O salário sem dúvida é maior que o de 99% da população brasileira e talvez as frustrações atinjam patamares percentuais também quase tão altos.
Incluir num currículo que já teve, em páginas não tão distantes, escrito um título nacional de Série A, indicações para comando de Seleção Brasileira, entre outros, uma derrota para o “potente” Salgueiro não deve ser algo para se orgulhar.
Pior que isso é ter que justificar uma atuação medonha de seus comandados que, caso cumprissem ao menos 30% do que ele planejou, talvez mudassem a história desse jogo horrível e evitassem essa mancha no histórico do seu comandante.
Justificativas para a derrota por 1 a 0 do ABC ele terá de sobra: Campo péssimo, capaz de fazer a bola parecer de outro esporte, poderia ser tênis ou o velho pingue-pongue; A viagem desgastante e desinteressante de ônibus entre Natal e a “encruzilhada do Nordeste”, ou até mesmo o árbitro, mais perdido que “cego em tiroteio” e que, com a brilhante ajuda do assistente, anulou um gol legal do Alvinegro, seriam bons motivos para o ocorrido.
Mas, nada disso apaga, no fim das contas, o dado que vai para a ficha profissional de Geninho tal qual punição para um funcionário que, se não foi genial no passado, nem tampouco o é no presente, com certeza é um conhecedor do que faz.
Ao acordar, nesta terça-feira (2), se é que dormiu, assombrando por essa derrota que o tirou a chance de liderar, mas também pelo chacoalhado do ônibus nessas BRs esburacadas entre o interior pernambucano e a capital potiguar, o técnico Alvinegro precisa reinventar a motivação para seguir comandando um time extremamente mediano, mas que ainda segue na briga para sair desse “pesadelo” que é a Série C.

Itamar Ciríaco

Deixe um comentário