Do G1

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) deixou, às 16h37 desta quinta-feira (11), a sede da Polícia Federal, em Goiânia, pouco mais de 24 horas após ser detido enquanto prestava depoimento no âmbito da Operação Cash Delivery. Ele é investigado por receber mais de R$ 12 milhões em propina da Odebrecht para campanhas eleitorais.

Libertação
A decisão liminar (provisória) que permitiu a libertação do ex-governador é do desembargador Olindo Menezes, da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

O desembargador disse no documento que as suspeitas “devem ser apuradas, mas isso não equivale a que os investigados sejam presos de logo, sem culpa formada”.
Ele afirmou ainda que “a prisão preventiva, como modalidade de prisão cautelar penal, é regida pelo princípio da necessidade, pois viola o estado de liberdade de uma pessoa que ainda não foi julgada e que tem a seu favor a presunção constitucional da inocência”.

Menezes explicou que tal decisão não implica inocência do preso, mas, segundo ele, “não há, pelos fundamentos da decisão, a demonstração da necessidade da sua prisão cautelar”.