Até então recuada ou recalcada, a oposição ao Governo de Robinson Faria (PSD) começa a ganhar uma voz latente e incômoda na Assembleia Legislativa: do deputado estadual José Dias (ainda no PSD).

José Dias assume o que fez pelos primeiros meses do ano o cunhado, saudoso Agnelo Alves, cobrando a realidade econômica do Governo do Estado, dizendo a verdade que só mais tarde viria à tona se não fosse sua independência e coragem.

Fato é que o respeitado parlamentar avaliou os seis primeiros meses do Governo Robinson, enaltecendo a importância do Legislativo para o Executivo, sem a gratidão merecida por parte do Governador: “O Governo do Rio Grande do Norte foi o único que teve o privilégio de iniciar o ano com R$ 700 milhões em caixa, não por competência administrativa, mas fruto da fusão dos fundos do Estado, aprovado por esta Casa. Acontece que eu nunca vi um agradecimento do Governador”.

“A Assembleia tem sido uma mãe para o Governo, mas espero que o Governo não seja um filho tão ingrato”, continuou Dias.

O parlamentar ainda criticou a negociação do Governo com o Banco do Brasil, onde foram pagos 12,65% a menos pela administração da conta do Estado. “Se nós da oposição tivéssemos sido convidados poderíamos ter ajudado nessa negociação que acarretou prejuízo ao Estado”, ressaltou Dias, completando: “A impressão que eu tenho é que o Governo chegou ao Banco do Brasil como aquelas pessoas com a conta no vermelho, pedindo qualquer coisa”.

E a voz de José Dias engrossou com a solidariedade que recebeu dos colegas Ricardo Motta (PROS), Getúlio Rêgo (DEM) e Tomba Farias (PSB).

Foto: João Gilberto

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