O ex-dirigente do América, Roberto Bezerra expôs, através de sua rede social, uma realidade que alguns torcedores não conhecem e, talvez por isso, reclamem das contratações ou não contratações dos nossos clubes. Bezerra escreveu: “Estando na C ou D não é fácil contratar. Se nos indicam técnicos, os clubes também são avaliados. Gilson Kleyna, mesmo não tendo trabalhado aqui, respaldou o América à Moacir, já Sérgio Soares ouviu Geninho”.

Pois é, muitos profissionais, técnicos ou atletas, principalmente aqueles que sabem ter a possibilidade de atuar em mercados mais promissores, tecnicamente ou financeiramente falando, acabam optando por não aceitar as propostas locais. Alguns, para não parecerem indelicados, ou até mesmo para deixarem uma porta aberta, afinal o futuro ninguém sabe, optam por fazerem pedidas altas, fora da nossa realidade, evitando assim dizer um não durante a negociação.

Dessa forma, os clubes acabam precisando, muitas vezes, recorrer a empresários que, em troca de um bom atleta, exigem que o clube tragam outros dois ou três “perebas”, inchando os elencos de jogadores e prejudicando o trabalho dos técnicos. Esses, além de serem obrigados a executar suas tarefas em meio a 40 jogadores, ainda, por vezes, se vê obrigado a escalar aquele “pereba” para honrar o negócio feito entre o clube e o empresário que, em tese, “ajudou” o clube nas contratações.

O futebol não tem a profundidade de um pires e, na maioria das vezes, precisa ser visto e analisado com mais profundidade e sob várias óticas. Dessa forma, o torcedor e nós mesmos da crônica, podemos evitar críticas a dirigentes, clubes e jogadores sem conhecimento da realidade nua e crua do dia a dia de uma instituição e de pessoas que trabalham para tentar conduzi-la em meio a essas dificuldades.

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