Tribuna do Norte: O senhor aponta algum equívoco específico na formação de aliança, falta de empenho de aliado ou estratégia errada?

“Não. Nós perdemos porque não tivemos os votos que dessem para ganhar. Mas eu acho que o que foi possível foi feito, temos algumas falhas sim, as quais devemos evidentemente avaliar.

Mas não para lamentar e sim para tentar evitar em outros embates.

Agora por exemplo, a aliança que foi feita com João Maia (PR) e Henrique Alves (PMDB), acho que não foi boa para nós. Mas em compensação não tenho nada a reclamar de nenhum dos meus aliados que estavam nessa aliança.

João Maia, pelo contrário, foi uma pessoa que vestiu a camisa e trabalhou e Henrique Eduardo fez o que pôde.

Agora evidente que Henrique tinha alguns problemas. Nós tínhamos uma coligação com dois candidatos ao Senado mas ele, apesar de votar em mim, votava no senador Garibaldi.

Então a presença de Henrique… E ele me falou do constrangimento, embora tenha razão da posição que tomou. Não tem essa história de corpo mole, absolutamente.

Eu acho que demoramos na escolha do vice.

Isso não foi bom, mas essa demora já foi em função da limitação que ficamos em relação aos nomes. Na hora em que o PR, aliado importante, se juntou com PMDB, nós ficamos sem eles.

Ficamos limitados ao próprio partido e ao PT.

Agora eu não tenho nenhum ressentimento, ódio, arrependimento.

Eu estou muito feliz e aproveito essa oportunidade para agradecer a todos que colaboraram com minha luta, aos que votaram em mim, mais de meio milhão de pessoas”.

Os comentários estão fechados.