O APOIO A PAULO COUTINHO

Ao longo de meses, demorei-me em conversas mediadas pela serenidade e troca de argumentos nos encontros afáveis que mantive com candidatos ao conselho e presidência da OAB/RN. Tudo a seu tempo, pois a precipitação anda de mãos dadas com o erro, a imprudência e a aventura.

Fui instado ao compromisso com a chapa liderada por Paulo Coutinho, mais por pessoas e circunstâncias que me são muito caras que pela própria iniciativa. Penso que mantenho bons laços de cordialidade com os demais candidatos, o bastante para não interrompê-los.

Por outro lado, entendo que quando não é necessário mudar, impõe-se não mudar – o atual presidente da OAB/RN, Paulo Coutinho, tem conseguido manter coerência entre intenção e ação, traço de responsabilidade, ao desenvolver um trabalho independente que não o impede de dialogar e agregar colegas, independentemente de matizes ideológicos e precedentes de oposição.

Acredito que uma das minhas contribuições, assim como a de muitos outros colegas, será a de unir a categoria para combater o crescente processo de criminalização da advocacia, a supressão do direito de defesa e as ofensas contra as prerrogativas profissionais que têm sido agravadas nos últimos anos, pugnando pelo exercício digno e amplo do múnus público do advogado. Convém destacar que as atuais gestões, nacional e local, não se furtaram a encampar denúncias contra tal retrocesso e lutar pelo manejo dos mecanismos de igualdades de prerrogativas e respeito institucional recíproco que equilibram as democracias.

Hoje, se a Ordem não logra unanimar sob a sua bandeira anseios e modos de pensar de todos os advogados, pelo menos tem sido bem-sucedida em defender suas prerrogativas e em honrá-los com a urbanidade e o respeito que deve prevalecer numa instituição amadurecida pelas intempéries da história. Por tais razões, conclamo a união dos advogados em torno dessa missão, invocando a chama idealista dos jovens e a experiência dos mais velhos a fim de que sejamos voz ativa em defesa dos princípios basilares do nosso estatuto e da dignidade e prestígio da profissão.

Erick Pereira