Mais um texto do Joaquim Crispiniano Neto, ex-presidente da Fundação José Augusto, cabra dos bons lá de São José do Salto da Onça e que hoje fincou estaca lá na Vila Amazônia, na Serra do Mel, onde passa seu tempo escrevendo e como escreve.

Crispim, como é conhecido o nobre poeta, cordelista, escritor, etc, etc, etc, trata sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Irresponsabilidade Fiscal no governo Rosalba Ciarlinni.

Pegou pesado.

Eis,

A Irresponsabilidade Fiscal… E a lei.

A mesma Rosalba Ciarlini que ora brande a espada da Lei de Responsabilidade Fiscal contra os servidores, como desculpa para negar-lhes o cumprimento das leis que instituíram seus planos de cargos e carreiras, num gesto pequeno e atrabiliário de perseguição aos trabalhadores, quando assumiu a Prefeitura de Mossoró pela segunda vez, deixou uma bomba de efeito retardado que acaba de explodir.

São R$ 57 milhões que a Prefeitura Municipal de Mossoró terá que pagar a 922 servidores demitidos por Rosalba para justificar o fajuta discurso neoliberal de enxugamento nos gastos governamentais e também como forma de perseguir pessoas humildes para se vingar do ex-prefeito Dix-huit Rosado.

A mesma ladainha que repete agora no Governo do Estado, buscando negar direitos para cumprir uma lei. Qual a responsabilidade fiscal praticada por uma ordenadora de despesas que, “economiza” quinhentos ou seiscentos mil reais e este valor se multiplica na Justiça do Trabalho pulando para 57 milhões. O filme se repetiu agora no Meios.

Rosalba deixou crianças sem creches e muitas mães de família sem o ganha-pão, num corte brusco que, quem sabe dentro de alguns anos repete a tragédia administrativa do FGTS de Mossoró. O governo Rosalba hoje nega, com argumentos os mais estapafúrdios, o direito aos planos de cargos aprovados pela Assembléia Legislativa, então dirigida pelo seu vice. Ela sabe, porém, que seus argumentos não se sustentam, pois o limite prudencial, é, como o próprio nome, uma questão de prudência e não de proibição.

Ou seja, uma questão de prudência que pode ser suplantado em nome de algo maior. Uma estrada que tem uma placa de limite de 80km/h deve ser respeitada. É o que recomenda a lei e a prudência, mas se o motorista for prestando socorro a uma pessoa doente, ele vai puxar 100km por hora ou até mais, pois se trata de um caso em que a prudência e o cumprimento cego da lei poderá matar.

O fato é que a prudência e a ideologia neoliberal de Rosalba, assim como foi com FHC, com Serra e com Agripino costumam dar grandes prejuízos ao erário. Veja-se o que está acontecendo com a potência norte-americana, como herança do neoliberalismo de Bush, o republicano, que é ídolo de todos os “democratas” do Brasil.

Do Blog Retrato do Oeste/Nominuto.com

Fafá e Rosalba

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