Os 4 mil trabalhadores da construção civil que atuam no programa “Minha Casa, Minha Vida” estão de aviso prévio desde a segunda-feira (4). As obras do projeto nos municípios de Natal, São Gonçalo, São José do Mipibu, Monte Alegre e Mossoró foram paralisadas no dia 29 de abril. O senador Garibaldi Filho descreveu a situação ao ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e pediu a intercessão do governo na solução do problema.

Nelson Barbosa informou ao senador que o Ministério liberou, na semana passada, recursos destinados ao “Minha Casa, Minha Vida”. Coube ao ministro das Cidades, Gilberto Kassab, distribuir o montante entre os estados. Garibaldi Filho ponderou que o dinheiro destinado ao Rio Grande do Norte – R$ 7 milhões – é insuficiente para cobrir o débito que o governo tem com as empresas, estimado em R$ 28 milhões para os próximos meses.

Além  de ameaçar o emprego destes de trabalhadores no Rio Grande do Norte, a paralisação do programa “Minha Casa, Minha Vida” pode frustrar o sonho de milhares de famílias que tem renda até R$ 1.600,00 e pleiteiam sua casa própria. O senador foi informado pelo presidente e pela vice do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Sinduscon/RN) – respectivamente Arnaldo Gaspar Júnior e Larissa Dantas – que o governo federal vem atrasando os pagamentos das obras desde dezembro do ano passado.