Avisado ou não, o novíssimo comandante da PM, Coronel Dancleiton Leite, na prática, está apenas preparando o terreno para o substituto já escolhido: o tenente-coronel Marcos Vinícius, que será promovido em abril para assumir o posto de 01.

Ex-comandante do Bope, Marcus Vinicius é destemido e enfrenta qualquer parada. Bandido com ele, não se cria.

É um oficial com experiência no gatilho e no poder .

No Governo Garibaldi Alves/Fernando Freire, ocupou o CPC como assessor e homem de confiança do falecido coronel Marcos Medeiros. O lendário Medeirão.

Comandou o Gate, grupo de elite (da elite) da PM.

Por decisão de Garibaldi, o ainda capitão fez cursos de especialização. Garibaldi peitou comandantes, fez valer sua autoridade e Marcos Vinicius progrediu.

No Governo Wilma de Faria, adversária de Garibaldi, Marcos Vinicius chefiou a segurança pessoal da governadora por dois anos.

Por ela, foi promovido a Major e depois comandante exemplar do Bope. Varreu bandidos do Oeste ao Seridó.

No Bope ficou no Governo Iberê Ferreira de Souza, derrotado por Rosalba Ciarlini.

No Governo Rosalba, Marcos Vinicius permaneceu comandante do Bope por indicação do então vice, Robinson Faria.

Seguiu chefiando os caveiras por recomendação decisiva do presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta. Estava na agulha para ser exonerado. Motta o segurou.

Indiscutível militar linha-dura, o tenente-coronel Marcos Vinicius sabe bem os regulamentos e atalhos da políticas. Sozinho, por exclusivo mérito.

Na missão que assumirá, terá tudo para desconstruir a injusta pecha de que poder bom é sempre o próximo.

E o Coronel Dancleiton?

Cumpre a tarefa. Militar.