A tecnologia Eletroquímica é uma alternativa para se aplicar no processo de descontaminação da água, seja ela proveniente de indústrias ou residuárias, de estações de tratamento de esgoto. É o que defende uma linha de pesquisa, desenvolvida desde 2010, pelo Laboratório de Eletroquímica Ambiental e Aplicada (LEAA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

A proposta difere dos métodos mais convencionais utilizados atualmente, como reflete o professor Carlos Alberto Hutle, que tem estado à frente de diversas pesquisas voltadas para essa área. “Geralmente, tratamento biológico, tratamento psicoquímico, cloração, absorção, carboxilado, filtração e decantação são processos cotidianamente usados nas indústrias, em estações de tratamento de esgoto e estações de purificação de água”, aponta.

A eletroquímica tem a pretensão de se fixar como uma alternativa diante de tantas outras desenvolvidas nas engenharias, na química e nas ciências biológicas. O LEAA estuda a aplicação da tecnologia a partir do seguinte procedimento: compartimentos com propriedades específicas (conhecidos como células eletroquímicas), que são alimentados por uma fonte de alimentação elétrica, são colocados em contato com a água que se pretende purificar; a condutividade entre ambos permite que uma corrente elétrica consiga ser transportada ou passada pela água produzindo oxidantes, que reagem com os compostos orgânicos (poluentes). Dependendo da complexidade de suas moléculas, os compostos orgânicos são fragmentados até resultar apenas em dióxido de carbono e água.

O objetivo é tentar diminuir a maior quantidade possível de compostos orgânicos presentes na água para poder reutilizá-la, devolvê-la ou descarregá-la em algum tipo de sistema aquático sem prejudicar o ecossistema.

Estações de tratamento de esgoto podem utilizar tecnologia Eletroquímica no processo de descontaminação da água