A realidade do futebol potiguar, com todos os clubes na Série D do Campeonato Brasileiro muda de patamar. O Estado passa a ser ocupante da última divisão e precisa de um verdadeiro “cavalo de pau” para iniciar um processo de recuperação. Alguns discursos me preocupam. Ouço falar em austeridade nas contas, em times repletos de jovens e pontuados por uma ou outra contratação, orçamentos baixos, adequados a essa nova realidade, etc. No entanto, ainda não presenciei ninguém falar em ousadia. Os clubes precisam ousar, investir, para colher os resultados de acessos. Se a fórmula a ser utilizada for a de se adaptar à Quarta Divisão lá mesmo eles ficarão, pois adaptados vão estar.

Os clubes precisam entender que os cortes necessários devem ser feitos para que haja verba suficiente para investimentos. As dívidas precisam ser “alongadas”. O marketing, mais que nunca, precisa funcionar para que os torcedores estejam junto. Eles precisam fazer parte desse processo. Só mesmo a sensação de “pertencimento” fará com que, mesmo diante da qualidade inferior dos jogos em uma Série D, as pessoas estejam nas arquibancadas, comprando os produtos do clube e apoiando os jogadores.

Diante de tudo isso o amadorismo não é opção para o momento. A situação precisa ser encarada da forma mais profissional possível. A política clubista tem que ser deixada de lado. As discussões, devem existir e são importantes, mas para pensar o clube e não as conveniências pessoais ou de grupos. Os profissionais devem gerir a administração, as contas e o futebol. Os cartolas apontam apenas os objetivos e ajudam na busca por soluções financeiras, enfim, emprestam seu prestígio à agremiação.

Nessa nova fase os clubes precisam pensar sobre seus ativos. Além dos torcedores, ambos possuem patrimônio. O que será feito com esses valores provenientes das posses atuais deve ser pensado e repensado. A instituição precisa se capitalizar, mas não pode destruir completamente o que tem, sob o risco de se tornar falimentar caso o projeto vá por água abaixo. A gestão patrimonial também tem que incluir formas de ganhos com o patrimônio. Esse não pode gerar só despesas. O América, por exemplo, vai inaugurar sua arena. Este novo patrimônio precisa constar de um planejamento para que renda lucros, não apenas técnicos, mas financeiros, sob o risco de tornar-se um “fardo pesado” para ser carregado. O Alvinegro já sofre com problemas de caixa para a manutenção, por exemplo, do Frasqueirão. No mais, é mãos à obra .

PALESTRA

A Federação Norte rio-grandense de Futebol traz Marcelo Santana, executivo esportivo e Marcelo Fernandes, consultor de empresas, para uma palestra e visita aos clubes do Rio Grande do Norte. O executivo esportivo chega a Natal hoje (27). Amanhã, Marcelo Santana irá visitar as instalações do ABC e América, e realizar uma breve palestra sobre a inovação na gestão esportiva, pontuando a sua experiência na área. Às 14h, estará na sede da Federação Norte-rio-grandense de futebol, onde vai conceder uma entrevista coletiva. Marcelo Santana é executivo esportivo com 12 anos de experiência em comunicação, gestão e marketing.

Comentários do Site

  1. ivan moreira dos anjos
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    Boa noite eu já espera essas situação. desde que os nossos dirigente a anos começaram a trazer ex jogadores dos empresários despesaram os nossos jovens jogadores só podia acabar nisso.

  2. ivan moreira dos anjos
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    Acho dificil subi um dos nossos 3 clubes que estão na serie D . Sem dinheiro não se faz futebol.

  3. ivan moreira dos anjos
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    Desde que o Alecrim desceu para segunda divisão do campeonato Potiguar e não subi e está muito dificil subi pois sem dinheiro não é possivel fazer futebol.

  4. Lauro Duarte Costa
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    ASSISTI NO FRASQUEIRÃO O PRIMEIRO JOGO DO ABC NA SÉRIE C DE 2019. AO FINAL DA PARTIDA EU FALEI PARA DIVERSOS AMIGOS: ” TENHO A CERTEZA DE QUE COM ESSE TIMINHO DE FUTEBOL O ABC F.C. VAI SER REBAIXADO NESTE ANO”. ALGUNS SE REBELARAM COM AS MINHAS PALAVRAS, MAS EU ME MANTIVE FIRME !.
    NÃO DEU OUTRA. TEM MAIS: O FLUMINENSE DO RIO TAMBÉM VAI SER REBAIXADO EM 2019.

  5. Verdade Solene
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    É triste ver a situação do futebol Potiguar. Sou maranhense, torcedor do Sampaio Corrêa, porém morei em Natal e tenho grande apreço pelo povo potiguar. Hoje, vejo que o Sampaio Corrêa consegue se recuperar mais fácil das quedas, e logo volta a série B. Da década de 90 para cá conquistou uma série C, um vice, e mais uma série D, além das Copa Norte e Nordeste (E tem uma conquista da série B no bolso em 1972). Nesse período vi o América vir definhando, definhando, caindo da A para o inferno. O ABC conquistou uma série C, mas parece estar indo na mesma direção. O Alecrim, esse mesmo que sumiu do contexto nacional. E lembrar que joguei no campo do centro de treinamento do ABC quando sequer havia o estádio. Como admitir que um clube que tem o estádio como o ABC caia tanto? E O América que chegou a projetar seu estádio – uma maravilha arquitetônica? Sei lá, aqui no Maranhão, um estado igualmente pobre, parece que conseguimos ter uma base melhor. Talvez por isso tantos maranhenses jogaram copas do mundo por seleções estrangeiras, como o grupo que formou a seleção Belga há alguns anos – os Marabelgas, e também Tunísia, Turquia….Sei lá, acho que o futebol potiguar precisa ser repensado, pois tem que voltar a ser o que era; do contrário morrerá de vez. Aliás, muitos precisam repensar suas estratégias, mesmo diante de uma crise maldita econômica sem fim, como Santa Cruz-PE, Remo e Paysandu – PA, Ferrim – CE. Uma pena – o futebol do norte e nordeste precisa ser repensando como um todo. E que bom seria se houvesse a Copa Norte e Nordeste, para ficar mais forte com Remo e Paysandu, tipo, NBA, costa leste-oeste americano. Acho que sou um sonhador, mas vou continuar sonhando!

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