A queda de avião que culminou na morte do cantor Gabriel Diniz e mais duas pessoas, na tarde desta segunda-feira (27), no povoado Porto do Mato, em Estância, sul de Sergipe, nos leva a refletir além do sopro que é a vida aqui na terra.

Dizem que o bom senso é algo conceitual de cada pessoa, contribui para o relacionamento saudável da sociedade. Falta a clareza de que é algo fundamental para o respeito ao outro como o direito de ir e vir. Deveria ser, mas não é, um direito e dever de todos.

Quantas fotos e vídeos de Gabriel Diniz morto espalharam pelos grupos de WhatsApp?

É baseado nisso que provamos a falta de humanidade e solidariedade de muitas pessoas da nossa sociedade, do nosso convívio.

E nós precisamos ter o que falta no outro e repudiarmos a divulgação da imagem da tragédia, independentemente de ser Gabriel Diniz, João, Francisca, cicrano ou beltrano.

São os frutos negativos do mundo moderno.

O celular, que muitas vezes se torna o melhor amigo, sendo considerado um erro por especialistas, abre portas para o mundo. Em um clique você pode mostrar a sua felicidade, elogiar algo ou alguém, espalhar o amor. Mas também pode denigrir a vida do outro, disseminar ódio e infelicidade.

Imagine o sofrimento da família de Gabriel Diniz pela tragédia. E quando viu tantas fotos e vídeos do cantor morto viralizando pelas redes sociais? E quando soube de gente comemorando a morte do cantor simplesmente por questões políticas? Quanta intolerância.

Estamos caminhando para o caos social.

Não precisa ser especialista em sociologia para tal afirmação.

Nos coloquemos no lugar do outro.