Agência de Águas apresenta estratégias para continuar abastecendo Caicó pela Adutora Manoel Torres

A Agência Nacional de Águas (ANA) anunciou nesta sexta-feira (15) que o Complexo Mãe D’Água-Curemas não oferece mais condições de abastecimento pelo sistema de gravidade.

O cenário hídrico, considerado de extrema criticidade foi apresentado durante reunião extraordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó-Piranhas-Açu, em Pombal (PB).

Wesley Gabrielli de Souza, coordenador de marcos regulatórios e alocação de águas da ANA, reconheceu a necessidade de paralisar urgentemente a captação de água de Curemas, em decorrência das características da estrutura de tomada d’água, aproximadamente dois meses antes do que se pensava.

De acordo com Gabrielli, a água não oferece mais nenhuma condição de entrar na galeria de tomada por gravidade, e que só foi possível constatar essa realidade agora, porque o nível da água desceu, dando condições de ser melhor analisado. “Curemas continua com o volume de 6%, o que acontece é que a água que está lá não consegue ir para os rios por gravidade”.

A Agência Nacional de Águas também apresentou algumas alternativas para minimizar a situação. Uma delas é a utilização imediata do Açude Mãe D’Água, fechamento do barrilete que lá existe, e o atendimento à Comunidade Mãe D’Água por uma rede de distribuição convencional. “Então a gente teria aí, uma parcela de água em torno de 1.500 litros por segundo para ajudar a perenizar os Rios Piancó e Piranhas, via Mãe D’Água e Rio Aguiar”, explicou Wesley.

Outra alternativa seria complementar a vazão do Açude de Curemas por recalque. “Quando ele parar de descer por gravidade ainda vai sobrar 37 milhões de metros cúbicos e eles podem ser utilizados, desde que façam uma instalação de bombeamento, colocar um flutuante e recalcar para dentro da tubulação de 2.200 litros que vai pro Rio Piancó-Piranhas”.