Neste início de semana, a Prefeitura do Natal registra a alta de 300 pacientes, sendo 100 do Hospital Municipal de Natal (HMN) e 200 do Hospital de Campanha de Natal (HCN). Após 26 dias de internação, a aposentada Maria José Gomes, 74 anos, recebeu a 200ª alta hospitalar do HCN, na noite desta segunda-feira (29).

Além do tradicional corredor de palmas, formado por profissionais de saúde, a despedida da paciente contou com a presença do prefeito Álvaro Dias e do secretário municipal de Saúde, George Antunes. “Maria José não precisou de UTI e, hoje, a devolvemos a seu cotidiano”, afirmou o prefeito, parabenizando dona Maria pela vitória contra a doença.

Já a equipe do HMN, comemora a 100ª alta hospitalar da unidade com pacientes acometidos pelo coronavírus nesta terça-feira (30). Rosineide Arruda Pessoa, 54 anos, residente na Praia do Meio, em Natal, hipertensa, testou positivo para Covid-19 no dia 18 de junho e venceu a doença.

A paciente não precisou de UTI e ficou internada durante 10 dias. “Em meio às lutas diárias que vivenciamos no enfrentamento desta doença nova, que tem mexido conosco de tantas formas, devolver os pacientes às suas famílias é uma alegria imensa. Uma felicidade que merece ser compartilhada”, comemora a médica infectologista do HMN, Sâmia de Azevedo, destacando que a volta para casa, de quem se internou, enche de entusiasmo todos os que estão na linha de frente para deter o coronavírus.

“Nós que trabalhamos na Secretaria Municipal de Saúde de Natal ficamos felizes em saber que Rosineide teve toda assistência necessária para sua recuperação. Primeiramente, ela foi atendida na UBS de Brasília Teimosa com suspeita de Chikungunya. Após dois dias, os sintomas não desapareceram. Então, ela procurou o Hospital dos Pescadores, onde testou positivo pro Covid-19, e foi transferida para o HMN, permanecendo internada por 10 dias. O que desejamos para Rosineide e sua família? Saúde”, festeja o secretário George Antunes.

O filho de Rosineide Arruda, o tatuador Romenis Júlio, 32 anos, relatou que sua mãe procurou o atendimento médico por estar sentindo febre, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo. “Rezamos muito, pedimos a Deus por sua recuperação, fizemos corrente de orações. A parte mais sofrida é o isolamento. Por ser uma doença contagiosa, não é permitido acompanhante. A gente fazia vídeo-chamada duas vezes por dia. Só assim conseguíamos levar ânimo para ela se alimentar e para nossa família. Não poder abraçar, dar um beijo, não ter o contato direto com minha mãe, foi difícil, ainda mais para mim que só tenho ela”, relatou.

Foto: Alex Régis/ SECOM

Foto: Alex Régis/ SECOM