Deputados Estaduais manifestam apoio às vaquejadas

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela proibição da vaquejada no estado do Ceará por considerar que a atividade impõe sofrimento aos animais. O assunto repercutiu nos Estados do Nordeste e pautou os pronunciamentos na sessão da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (11).

O deputado George Soares (PR) lamentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considera ilegal a prática de vaquejadas e fez um apelo pela união da classe política em favor de uma alternativa para reverter a decisão do STF. “Trata-se de uma atividade econômica que fomenta todo a região Nordeste e muitos outros estados por todo o país. A decisão do STF criminaliza uma prática não apenas econômica, mas também cultural. Precisamos unir forças pela aprovação de uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) pela legalização e regulamentação da atividade”, disse George.

O deputado Vivaldo Costa (PROS) se solidarizou com o pronunciamento de George Soares. “Tem toda a razão quando diz que a defesa da causa não é de apenas um deputado, mas de toda a classe política”, declarou. O deputado Getúlio Rêgo (DEM) também declarou apoio à causa. “Manifesto a minha solidariedade a essa tentativa de buscar caminhos para a reversão da decisão do Supremo Tribunal Federal”, falou o parlamentar.

O deputado Gustavo Fernandes (PMDB), que foi o responsável por tornar a Associação dos Vaqueiros Amadores (Assovarn) de utilidade pública, reafirmou o apoio às vaquejadas legais. “As vaquejadas evoluíram. Hoje, as vaquejadas adotam um regulamento voltado pro bem estar do animal. Usam um regulamento que obriga uma cama de areia pro animal cair, usa um protetor de rabo para evitar lesões nos rabos, há uma inspeção veterinária, os dois ficam com alimentos e água disponíveis no coxo, correm pouco durante o evento, enfim. A vaquejada legal combate maus tratos a animais e tem o nosso apoio”, disse.

O deputado estadual Gustavo Carvalho (PSDB) também se pronunciou sobre a decisão, durante sessão plenária na Assembleia Legislativa: “A notícia de proibição da vaquejada abalou o Nordeste. O esporte representa o espírito do Nordestino e além da cultura, a vaquejada tem uma cadeia produtiva que gera emprego e renda. A vaquejada faz parte do fortalecimento da economia. São mais de 700 mil empregos fomentados, além do trabalho informal”.

Por fim, foi a vez de Tomba Farias (PSB) questionar a decisão do STF: “Já não bastam os cinco anos de seca maltratando os nordestinos? É preciso que o nosso povo seja visto e bem tratado. Eu duvido que São Paulo aguente dois anos de seca sem o socorro do Governo Federal. Por que não começa proibição pelo Sul, com os rodeios. O Nordeste precisa sobreviver”.