los aqui essa semana! Dividimos um evento de inclusão, de muitas alegrias e de resultados importantes. 
Agradeço a todos os chefes de delegação que incluíram atletas com síndrome de Down. Espero que no próximo ano tenhamos mais participantes, que o evento cresça cada vez mais”, disse o segundo vice-presidente do CPB, Ivaldo Brandão.
A enfermidade integra a classe dos deficientes intelectuais, cujo programa de provas está concentrado no atletismo e natação. No entanto, a baixa resistência muscular dos Downs os impede de alcançar o alto rendimento desportivo. 
Outra novidade de 2019 foi a transmissão ao vivo nas redes sociais do CPB as cerimônias de abertura e encerramento e quatro modalidades: atletismo, natação, vôlei sentado e basquete em cadeira de rodas (formato 3×3). Uma iniciativa inédita que alcançou uma audiência acumuluda superior a 30 mil pessoas. 
Além da briga por medalhas, a direção técnica do Comitê Paralímpico Brasileiro selecionou os melhores atletas para integrar o projeto do Camping Escolar Paralímpico 2019, que promove semanas de treinamento intensivo e de alto rendimento para os jovens contemplados.
Talentos do paradesporto brasileiro já passaram pelas Escolares, como os velocistas Alan Fonteles, ouro em Londres 2012, Verônica Hipólito, prata no Rio 2016, e Petrúcio Ferreira, recordista mundial nos 100m (classe T47); o nadador Talisson Glock, prata no Rio 2016; o jogador de goalball Leomon Moreno, prata no Jogos de Londres e bronze no Rio 2016; a mesatenista Bruna Alexandre, bronze no Rio 2016, entre outros.
Classificação geral
1º lugar – São Paulo
2º lugar – Santa Catarina
3º lugar – Distrito Federal
4º lugar – Goiás
5º lugar – Minas Gerais
6º lugar – Paraíba
7º lugar – Pará
8º lugar – Ceará
9º lugar – Espírito Santo
10º lugar – Mato Grosso do Sul
11º lugar – Rio de Janeiro
12º lugar – Rio Grande do Norte
13º lugar – Maranhão
14º lugar – Paraná
15º lugar – RioGrande do Sul
16º lugar – Pernambuco
17º lugar – Bahia
18º lugar – Rondônia
19º lugar – Amazonas
20º lugar – Amapá
21º lugar – Sergipe
22º lugar – Alagoas
23º lugar – Tocantins
24º lugar – Mato Grosso
25º lugar – Acre
26º lugar – Roraima
27º lugar – Piauí
TODOS OS CAMPEÕES 
2006 – São Paulo
2007 – Rio de Janeiro
2008 – Não houve
2009 – São Paulo
2010 – Rio de Janeiro
2011 – São Paulo
2012 – Rio de Janeiro
2013 – Rio de Janeiro
2014 – Santa Catarina
2015 – São Paulo
2016 – São Paulo
2017 – São Paulo
2018 – São Paulo  
2019 – São Paulo

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