Durante esta quinta (8) e sexta-feira (9) todo o corpo docente do curso de medicina da Universidade Potiguar (UnP) está em paralisação de advertência. Os professores e tutores estão garantidos pelo direito à greve, previsto no regime CLT. O Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN) encaminhou, com antecedência, ofício para o reitor da UnP, Gedson Bezerra Nunes, informando sobre a paralisação e justificando com as reivindicações da categoria.

Os profissionais pedem a suspensão imediata de demissões de médicos docentes do curso de Medicina, com manutenção da impossibilidade de desligamento, salvo por justa causa, no mínimo até dezembro de 2020. A apresentação de cronograma com prazos para melhoria das condições do Hospital Simulado, laboratórios, Centro Integrado da Saúde, internet e acesso aos computadores em sala de aula. Por fim pedem também a elaboração de novo edital para inscrição de projetos de pesquisa, de extensão e de ligas acadêmicas que contemple além do caráter voluntário, a opção da seleção de projetos com carga horária para os professores envolvidos.

“Acompanhamos os acontecimentos com preocupação, solidários aos professores em sua luta por preservar a excelente qualidade do ensino médico na instituição, fruto de muita dedicação, esforço e qualificação dos docentes. O sindicato se coloca como parte interessada em colaborar para encontrar um entendimento com a gestão, que garanta aos professores condições adequadas para o seu trabalho e aos estudantes a qualidade do ensino, fundamental para o exercício da profissão no futuro”, ressalta Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed.

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