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Ecos da diversidade na primavera-verão 2019 da D&G

Domenico Dolce e Stefano Gabbana encerraram a temporada de moda de Milão com o que aprenderam fazer de melhor – e vêm fazendo escola: fazer as pessoas se sentirem bem consigo mesmas. Apesar de a imprensa brasileira tem destacado o time de artistas e blogueiras na passarela, a gente não pode deixar esse detalhe encobrir o real sentido o desfile que contou com mais de 150 looks e gente de todas as idades e biótipos.

Não é modismo de temporada. Na primavera verão 2019 ou em qualquer outra estação pode-se ver o DNA da grife muito calcada no barroco. Uma das principais produções, inclusive, era a que vestia a cantora Carla Bruni, ex-supermodel da grife nos anos 1990. Com terno de três peças em ouro e prata, ela arrancou aplausos da plateia, assim como a entrada de Monica Bellucci com vestido de poás preto e branco.

Carla Bruni se destaca no desfile primavera verão 2019 da D&G no Teatro Metropol

Carla Bruni se destaca no desfile primavera verão 2019 da D&G no Teatro Metropol

Não vamos esquecer Helena Christensen, Eva Herzigova, Marpessa Hennink e – sugestão para todos os lados – Ashley Graham em estampa de leopardo. Com a ideia de ampliar a perspectiva das ruas, as diversidade de identidades foi garantida com mulheres caminhando de mãos dadas e pessoas não-binárias representadas, tomando a passarela ao lado de avós e crianças. Foi simplesmente sensacional! “Cada um de nós é o rei ou a rainha de nossas vidas!”, declarou Dolce, ainda no backstage, sobre a ode ao bem-estar que estava para acontecer.

Assista o desfile na íntegra: D&G SSF 2019

O time de modelos mostrou outros códigos da casa. Havia algumas jaquetas bordadas de forma extraordinária. Dolce & Gabbana tem essa capacidade de enquadrar noções tradicionais e de feminilidade em vestidos de babados e muitas flores, sem deixar de ser emocional, nova e divertida. Entre as peças mais fetichistas, destaque para um cânone curativo preto e muito curvilíneo usado pela atriz Bruna Marquezine.

Bruna Marquezine com pretinho fetichista na passarela da D&G

Bruna Marquezine com pretinho fetichista na passarela da D&G

Além dela – agora, sim, pela ordem de importância –, cruzaram a passarela do teatro Metropol a atriz Marina Ruy Barbosa, casal de modelos Yasmin Brunet e Evandro Soldati, Lala Rudge e Helena Bordon.

Marina Ruy Barbosa é outra das celebridades brasileiras no time. Ela está no terceiro ano consecutivo

Marina Ruy Barbosa é outra das celebridades brasileiras no time. Ela está no terceiro ano consecutivo

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Rio Center lança revista com casal top: Fernada Tavares e Murilo Rosa

A potiguar Fernanda Tavares é a capa da edição de verão da Revista Rio Center, que será lançada nesta próxima sexta-feira, 21. A top model posou para a publicação ao lado do marido, o ator Murilo Rosa, e revelou detalhes da intimidade do casal, que cogita aumentar a família. O coquetel de lançamento está marcado para às 18h30, na unidade do Natal Shopping.

O casal foi escolhido para reforçar o propósito de oferecer informação para toda a família. A diretora de marketing da Rio Center, Mariana Araújo, explica que a revista é pensada não só para apresentar toda a variedade de produtos que a rede oferece, mas como uma importante via de diálogo com clientes e colaboradores. “Cada vez mais, nós estamos trabalhando para apresentar muito conteúdo e informação, dentro do que a gente acredita, prezando sempre pelo respeito aos mais diversos públicos”, assinalou.

Fernanda Tavares e Murilo Rosa posam para o fotógrafo Marcos Rosa que clicou a capa da Revista Rio Center em uma chácara no Rio de Janeiro

Fernanda Tavares e Murilo Rosa posam para o fotógrafo Marcos Rosa que clicou a capa da Revista Rio Center em uma chácara no Rio de Janeiro

Voltada para a estação mais quente do ano, a revista apresenta nas suas 120 páginas várias informações de moda e editoriais que apontam as principais tendências fashion. Entre as apostas está o encontro dos tons quentes com os frios, resgatando a natureza viva e seu colorido em estampas e grafismos geométricos. A moda navy é atualizada em um editorial protagonizado por Milena Balza, e a moda masculina ganha novo formato alicerçada na vaidade e na autoestima.

A revista traz ainda entrevistas exclusivas com Jair Oliveira, o eterno Jairzinho do Balão Mágico, que homenageia o pai no seu novo trabalho, e com o maquiador Rodrigo Costa, o queridinho de estrelas como Anitta e Sabrina Sato. Na sessão de comportamento, especialistas alertam os pais sobre os riscos do uso excessivo de tablets e smartphones por crianças. Ainda há uma matéria bem especial sobre autismo, mostrando como pais e mães de crianças autistas enfrentam o preconceito como muito aprendizado, amor e luta.

 

Serviço

Lançamento da Revista Rio Center

Quando: Sexta-feira, 21, às 18h30

Onde: Rio Center Natal Shopping

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TOP 10: Curiosidades sobre o ultravioleta e a cor em novos acessórios

Nunca foi tão difícil usar a cor do ano, eleita pela Pantone. Já nos avizinhamos da virada do calendário e algumas empresas agora é que se arriscam no desenvolvimento de linhas com o ultravioleta. A Rommanel é uma dela e acaba de lançar a coleção Miss Violet, inspirada também na flor violeta.

As zircônias e cristais aparecem como destaque nas peças, revelando uma atmosfera de delicadeza e riqueza. Essa duas características, aliás, me estimularam a mostrar hoje para vocês dez curiosidades sobre essa cor tão envolvente.

 

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Violeta é a cor da magia, da teologia, do feminismo e do movimento gay. Do poder, da penitência e da sobriedade, apesar de alguns lerem como extravagância. A cor é muitas vezes associada com a realeza e com a espiritualidade em todo o mundo. No Japão, os monges budistas da mais alta hierarquia usam roupas roxas. No catolicismo ela simboliza piedade e fé. No Brasil e na Tailândia, é a cor do luto. Nos Estados Unidos o Coração Roxo é a condecoração militar mais tradicional, oferecida a poucos militares.

Certa vez li que “roxo é a cor do desespero”, no romance Gonzos e Parafusos, da escritora Paula Parisot. Essa frase foi dita pela avó da protagonista, que pinta os cabelos nessa cor. A justificativa dela para a escolha nunca me saiu da cabeça. De fato, a mais antinatural das cores (existem poucos animais e frutas com esse tom) está mais próxima do excêntrico e atrai justamente pessoas criativas.

Ultravioleta

Enfim, vamos a algumas curiosidades:

  1. Roxo, violeta ou lilás? A teoria da luz de Isaac Newton provou que o espectro de cores é composto por vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Isso mesmo, não tem roxo. Você pode estar surpreso ao descobrir que o violeta é uma cor verdadeira, já que tem sua própria faixa no espectro eletromagnético, e que o roxo é o nome usado para descrever qualquer tonalidade de cor entre o vermelho e o azul. Na realidade existem muitas formas de chamar a cor e suas derivações: lavanda, púrpura real, vermelho púrpura e até lilás (que é a mistura que contém o branco);
  2. Existem 41 tons diferentes de roxo, classificados pelo homem. Para o ser humano, é a cor mais difícil de enxergar;
  3. Project Purple (projeto roxo) era o nome do primeiro projeto do iPhone quando estava sendo desenvolvido pela Apple;
  4. Muitos nomes de mulheres são derivados do roxo: Viola, Violeta, Iolanda, Érika, Hortênsia, Malvina, todas que descendem de flores dessa mesma cor. Não existem nomes masculinos ligados ao mesmo motivo;
  5. Já percebeu que a cor é muito usada em embalagens de beleza? Isso porque ela simboliza poder, luxo e ambição;
  6. Nos anos 1960 foi criada uma mistura de pigmentos fluorescentes magentas e azuis que resultaram numa espécie de roxo que era muito usado em pinturas psicodélicas em fundo preto. Esse tom de púrpura foi muito popular entre os hippies e era a cor favorita de Jimi Hendrix, por isso ganhou o nome de Roxo Psicodélico;
  7. Na decoração de casas, o lilás mais claro traz delicadeza e romantismo. Roxos leves evocam sentimentos românticos e nostálgicos, principalmente quando acompanhados de rosa. Muita gente associa a cor escura com melancolia e sentimentos tristes, mas para os criativos, esses tons deixam os ambientes super modernos;
  8. Purple Diet: durante 3 dias da semana, Mariah Carrey come alimentos roxos que são ricos em antioxidantes. Isso porque os eles baixam o colesterol e previnem doenças cardíacas. As frutas e vegetais dessa cor são fonte de antioxidantes, antocianina, fibras e vitamina B, aliados na redução do colesterol ruim. Quer alguns exemplos? Açaí, amora, cebola roxa, ameixa, beringela, repolho roxo, batata doce roxa, uva;
  9. O roxo simboliza a magia presente em toda a comemoração de Halloween. As bruxas e feiticeiros sempre vestiram uma túnica desse tom. Isso porque diziam que é a cor mais íntima do arco-íris, que marca a fronteira do visível com o invisível. Antes de cair a noite, é ela que antecede a cor da escuridão total;
  10. No esoterismo, o violeta é a cor dos chakras do cérebro, onde se concentram os sentimentos e a inteligência.

Céline 16
moda

O que Gaga e Angelina têm em comum?

A resposta é a primeira criação do designer francês Hedi Slimane para a Céline. A bolsa é uma top-handle e foi batizada de “16” depois que o ateliê da grife foi confirmado para uma mansão do século XVII na 16 Rue Vivienne, em Paris.

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Disponível em três tamanhos a partir do dia 12 de novembro, a bolsa já faz parte da coleção de outono, que só deve ser desfilada em setembro. Ela vai ser produzida em uma variedade de cores e materiais. Só de couro de bezerro serão cinco tonalidades, além de pelica natural. Os preços variam de R$ 2,9 mil a R$ 3,5 mil euros. Para quem quiser mais exclusividade, a casa vai produzir a peça em pele de crocodilo – pense em pelo menos cinco dígitos.

Foram necessários cerca de 100 testes de couro para finalizar o projeto, o que marca uma mudança em direção a uma estética parisiense para as bolsas da casa, bem como o retorno do hardware dentro do sortimento de artigos de couro da Céline. O cadeado pendurado no saco tem versão em ouro e pode ser usado para prender o zíper em um de seus compartimentos internos.

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O estilista, que anteriormente dirigiu as vendas exorbitantes de Saint Laurent e Dior, revisitou clássicos da nova casa. A 16 reflete a herança da grife, com detalhes como uma aba cortada e lados suavemente arredondados acenando para algumas das bolsas históricas da Céline dos 1960.

Embora não tenha sido confirmado quais modelos existentes permanecerão à venda, espera-se que os estilos de transporte incluam os sacos Belt, Bagagem e Box.

No grupo LVMH desde o final de janeiro de 2018, Slimane não tem apenas uma função. Ele assina a direção artística, criativa e de imagem. E não por acaso seu primeiro produto foi uma bolsa. Esse tipo de acessório representa cerca de 65% das receitas da Céline, empresa do gigante grupo francês Bernard Arnault.

Angelina Jolie passeia com sua Céline 16

Angelina Jolie passeia com sua Céline 16

Quando escolheu Lady Gaga para ser a primeira personalidade a usar a bolsa, Slimane sabia exatamente a impressão que queria causar. Ele é amigo íntimo da cantora e fez trabalhos para ela, como a capa do álbum Fame Monster. Já com Angelina Jolie ele fez a capa (Silmane também é fotógrafo) da Elle americana em 2014 e fez retratos particulares com sua família.

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A importância da informação de moda

Nenhum tema teria tanto relevo quando esse para iniciar a nova fase do Extra-ordinário, que passa a agregar conteúdo ao site da Tribuna do Norte, agora abrangendo o universo feminino. E cá estou eu para defender a “Era do Styling”. Hoje, a informação e a capacidade de edição de moda são tão importantes quanto a criação.

De certo, você já deve ter aprendido com o que leu ou ouvir em algum canal de moda. Esses espaços nos ajudaram a reconhecer Jil Sander como minimalismo, Vesace como maximalismo e Moschino como pop. Entre os criadores provocativos e vanguardistas McQueen se destaca, assim como Margiela é referência do desconstrutivismo. Todos esses ícones do design foram – e alguns ainda são, continuam criando – influenciadores de estilo.

Desfile McQueen para a primavera verão 2018

Desfile McQueen para a primavera verão 2018

É importante perceber que a moda enquanto cadeia produtiva e mercado é uma entrincheirada teia de referências, com várias pontas. Em uma delas, inclusive, estão os influencers que eu, você e milhões de usuários do Instagram reconhecemos como pessoas aptas a passar informações sobre o que é moda.

Sempre repeti que moda é uma ideia capaz de descer da passarela para a vida real. Se ela não for comprada por pessoas comuns, termina indo para o limbo das tendências. E por lá essas apostas se perdem ou precisam de muito mais esforço e investimento para comunicar que a ideia é interessante. Pois bem, hoje, diante de uma globalização galopante, acho que avancei uma casa nesse entendimento. Para mim, as tendências já foram tão pulverizadas que o que realmente tem valor é o que você faz para produzir um estilo, ou seja, montar seu look. E, com esse raciocínio, chega-se fácil a conclusão de que os influencers valem tanto quando as big labels.

Nunca foi tão fácil estar na moda! Para além do hi-lo que algumas blogueiras ajudaram a difundir, misturando peças da Chanel com o fast fashion da Riachuelo, as marcas mais badaladas de hoje usam como combustível o street style mais comum dos anos 1980 e 1990. O glamour da temporada está justamente no over, no tênis espalhafatoso e considerado “de tio” e no moletom usado com jeans destroyed.

O bom disso é que não há mais um monopólio de estilo. No mundo digital, o seu vizinho pode ser muito mais influente que a Gucci. Pequenos criadores estão quebrando paradigmas e conseguindo resultados mais relevantes – guardada a escala – que as grandes marcas de luxo. Essas são as que mais rapidamente precisam se enquadrar no novo jeito de fazer moda. E a grande responsável por essa mudança sem precedentes é a justamente a informação. É claro que o direcionamento sobre o que as pessoas vão vestir faz diferença. Essa informação, pela sua origem, é do jornalismo. Justamente o que, não por acaso, temos por aqui.