Uma reunião militar com todo tom político-eleitoral. Esse foi o episódio protagonizado pelo coordenador de Segurança do governador do Rio Grande do Norte Iberê Ferreira (PSB), coronel Marcondes Pinheiro.

Ele reuniu policiais militares para pedir voto para o próprio governador, para ex-governador Wilma de Faria, que disputa uma vaga para o Senado, e para o coronel da reserva Rosano Taveira, candidato a deputado estadual pelo PRB. A denúncia foi feita pela Associação das Praças da Polícia e Bombeiros Militares do Seridó ao Ministério Público Eleitoral da cidade de Caicó, localizada na região do Seridó potiguar.

O caso do coronel Marcondes ocorreu na pequena cidade de Caicó, com 60 mil habitantes. Segundo relato do presidente da Associação dos Militares, cabo João Batista Dantas, cerca de 100 policiais militares fardados, do 6º Batalhão de Polícia Militar, foram atraídos para reunião com a pauta de que seria uma apresentação de novas armas a serem adquiridas pelo Governo do Estado.

“Quando chegamos lá ele (coronel Marcondes) pediu voto para o governador Iberê, para ex-governadora Wilma e para coronel Taveira”, detalhou.

O presidente da Associação dos Policiais Militares do Seridó disse que coronel chegou a exibir um vídeo onde mostrava as obras realizadas por Wilma de Faria para segurança e o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo governador Iberê Ferreira. “E ele (coronel Marcondes) disse que para continuar bom tinha que votar em Iberê”, destacou João Batista Dantas.

Procurado pela Agência Estado, o coordenador de Segurança do governador, coronel Marcondes Pinheiro, confirmou a reunião com os policiais militares, mas disse que não foi responsável pelo convite.

“Foi uma reunião fora do horário do expediente (quinta-feira, às 13h30). Não fui eu que fiz o convite, certamente foram os comandantes”, destacou.

O coronel admitiu que o encontro foi para “mostrar os investimentos do Governo”. “Eu mostrei os investimentos do Governo. Mas no dia 3 de outubro a pessoa vota em quem quer. Ninguém foi obrigado a ir para reunião”, disse o coronel, que já foi comandante geral da PM no Governo Wilma de Faria.

O militar negou que tenha usado a apresentação de novas armas para PM como pretexto para reunir os militares. “Não sou criança. Claro que não iria fazer isso”, ressaltou.

Fonte: Estadão.