A maioria das pessoas sabe ou sabem?

2 de abril de 2013 por gramaticando

Eis uma questão boa de concordância!

Quando o sujeito for representado por um termo COLETIVO ou PARTITIVO for seguido de expressão preposicionada no plural, teremos duas possibilidades de concordância: A gramatical ou lógica, e a ATRATIVA.

Ex.1: A maioria das pessoas SABE. (concorda com o núcleo “maioria”) – no singular. Essa é mais aceitável pela norma culta. É gramatical ou lógica.

Ex.2: A maioria das pessoas SABEM. (concorda com o termo mais próximo no plural) É a concordância ATRATIVA -  mais popular, coloquial – vista como forma secundária.

É exatamente assim.

Até a próxima!

 

E o emprego do hífen, hein?

19 de fevereiro de 2013 por gramaticando

Falar do emprego do hífen nestes dias, envolve a necessidade de conhecimento sobre a NOVA ORTOGRAFIA, por isso, é interessante ficar lembrando alguns detalhes.

Na palavra SUB-humano, você vai ver que o prefixo SUB seguido da letra “h” tem a presença do hífen SEMPRE. Mas, o mesmo prefixo seguido de vogal, como por exemplo, SUBentendido, não tem hífen. Outras palavras como SUB-reptício; SUB-base; SUB-reitor… devem ter hífen quando depois houver a inicial consoante.

Não esqueça: De todas as mudanças na ORTOGRAFIA, a mais delicada é o emprego do HÍFEN, por isso vale a pena consultar sempre um bom manual ou MAIS precisamente o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa).

Vale lembrar que o Novo Acordo Ortográfico estará plenamente EXIGIDO nos oito países envolvidos, a partir de 2016. Continue ganhando motivos para aprender mais sobre essa novidade.

Até breve!

 

ASCENSÃO: é assim que se escreve?

27 de janeiro de 2013 por gramaticando

Estamos de volta, trazendo a você mais uma referência da Língua Portuguesa, confira!

Bem, vale a pena saber que a palavra ASCENSÃO, derivada do verbo ASCENDER, que tem “ND“no radical do infinitivo, deve ser escrita na sílaba final com apenas um “S“. Observe algumas outras palavras com a mesma situação: COMPREENSÃO/compreeNDer; EXPANSÃO/expaNDir; RESCISÃO/resciNDir; APREENSÃO/apreeNDer.

Saiba também que da palavra ASCENSÃO, que significa subida, desenvolvimento, crescimento… vem o termo ASCENSORISTA, aquele que trabalha no ASCENSOR, ou seja, no elevador – fácil entender essa expressão, não é mesmo?

Pois é, a regra é essa e – agora – não alimente mais a dúvida em palavras iguais a essa, combinado?

Até a próxima!

A palavra MICARETA vem de onde?

3 de dezembro de 2012 por gramaticando

Saiba de onde vem a palavra que surpreendentemente está associada às festas carnavalescas. O termo MICARETA vem do Francês “Mi-carême” que era uma celebração do Sábado de Aleluia ou Quinta-feira Santa. Pois é, a festa desses dias, tão ligada inicialmente à religiosidade, hoje tem total lembrança de completa orgia, embriaguez e tantas outras situações bem diferentes de sua realidade original.

Diante disso, nós podemos entender que alguns termos da Língua Portuguesa têm um histórico associado a outros idiomas. É isso aí!

O sujeito e a concordância verbal

25 de outubro de 2012 por gramaticando

Certamente, durante seus estudos, a incerteza quanto ao emprego de um verbo no singular ou no plural deve ter registro em sua vida. Às vezes, fica-se em dúvida quanto à concordância com o sujeito, pois nem sempre parece tão fácil fazer isso com segurança!

Vale lembrar que se o sujeito estiver no singular, o verbo acompanha o singular. Ex.: A escola oferece formação e informação. Veja que o verbo acompanhou direitinho o sujeito, não foi?

Mas, é bom observar que o sujeito no plural não pode ter verbo no singular; tem que ser PLURAL, mesmo! Ex.: As escolas OFERECEM formação e informação.

Se o sujeito for COMPOSTO, aí muda um pouquinho! O verbo poderá concordar com o núcleo mais próximo ou ficar no plural. Ex.: Saiu o resultado e a promessa de comemoração!

Ou, também correta a concordância no plural. Ex.: Saíram o resultado e a promessa de comemoração.

Bem, não esqueça: Evite o prejuízo de cometer um erro na concordância e ficar lembrado por isso pelo resto da vida!

Diga e escreva: Somos NÓS que ganhamos quando acertamos a concordância!

Nem em sonho diga: É NÓS, por favor!!! (rsrsrs)

Qual a ligação entre ser cândido e as eleições

5 de outubro de 2012 por gramaticando

Parece meio absurda a relação entre esses dois termos, mas veremos que há uma ligação, sim. O termo “cândido” que significa inocente, puro, ingênuo – foi o que determinou o surgimento da palavra candidato, ou seja, aquele que – por ser puro, sem envolvimentos duvidosos – merecia a aceitação popular nos tempos antigos. Diante dessa condição favorável, o candidato vestia-se com trajes brancos – representando essa “pureza” durante as sessões – muito comuns no Império Romano, a despeito de tanta crueldade daquele período.

Cabia ao povo ou a quem de direito a eleição, ou escolha de seus representantes; quando o regime era democrático. A expressão verbal eleger, originária do termo eligere (elegância) pressupõe que o ser elegante é aquele que sabe escolher BEM seus trajes e acessórios com fins de melhor apresentação social.

Assim, saber identificar um bom candidato, do ponto de vista etimológico, significa que numa eleição pode valer a pena conhecer ou oferecer a alguém o direito de nos representar pela contribuição limpa de seus serviços. Com esse perfil, há que se admitir uma conexão entre ser cândido e as eleições em tempos de campanha eleitoral. Sejamos elegantes também neste momento que nos aguarda!

Até breve!

 

Saiba que “Vir” é futuro; “Vim” é passado!

9 de setembro de 2012 por gramaticando

Muita gente tem dúvida quanto ao emprego do verbo VIR quando está no passado e em sua aplicação no futuro. Não sei se é o seu caso; mas vejamos como eliminar essa insegurança.

Veja a frase: “Vir ao Brasil é uma opção vantajosa em vários sentidos. ” Observe que substituindo o verbo VIR por CHEGAR, certamente, dará uma ideia de futuro, ou seja, “poder vir”;”poder chegar”… o que pode vir a acontecer.

Mas, na frase: “Vim ao Brasil e sei que é uma opção vantajosa em vários sentidos.” É perceptível que – fazendo a mesma substituição por CHEGAR”, haverá uma ideia de passado também, isto é, “Cheguei ao Brasil”.

Portanto, quando quiser se referir a uma ação futura, diga: “Pode VIR!” [Jamais diga "Pode vim" nem "Pôde vim"]. Por exemplo, há quem diga ou cante aquela canção: “Pode ‘vim’ quente, que eu estou fervendo…” Assim, não dá! Não pode!

Mas, se quiser fazer menção a algo passado, diga: “Eu vim.” Como acontece na música, interpretada por Betânia, que diz: “Eu vim de lá, eu vim de lá pequenininha…” Assim pode!

É isso!

Até logo!

Espero você!

 

Você sabe o que é ESPERANÇAR?

4 de setembro de 2012 por gramaticando

Olá, tudo bem?

Você estava a me esperar? Talvez. Veja a diferença entre ESPERAR e ESPERANÇAR, então?!

Muita gente pensa que TER ESPERANÇA é a mesma “coisa” que ESPERAR; no entanto, há uma sublime diferença. Esperançar lembra ESPERANÇA, ou seja, busca o que quer realizar; age de modo proativo. Diferentemente de ESPERAR: que significa ficar à espera; sem agir, sem tomar iniciativa.

Então, não se esqueça: TENHA ESPERANÇA, procure ESPERANÇAR!

O verbo ESPERAR, admitido por muitos, não deve se sobrepor ao significado SUBLIME de esperançar.

Será que daí vem a essência daquela música do Geraldo Vandré, que diz: “Vem, vamos embora; que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, NÃO ESPERA acontecer”?

Creio que faz bem saber a diferença entre ESPERAR e ESPERANÇAR!!!

É isso!

Até logo!

As letras “b” e “v” são consoantes similares!

27 de agosto de 2012 por gramaticando

Certamente, ao longo de seus estudos ou mesmo como observador(a), deve ter percebido que algumas palavras variam a escrita com a letra “b” ou com a letra “v”, por exemplo: assobiar e assoviar; o arcaico termo “bassoura” que virou “vassoura” entre outras expressões. Creio que você lembre bem a existência dessas palavras, não?

Quando você estuda a Língua Espanhola, fica mais fácil compreender essas semelhanças e equivalências. Como se observa em palavras como escribir/escrever e em outras.

Como estamos tratando da Língua Portuguesa, que tem a mesma origem latina, vale reforçar o fato de admitirmos as duas letras [b] e [v] sendo denominadas consoantes similares devido à sua correspondência linguística ao longo da história.

Apenas para confirmar essa constatação, observe esta lista de palavras com as duas letras em evidência e aceitáveis no Brasil:

1) Árvore – arbóreo – arborização…

2) Possível – possibilidade – possibilitar…

3) Provável – probabilidade

4) Nuvem – nebulosa – nebulosidade…

É bom verificar que essas letras são utilizadas – ora recorrendo à forma mais atualizada, ora valendo-se da forma primitiva do Latim. São oscilações de nosso idioma quanto à questão fonética pela presença de CONSOANTES SIMILARES.

É isso!

Até amanhã!!!

Diferenças entre TER e ESTAR: Eu tive… eu estive

13 de agosto de 2012 por gramaticando

Muitas vezes, quando alguns resolvem dizer que estiveram em um lugar, fazendo uma visita ou que passaram por uma cidade, enfim, costumam adotar a expressão: EU TIVE em Brasília, em São Paulo, no Rio de Janeiro … e assim por diante. No entanto, o verbo TER, nesse caso, estaria empregado de forma inadequada, pois o ver TER indica POSSE, devendo ser flexionado em situações como: EU TIVE um carro azul; EU TIVE uma chance de vencer. Assim, é correto empregar esse verbo.

Agora, quando a intenção é indicar a ideia de que se passou por algum lugar, uma visita… ou também sugerindo um estado de espírito, uma circunstância, situação passageira; o verbo adequado será ESTAR: EU ESTIVE em Londres; EU ESTIVE pensando em estudar gramática; EU ESTIVE em sua casa, mas você havia saído.

Bem, dessa forma, fica estabelecida a diferença quanto ao emprego de EU TIVE e EU ESTIVE.

Imagino você dizendo: EU TIVE dúvidas nisso por muito tempo, mas agora tenho um sonho de que aprenderei muito da LÍNGUA PORTUGUESA. Afinal, EU ESTIVE visitando o GRAMATICANDO e terei chances de eliminar umas duvidazinhas antigas!!!

É isso!

Até amanhã!