Arquivos de ‘junho de 2012’

Almoço, reconhecimento, amigos

29 de junho de 2012

Este jornalista obteve o “reconhecimento” (hoje, em almoço no Abade) de três ex-dirigentes do Turismo do RN: Ramzi Elali, Francisco Barbosa e Duda Bulhões, que recentemente deixaram cargos na Secretaria de Turismo do RN e na Emprotur.

É motivo de orgulho ser lembrado. Mas foi tudo bondade deles, que são amigos. Quando há amizade, há elogios, reconhecimento, essas coisas que existem na diplomacia da vida e no exercício do coração.

Os três agradeceram, durante almoço com essa finalidade, o apoio recebido no período em que estiveram à frente do turismo potiguar. Mais benevolência, já que tal apoio na verdade não houve.

Procuro sempre – há muitos anos, diga-se (mas vamos pular essa parte…) – cumprir o real papel da imprensa, de cobrar e questionar  sobretudo ações do poder público, sempre vitais para o desenvolvimento do setor de turismo.

E não foi diferente quando Elali, Barbosa e Bulhões estiveram no cargo. Amigos, amigos. Turismo do RN à parte. De qualquer forma – com ou sem merecimento de minha parte -, é sempre bom ter o trabalho reconhecido. O ego, afinal, também precisa ser abastecido.

 

Posadas, a capital da província argentina de Missiones

29 de junho de 2012

Via Costanera de Posadas. É Costanera, não é Costeira. Duas diferenças sutis: a via de lá margeia o Rio Paraná, e não o mar. E na Costanera, ao contrário da Costeira, os órgãos ambientais não atrapalham o desenvolvimento

Posadas não é uma cidade turística. Mas vale a pena passar um dia por lá, com pernoite. Tem bons restaurantes na Costanera, via que margeia o rio Paraná e tem até praia durante o verão.

Com 330 mil habitantes, a capital de Missiones faz fronteira com Encarnacion, no Paraguai. Entre elas, uma bela ponte estaiada, a San Roque González de Santa Cruz, que muito lembra a nosso Forte-Redinha.

O que fazer em Posadas? Pergunta difícil. Cheguei à noite, jantei (bem), dormi (bem) e retornei a Foz do Iguaçu, que fica a pouco mais de 300 quilômetros de lá, no dia seguinte, pela manhã.

Ficou a vontade de dar uma corridinha na orla do rio Paraná, que esbanja cinco quilômetros de calçadão impecável, sem erosão ou descaso do poder público, como numa “certa” cidade que tanto amamos…

 

Veja fotos das ruínas da Missão de San Ignacio

29 de junho de 2012

 

 

Missões jesuíticas da Argentina também atraem turistas

29 de junho de 2012

A missão de San Ignacio, na província de Missiones, na Argentina, foi fundada em 1632 e é considerada a mais espetacular entre as 30 missões jesuíticas guaranis espalhadas pelo Brasil (Rio Grande do Sul), Argentina e Paraguai.

Fica a 250 quilômetros de Foz do Igucaçu e recebe grupos de turistas diariamente (os brasileiros vão pouco). O ingresso custa 50 pesos argentinos por pessoa (R$ 25, em média) e dá direito a caminhar por todo o complexo, com pontos de explicação em áudio, além de visita ao Museu das Ruínas.

As Missões Jesuíticas Guaranis (no Brasil, a principal referência é São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul) estiveram a cargo da Companhia de Jesus, que envolveu os povos guarani e afins. Foram concebidas para evangelizar os nativos e estabelecidas no século XVII, em territórios pertencentes ao império espanhol no Governatorato do Río de la Plata e Paraguai.

Quando os jesuítas foram expulsos pelo rei Carlos III, em 27 fevereiro de 1767, os franciscanos e dominicanos tomaram conta dos povos missionários. Viraram os “governadores” das missões guaranis.
Até 1744, segundo censo que consta da História, havia 84 mil índios. Os homens caçavam. As mulheres cozinhavam e produziam artesanato. Todos rezavam juntos.

 

De carro pela província de Missiones, na Argentina

29 de junho de 2012

Pela simplicidade dos restaurantes, dá para ter uma idéia dos caminhos que cruzam o interior da província de Missiones. Estradas, porém, estão bem conservadas e devidamente sinalizadas

Com um casal amigo, do Rio Grande do Sul, rodei cerca de 700 quilômetros de carro pela província de Missiones, na Argentina, no final de semana passado. Muitas atrações no roteiro? Até que não, mas vale a pena conhecer de perto o interior argentino.

Vi de plantações de erva-mate a carros bem antigos na estrada, como Corcel (e olha que não era o Corcel 2…), Rural, Variant e Dodge 1800. Alguém lembra deles? A maioria dos webleitores, certamente, não pegou esse tempo.

A principal atração do roteiro é San Ignacio, conjunto de ruínas das missões jesuíticas guaranis tombado pelo Patrimônio Histórico Mundial.

A outra área de interesse é Posadas, capital da província de Missiones, a 300 quilômetros de Puerto Iguazu, na divisa com Foz de Iguaçu, no Brasil.

Um dado curioso, já que integra certos “causos” de viagem. Todo carro que trafegar pelas estradas da Argentina precisa ter, na mala, lençóis. Para que? Advinhem… É para o caso de acidentes nas rodovias, com mortos. O lençol, no caso, serve para cobrir as vítimas fatais. Imaginem aí?

Cooperativa Paranaense de Turismo inova com experiências vivenciais

29 de junho de 2012

Rio Iguaçu vai de Curitiba a Foz do Iguaçu e tem trechos navegáveis espetaculares

O Paraná oferece variadas opções de turismo. Uma delas foge aos padrões oficiais, já que os pacotes têm duração de cinco a sete dias (até aí, tudo normal), mas são destinados a grupos de duas a no máximo vinte pessoas (aí sim é legal, já que evita aquele clima chato de grandes excursões).

A Cooperativa Paranaense de Turismo (Cooptur) criou a Expedição Paraná, que oferece experiência vivencial em três eixos: cultural, histórico e natural, que percorrem o Estado de Leste a Oeste.

“O cooperativismo nós dá a vantagem de customizar os roteiros de uma maneira muito peculiar e particular, pois os principais pontos turísticos ou atrações, restaurantes e hotéis são nossos cooperados”, comenta o vice-presidente da Cooptur, Márcio Canto de Miranda.

Um dos eixos tem foco no Rio Iguaçu. O passeio começa em sua nascente (Curitiba) e termina em Foz do Iguaçu. O roteiro tem possibilidades de estadias em estações termais, navegação por mais de 80 quilômetros, visita às barragens e até mesmo a uma mina de extração de ametista na Argentina.

Outra possibilidade se dá com foco nas etnias europeias que compõem o Estado, destacando sua cultura e culinária. O roteiro é composto pelos alemães-russos de Witmarsum, os holandeses dos Campos Gerais, os eslavos de Prudentópolis e os alemães de Entre Rios.

“Temos ainda o eixo das belezas naturais e de esportes radicais, onde temos diversas opções”, destaca Márcio. Esta possibilidade inclui as belezas da mata atlântica na serra do mar, o Parque Estadual de Vila Velha, o Parque Estadual do Cerrado, o Parque Nacional do Iguaçu e atividades como rafting, treking e tirolesa, entre outros.

Vista de cima, a Garganta do Diabo, nas Cataratas do Iguaçu. Veja fotos

29 de junho de 2012

 

 

As Cataratas do Iguaçu, observadas da Argentina

29 de junho de 2012

Passarela sobre o rio, em meio à fauna e à flora: espetáculo natural

As Cataratas do Iguaçu estão em evidência no turismo brasileiro e argentino. Afinal, estão entre as sete novas Maravilhas do Mundo. A visão delas, do lado brasileiro, é mais panorâmica, talvez mais completa.

Mas atenção: só do lado argentino dá para ver, de cima e bem de perto, a Garganta do Diabo, onde está a maior concentração de água, a principal queda, o maior fluxo. É algo grandioso. Vale a pena.

No caminho, paisagens predominantemente bucólicas

Percurso é bem legal, em antigo trenzinho que, lentamente (20 km por hora), leva a três pontos próximos às passarelas sobre o rio. Lembra até parques de Orlando, pela organização. As caminhadas duram de meia hora a uma hora e quinze minutos, cada uma.

Mais um detalhe: além das lojinhas de souvenirs (claro, elas nunca faltam nos locais de aglomeração turística) há feirinha permanente de artesanato, com objetos interessantes confecionados por índios guaranis.

Para visitar as Cataratas, no lado argentino, paga-se R$ 45 por pessoa, mais R$ 15 de estacionamento. Quem não estiver de carro precisa comprar o passeio em agências de viagem de Foz do Iguaçu ou Puerto Iguazu (Argentina).

Irmãos Gosson (Elias e Canindé) construirão mais dois hotéis em Natal

28 de junho de 2012

A família Gosson planeja novos hotéis para Natal.

Vamos lá: Elias Gosson (pai) e Abdon, Fairuz e Samara (filhos), proprietários do Arituba Park e do Best Western Premier Majestic, vão mergulhar em novo projeto de hotel design, com 120 apartamentos, em terreno próprio que serve atualmente de estacionamento para o restaurante Camarões (o antigo), em Ponta Negra. Por enquanto, é obra para o futuro. Quem sabe a pedra fundamental será lançada em 2013?

Já Canindé Gosson (pai) e George Gosson (filho), que têm dois hotéis em Ponta Negra (Praiamar e Holiday Inn Express), vão partir agora para o bairro de Tirol, onde brevemente lançarão projeto de hotel padrão quatro estrelas.

Natal terá três voos charteres diretos e exclusivos para os EUA: dois para Nova York e um para Miami

28 de junho de 2012

Esta recente alta do dólar não afetou as férias de julho dos adolescentes na Disney. Ela despontou no pós-compra. Natal, que é ousada que só ela, é uma das capitais brasileiras que, percentualmente, manda mais turistas para os EUA em julho.

Os números não mentem. No próximo domingo (1) decolam dois voos fretados do Aeroporto Augusto Severo para terras de Tio Sam. Um para Nova York (Aertotur), outro para Miami (Arituba). Na segunda (2), a Aerotur opera mais um charter para a Big Apple.

Como as três aeronaves são Airbus 330 da Tam, só aí, em voos diretos, serão 645 norte-rio-grandenses nos EUA. Cada avião comporta até 215 passageiros e todos sairão lotadinhos. Confere? Mas Aerotur e Arituba também prometem enviar, cada agência, cerca de 200 turistas em voos comerciais para o país do Obama. Aí o número já passa de mil papa-jerimuns…

E tudo isso, vale lembrar, sem contar as outras agências de Natal, como Harabello, Michelle Tour, CVC e tantas outras, que também levam muitos turistas, sobretudo para a Flórida, nesta época do ano.

A Abav-RN teria uma estimativa de quantos passageiros embarcam em Natal para os EUA em julho?

Nos parques da Disney, norte-rio-grandenses terão programas de “virar a cabeça