Reforma tributária será prioridade de Governo, caso o pré-candidato do MDB à Presidência da República, Henrique Meirelles, seja eleito. A afirmação foi dada durante coletiva de imprensa concedida antes do Fórum FIERN Caminhos do Brasil, na manhã desta quinta-feira (12), na Casa da Indústria. O ex-ministro defendeu privatizações, políticas específicas para o Nordeste e garantiu que a reforma da previdência será retomada tão logo a intervenção militar no RJ se encerre. Meirelles é o 5º presidenciável a participar do Fórum, que já recebeu Aldo Rebelo (Solidariedade), Jair Bolsonaro (PSL), Álvaro Dias (Podemos), e João Amoedo (Partido Novo).

“Precisamos simplificar a vida do brasileiro. A reforma tributária deve ser a primeira reforma fundamental a ser feita, que daremos andamento nos seis primeiros meses de mandato”, afirma. Ele antecipa que a proposta da reforma tributária e outros 15 projetos prioritários, como o cadastro positivo, a duplicata eletrônica para baixar os custos das MPEs, já foram apresentados ao Congresso. Bem como, a simplificação da cobrança de impostos e a adoção do Imposto de Valor Adicionado (IVA), para dar maior transparência ao sistema tributário brasileiro.

Ex-ministro da Fazenda do Governo Temer e ex-presidente do Banco Central do Governo Lula, Meirelles ressalta que o país superou a maior recessão – saindo de uma queda do PIB de -3,5% em 2016. Cresceu 1% em 2017, um incremento de 4,5% e atribui o crescimento abaixo do esperado para 2018 à indefinição do cenário político, com “propostas irresponsáveis” de alguns candidatos que travam a confiança na retomada do investimento e também do consumo.

“A economia brasileira estava em colapso, tivemos uma queda acentuada do PIB, mas tiramos o país da maior recessão da história. A expectativa era de que 2018 fosse ainda melhor que 2017 quando o país cresceu 2%. As razões de ser menor são as propostas radicais e irresponsáveis de alguns candidatos em voltar atrás em tudo aquilo que tirou o país da crise”, afirma o pré-candidato. Ele projeta para 2019, com o cenário político definido, que o país volte a crescer na taxa de 3,5 ao ano.

Meirelles defendeu a privatização. À exemplo do que foi proposto para Eletrobras – para garantir que sejam bem administradas no futuro -, o ex-ministro Henrique Meirelles disse, durante o Fórum FIERN Caminhos do Desenvolvimento, que pretende ampliar a participação do capital privado em bancos públicos e de economia mista, como a Caixa Econômica, Banco do Brasil, entre outros.

Foto: Assessoria/FIERN Foto: Assessoria/FIERN