A última rodada da Série D do Campeonato Brasileiro não foi tão desastrosa para os clubes do Rio Grande do Norte como a histeria generalizada apregoou. Os empates de ABC, fora de casa contra o Central (1 a 1) e do América em casa contra o Treze (2 a 20, no entanto, escancarou que ambos precisam ficar atentos pois, em se tratando de Quarta Divisão do futebol nacional, a regra é não ter regra quando se fala em favoritismo. Pela boa sequência de jogos americanos, e pela fragilidade do time de Campina Grande, era, quase que unanimidade, uma vitória alvirrubra na Arena das Dunas, faltava apenas definir o placar. No entanto, com a bola rolando veio o primeiro tempo desastroso e por pouco a derrota também não chegou junto. O empate acabou acontecendo com “gosto de vitória”, apesar do jogo ser em casa e, perder pontos dentro dos seus domínios nunca é bom. Ficou claro que a equipe de Renatinho Potiguar sentiu a falta daquele que considero o principal jogador (não o melhor jogador tecnicamente falando – esse é Esquerdinha). Erick Varão é o coração do time e, sem coração, o resto demorou a funcionar. No caso do pragmático ABC, que falta faz Negueba. Sem inspiração e desejando apenas não perder para curar a ressaca da goleada diante do Flamengo, Moacir Júnior segurou o que pôde o placar de empate em Caruaru. Terminou o jogo com 500 zagueiros e 600 volantes. Mas também, algo precisa ser dito: as opções no banco de reservas eram poucas para mudar um jogo. Dito isto, sobre ambos os clubes, ficam claras as necessidades de jogadores capazes de substituir à altura alguns titulares. Varão pode ser essencial, mas não o único que faz o América jogar. Negueba, do mesmo jeito pelo lado do ABC. Além disso, as equipes precisam, no conjunto geral, apreender a lidar com as ausências. A fase de mata-mata vem aí e, nesse momento, perder não parece ser a opção.

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