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Bucket hat, o chapéu do verão 2020

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Peça clássica do visual masculino, o chapéu muito dificilmente voltará a ser um acessório indispensável como nos anos 1930. É hoje – e assim deve permanecer – um diferencial na estética masculina. Basta olhar o street style nos grandes centros urbanos para constatar que os homens mais modernos estão aderindo outra vez.

Mas, para entender a mudança ao longo dos anos, a passagem pelo período que era usado para esconder grisalhos e calvícies e os modelos que estão mais em evidência, é preciso contextualizar.

Muito usado aqui no Brasil no início do século XX, o chapéu tradicional deu lugar ao uso do boné. A fere foi embalada pelos jogadores de beisebol norte-americanos, conquistou o público jovem dos Estados Unidos e, como efeito cascata, grande parte da juventude ocidental.

Além do boné, que nunca saiu de cena, outro modelo deve chamar atenção no verão 2020. Estou falando do bucket hats (ou chapéu de pescador, em bom português). Na década de 1990 esses chapéus fizeram a cabeça das estrelas de hip-hop e R&B. Mais recentemente, em 2014, tiveram uma temporada nas areias brasileiras e agora reaparecem em diversas versões e padronagens, lisos e estampados.

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Marcas como Osklen, Colcci e Cavalera trazem suas versões para esquentar nosso verão 2020. Combine com óculos diferentões de acetato colorido, em vários formatos, para trazer a atenção visual para o rosto. Eu adoro! E você, o que acha?

Outros chapéus são clássicos, não saem de moda nunca, mas dá pra reinventar a forma de usar o acessório. Diferentes composições de look podem modernizar a estética ou trazer um perfume vintage. Confira alguns tipos na sequência.

 

Chapéu Panamá

Panamá

Considerado patrimônio Cultural da Humanidade desde 2012, o chapéu Panamá na verdade é produzido originalmente no Equador. O modelo ficou conhecido com esse nome quando da visita do presidente americano Theordore Roosvelt à construção do Canal do Panamá. Roosvelt usana um chapéu assim na ocasião. Ele é feito de palha clara e ideal para os dias quentes, roupas informais como camiseta ou camisas de linho e shorts. Funciona também com ternos em tons pastel.

 

 

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Chapéu Coco

O chapéu usado por Charles Chaplin foi criado, em 1849, a pedido de um político inglês que queria um acessório mais ajustado. Mais formal, fica bem com ternos e também pode ser chamado de Bowle ou Derby.

 

 

Chapéu Fedora (Nick Jonas)

Fedora

Inseparável de ícones como Frank Sinatra e Adoniran Barbosa, é feito de feltro, sendo mais comum em cores sóbrias como preto, marrom e cinza. Teoricamente, ele é um chapéu um pouco mais formal que o panamá. Isso faz com que o fedora combine perfeitamente com trajes sociais. No entanto, usá-lo com roupas casuais deixa o look mais atual. Nick Jonas que o diga, né?

 

Pork pie

Pork pie

Sua grande característica fica a cargo da copa. A parte superior dos chapéus pork pie é mais baixa e regular (reta) do que os fedora. Pode ser feito de diversos tipos de material. Por causa das linhas retas, eles são mais casuais.

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Keith Hering em coleção cápsula: deu match!

Keith Haring + Reserva

Uma das melhores junções, na minha opinião, é quando moda e arte dialogam estreitamente. Normalmente isso acontece de uma forma mais glamorosa e cara, deixando a gente só de olho. Mas, estando nós na era das colaborações, propostas mais comerciais vem surgindo com igual brilho. Uma delas é a da Reserva com o artista americano Keith Haring (1958 – 1990), um dos maiores ícones das artes plásticas no mundo, que une uma linguagem Pop arte com o movimento de cultura urbana que irradiou a partir de Nova Iorque nos anos 1980.

A colaboração foi firmada a partir do contato com a Redibra, uma agência de licenciamentos fundada em 1963 como agente da Walt Disney Company no Brasil e que hoje detêm outras marcas, inclusive os direitos sobre as obras de Haring.

Keith Haring + Reserva

O artista foi um dos primeiros a ocupar vagões de metrô e outras instalações urbanas em Nova Iorque, inspirando milhares de grafiteiros pelo mundo até hoje. Já reconhecido e contratado para desenvolver painéis publicitários, conseguiu não só alcançar uma audiência maior como transformou o metrô em um “laboratório” de ideias, como ele mesmo disse. A partir dali, começou a expor em museus no mundo todo.

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Esta é a primeira coleção de Keith Haring com uma marca brasileira e teve como inspiração o universo pop do trabalho do artista. O mix traz peças com referências retrô como a coach jacket de nylon e a jaqueta jeans estampada de mangas bufantes – ícone dos anos 80. A coleção tem uma cartela de cores vibrante e conta ainda com camisetas de manga curta e longa, polos e moletons. Pra completar, foram desenvolvidos tênis e shorts casuais que acompanham três modelos de patches.

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Quer mais? Além de poder conferir a coleção no site da marca, a Reserva vai abrir pela primeira vez uma loja em natal, no corredor principal do Natal Shopping.

Miu Miu Resort 2020
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Subreposição é palavra de ordem da Miu Miu

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A Miu Miu apresentou sua coleção Resort 2020 no hipódromo de Paris e, na hora, as imagens viralizaram na internet. Aqui no Brasil, isso se deve em muito a presença da atriz Bruna Marquezine, convidada VIP do desfile. A moçoila apareceu com um mix que está com tudo no universo da moda. Contrastando com romantismo das rendas e babados da camisa, a produção traz peças mais arrojadas, quase que fetichistas. Botas de cano alto e bolsa com alça de correntes deixam o look bem contemporâneo.

Miu Miu Resort 2020

Miu Miu Resort 2020

Uma das estampas mais interessantes – e justamente a razão da escolha do local do desfile – mostra cavalos repetidos de forma minimalista. Essa é outra versão romântica da linha da Miu Miu, que apostou no mix de padronagens bem diferentes em cores vibrantes. Muitas dessas estampas tem um perfume vintage super interessante.

Miu Miu Resort 2020

Miu Miu Resort 2020

Alerta trend para os acessórios, cinturas altas (as vezes até com calças com cós duplo), muita alfaiataria e mangas bufantes de verdade. Entre os acessórios, aliás, tem mix dos pés a cabeça, literalmente. A sobreposição de chapéus deu o que falar. Difícil de usar, mas serve de referências.

 

 

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Camisetas irreverentes: um clássico

 

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Uma estátua grega tirando uma selfie, um leão rastafari fazem parte do universo lúdico do inverno 2019 da Maresia. As estampas divertidas inspiradas em quadrinhos, as colagens com revistas e figurinhas que remetem a trabalhos artísticos são destaque na coleção Meu Lugar, que reúne estilos de diferentes décadas. Além do bloco Comic & Books, a trend Arte e Mash Up, inspirada na cultura pop e referências clássicas da história da arte e suas vertentes com a linguagem das redes sociais, cultura de rua e memes da internet, contribuem para o mood despojado de peças.

Maresia - Inverno 2019 - Cred foto_ Marcos Montenegro (1)A miscelânea de padrões propostos para a temporada conta com elementos extraídos da cultura de várias partes do globo. O bloco Etnicool faz um passeio pela África, China, México e Oceania. O destaque fica para a pegada mais rústica das peças, cartela de cores mais terrosa e uso de traços como o Maori e de animais, como o tubarão e o elefante, este último símbolo da África e representante da força e sabedoria.

E é essa sabedoria aparece nas frases estampadas nas t-shirts descontraidas, escritas na linguagem universal. Entre as mensagens, destaque para “Strong Roots”, diretamente ligada ao mood da coleção.

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Paris confirmou: Rosa é a cor do verão

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Quebrando tabus e rompendo com os estereótipo de gênero está a moda. E especialmente na última semana de moda de Paris falou-se essa linguagem. Praticamente todos os desfiles masculinos trouxeram a cor como favorita, como já mostramos aqui. Mas faltavam alguns grandes nomes, que desfilaram nos últimos dias.

Esse investimento em quebrar paradigmas é fundamental não apenas por uma questão social, mas para romper com o que havia de definitivo no guarda-roupas do homem, ditando o que podíamos ou não usar.

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Dior com inspiração coral

O estilista Kim Jones marcou um golaço com as estampas aquareladas e o contraste de volumes nas peças. Mas, sem dúvida, o grande destaque fica para a paleta de cores mais acertada ara os dias de sol. Tudo combina perfeitamente.

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Balmain com toque retrô-futurista

Os materiais inspirados em uniformes espaciais se mesclam com referencias dos anos 1980 e a silhueta esportiva. Olivier Routeing combinou diversas tonalidades de rosa com texturas plásticas, algodão e abrigos largos.

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Dries van Noten com vibe glam

Texturas verdadeiramente brilhantes e um animal print complementar – sim, as estampas estarão à solta também no verão. Para a combinação, tons quentes que vão do laranja ao pêssego.

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Alexandre Mattiussi com tudo fúcsia

Pensando em contrastes harmoniosos que vão além dos dias quentes, Mattiussi apostou no fúcsia com preto. As peças mais minimalistas ganham destaque na coleção.

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Se o seu closet não tem peças em cor de rosa, não espere mais para agregar e garanta os tons perfeitos para o verão 2020. O cantor Nick Jonas já é total adepto e tem sido visto por aí circulando com peças rosa. Destaque para a camiseta em tie-dye, outra grande aposta. Essas imagens forma feitas justamente na semana de moda de Paris.

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Loucura criativa a la Antonieta no desfile de Thom Browne

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Depois de uma temporada de outono discreta, a sempre imaginativa Thom Browne apareceu no último desfile de primavera/verão 2020 com um verdadeiro show. Colocou o principal bailarino do American Ballet Theatre, James B. Whiteside, na passarela e apresentou uma coleção que relê a alfaiataria heteronormativa da marca com muita inventividade e mescla com a aristocracia do visual de Maria Antonieta.

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Os elementos alegre – oferta típica de Browne – se juntaram a silhuetas imponentes da época da Revolução Francesa e elevaram a moda a um figurino supremo.

Casacos esportivos se assemelham a grampos distorcidos da Ivy League e saias plissadas aparecem como principal substituição das calças, com jaquetas cortadas e jockstraps. Essa ideia de colocar a cueca por cima da bermuda ou da calça a Gucci já tinha mostrado. Não é pra sair usando, mas abre árias possibilidades.

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Destaque para as bolsas, dos modelos luxuosos ou esféricos, em formato de bolas de beisebol, tênis e basquete.

O desfile completo desse momento inventivo do Paris Fashion Week você pode acompanhar no vídeo.

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Paris Hilton usa vestido brasileiro em Londres

A modelo Paris Hilton usou look Maison Alexandrine, no Cash & Rocket Gala, em Londres. A marca brasileira comandada por Alexandra Fructuoso tem sede nos Jardins, em São Paulo e diversas linhas de luxo, incluindo vestidos de festa como o escolhido pela atriz.

A peça foi feita em tule ilusion italiano com saia godê e aplicações de mais de 630 cristais swarovski, miçangas e vidrilhos bordados. O vestido custa a bagatela de R$ 11.700 e está disponível no showrrom da marca.

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Inspirada em um ícone francês do século XVIII, a Maison Alexandrine alia a experiência da alta costura com o propósito inédito de refletir a essência de mecenato de luxo. Foi fundada em 2014 e ocupa um casarão de 800m², onde os serviço personalizados de alta costura sob medida são feitos pelas mão de novos talentos da moda.

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Essa não é a primeira aparição da marca brasileira em eventos internacionais. As criações feitas em solo nacional e desfiladas no São Paulo Fashion Week já foram vestiram personalidades e artistas como Kim Kardashian, Miley Cyrus, Janina Gavankar e Saoirse Ronan.

Seleção feminina de futebol
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Elas levantam a bola para o futebol feminino

Futebol feminino

Em apoio ao futebol feminino, artistas lançam música “Vem Jogar”. Com estética forte e animada, composição incentiva a presença de mulheres no esporte. A ação de incentivo foi proposta pelo Grupo Boticário.

“Vem com as meninas jogar, o Brasil vai pirar e vai parar pra ver”, convoca o refrão de “Vem Jogar”, criada em homenagem à seleção brasileira, que disputa a Copa do Mundo de Futebol Feminino a partir desta sexta-feira (7). Para demonstrar apoio às jogadoras, a música traz uma mensagem potente unida com as percussões de uma escola de samba, os graves da música eletrônica brasileira, o piano da bossa nova e o beatbox do funk.

Conduzida por uma estética forte e animada, a produção é assinada pela Toro Creative Audio, com letra de Dani Zan e Janine Mathias. O hino tem como intérpretes quatro artistas: Olívia, com referências do pop e da música latina; Carine Luup, com a voz potente do soul; Janine Mathias, mesclando  samba, MPB e rap nacional; e Raissa Fayet, que une a música do mundo com a música brasileira.

O clipe de “Vem Jogar” já está disponível em várias plataformas e foi dirigido por Leticiah Futata, da Hai Studio. Seguindo o conceito sport glam, o vídeo aposta em tons de dourado e azul, com movimentos dinâmicos focados nas artistas Olívia, Carine e Janine. “A música é uma forma poderosa de propulsão para uma ideia. Queremos que esse sentimento de força chegue aos ouvidos de todas as garotas que jogam futebol”, diz a compositora Dani Zan.

A iniciativa é inspirada na campanha #ComVocêEuJogoMelhor, desenvolvida pela agência SoWhat. “É hora da equidade de gênero entrar em campo e trazer mais diversidade”, defende o manifesto do movimento. A intenção é incentivar que empresas e torcedores acompanhem os jogos da seleção brasileira durante o torneio mundial, que tem transmissão em TV aberta pela primeira vez.

Osho Bhagwan Rajneesh
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Osho inspira coleção cápsula da Cavalera

Osho

Pregando a busca da liberdade através da meditação, Osho conquistou uma geração de pessoas que buscava a espiritualidade sem ter de se comprometer com antigas crenças. Autointitulado como “um místico espiritualmente incorreto”, o líder indiano, morto em 1990, foi inspiração para uma coleção cápsula da Cavalera. Em Natal, a Iguales tem exclusividade com a marca.

Mãos de Osho estampam camisas da Cavalera

Mãos de Osho estampam camisas da Cavalera

As peças produzidas pela grife, trazem mãos unidas em gesto de oração bastante comum na Igreja Católica. Contudo, há rachaduras no que parecem mãos de pedras ou de alguma imagem religiosa.

Osho questionava as religiões vigentes e sistemas políticos. Em palestras e entrevistas – editadas em mais de 600 livros que são best sellers internacionais, traduzidos em 55 idiomas -, discutia a importância da liberdade, do autoconhecimento e da relação do homem com ele mesmo e com o planeta.

O movimento que ele criou, no entanto, assumiu todos os contornos de uma nova religião, como a busca pelo divino, seguidores, rituais e doutrinas. Sua história foi contada no documentário Wild Wild Country, sucesso de audiência na Netflix.

NYFW
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NYFW: Rosa para esquentar o verão 2020

O verão 2020 já começa a se desenhar e surge a primeiro trend alert da temporada: a cor chave do armário masculino vai ser rosa, para o pavor da ministra Damares Alves. Essa foi a principal aposta do estilistas americanos no primeiro dia do New York Fashion Week.

Em matéria de design, essa é a tendência apontada não só por nomes reconhecidos, mas como também novos estilistas. O shape tem um forte aspecto de comodidade, de conforto, mas se inclina também para o futurismo, se apropriando, como referência, do que já se convencionou a chamar de estilo masculino.

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Todd Hesset

O principal destaque foi a atualização do vestuário esportivo e do look pijama. Todd fez do rosa desmaiado – como o fashionistas estão chamando – o item essencial da sua coleção. Nas peças, há muitos detalhes de zíperes destacados e outros invisíveis, substituindo os tradicionais botões de camisas. Uma jogada que deixa a peça mais minimalista.

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Tanaka

Tons pastel recaem sobre peças com um aspecto destryed. Essa é a aposta da marca, que tem ainda como forte aliado o jeans, em diversas lavagens. Elas, como outros aspectos culturais, miram muito fortemente nos anos 1990. Detalhes artísticos e pinceladas feitas à mão nas jaquetas reforçam essa ideias da peça única, exclusiva.

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Timo Weiland

Com grande peso na indústria têxtil, o estilista vai das tonalidades pastel até os flagrantes tons de neon, como o fúcsia e o vermelho intenso. A tipografia o os desenhos gráficos tem uma vibe bem anos 70.