A manutenção da paralisação das obras na Barragem de Oiticica em função da pandemia do novo coronavírus foi criticada na Sessão Ordinária por videoconferência desta quinta-feira (14). Os deputados Nelter Queiroz (MDB), Gustavo Carvalho (PSDB) e Getúlio Rêgo (DEM) se posicionaram contrários à determinação do Governo do Estado de paralisação até passar o momento crítico da doença.

“A governadora Fátima publicou decreto que incluiu a construção civil entre os serviços essenciais, mas disse para não retomar as obras da Barragem de Oiticica. Ela poderia determinar, como já sugeri aqui, o exame nos trabalhadores e quem testar positivo se tratar. Proibir é atraso para nosso Estado”, argumentou Nelter Queiroz. O deputado Gustavo Carvalho ressaltou a assinatura de protocolo de segurança que deve ser cumprido pelos trabalhadores da construção civil da Barragem de Oiticica, enquanto Getúlio Rêgo destacou a importância da obra para o RN.

Tomba Farias (PSDB) também fez críticas: “O que está faltando, governadora? Vontade? Coragem? Assuma o papel da sua governança e bote para funcionar esse Rio Grande do Norte. Esse Rio Grande não pode ser paralisado. Nós temos que tomar conta das vidas, mas temos também que tomar conta daqueles que mais necessitam e do desenvolvimento do Rio Grande do Norte, pois senão pode ser tarde demais. Podemos até salvar muitas vidas, mas também podemos entrar em colapso e quem vai estar na UTI, sem respiradores, sem solução, é o estado do Rio Grande do Norte”.

Da bancada federal, os deputados federais Walter Alves(MDB) e Beto Rosado (PP) também demonstram preocupação.

“Dada a importância da barragem que vai beneficiar mais de 350 mil pessoas nas regiões do Seridó, Vale do Açu e Central, solicito ao Governo do Estado que reveja a decisão de suspender as obras”, disse Walter no twitter.

 “Entendemos o momento que o RN, o país e o mundo está passando, mas precisamos saber mais sobre as intenções da governadora Fátima Bezerra com a paralisação das obras da Barragem de Oiticica. O que nos foi apresentado até agora só nos causa indignação”, disse Beto Rosado.