A expressão: “aumentar, ou baixar, o sarrafo” é utilizada para explicar que média utilizamos para avaliar alguma coisa. Ou seja, se eu “baixo o sarrafo” estou dizendo que serei mais condescendente e que analisarei de acordo com a realidade que vislumbro à minha frente.

Pois é, quando observo e analiso os clubes locais, procuro colocar esse “sarrafo” no lugar que considero adequado para a realidade do futebol local e dos torneios que essas equipes disputam.

Na minha visão, caso eu mantenha esse “batedor” de qualidade no mesmo nível que eu observo a Liga dos Campeões, a Série A, ou Libertadores, estarei ajudando a criar uma legião de frustrados com o futebol tupiniquim do tupiniquim, ou seja, passarei a ter a função apenas de “meter o sarrafo (bater)” o tempo inteiro.

Isso facilitaria a vida de qualquer analista de futebol. Uma das coisas mais práticas, para quem tem preguiça, ou é mau humorado o tempo inteiro é colocar defeito na coisas.

Difícil é ver coisa boa em meio aos problemas. Avaliar um pouco de tática e técnica onde sabemos que essas, se comparadas aos locais que citei aqui, são bem menos abundantes e difíceis de serem observadas.

Não digo que o torcedor do futebol Potiguar passe a ser um acéfalo e se torne um admirador de coisas ruins. No entanto, acho que precisamos observar as coisas com a visão da realidade e não com a projeção do ideal, sob o risco de criarmos uma horda de depressivos futebolísticos, de desapaixonados da bola e pior, de amantes apenas daquilo que nos chega via satélite, explicando, em parte, o afastamento do torcedor de nossos estádios.

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