Aproximadamente dois terços dos norte-rio-grandenses não se consideram leitores. Dos que declaram o contrário, cerca de 66% são mulheres. Esses são alguns dos resultados de uma pesquisa inédita realizada no Rio Grande do Norte e divulgada hoje (24), em Natal, pelo Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), que encomendou o levantamento ao Instituto Certus, para entender a relação dos potiguares com a leitura.

Uma das principais constatações da pesquisa inédita revela que 63,34% dos entrevistados, aproximadamente dois terços do total, não se declararam leitores regulares de livros. Os que se afirmaram como tal representam 36,66%, o terço restante. Esses declararam ainda que leem os mais variados gêneros da literatura, desde romance, que apareceu no levantamento como o mais lido no Estado, passando por crônicas e até biografias.

De acordo com a pesquisa, as mulheres que se declaram leitoras (66,67%) constituem-se o dobro dos homens (33,33%). Proporcionalmente, as mulheres com idade superior ou igual a 45 anos são as que mais leem no Estado enquanto que, no grupo dos homens, os que mais leem são os mais jovens, com idade compreendida entre 14 e 44 anos.

Sobre a quantidade de livros lidos, o levantamento apresentado pelo IDE também traz informações relevantes. Dos entrevistados, 25,45% afirmaram que já leram dois livros em 2015. A respeito da aquisição deles, os pesquisados declararam que 32,27% foram comprados, seguido do empréstimo de amigos e familiares (27,64%) e das bibliotecas (18,53%). Com relação à internet, apenas 38,27% responderam que acessam obras literárias pela rede.

Os números apresentados pelo IDE hoje também mostram que, no geral, a intensidade de leitura aumenta com o grau de escolaridade. Com relação ao aspecto geográfico, observou-se que as regiões Alto Oeste (43,51%) e Seridó (41,28%) são as que revelaram maior índice quantitativo de leitura, enquanto a região Leste foi a de menor valor deste indicador, com apenas 28,89%.

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