Da CNN Brasil

Agentes da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumprem nesta quinta-feira (10) 22 mandados de busca e apreensão referentes a uma investigação que mira um suposto esquema de corrupção na Prefeitura do Rio de Janeiro.

Os agentes estiveram na casa do prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), na Barra da Tijuca, zona norte da capital fluminense, e em outros endereços residenciais e funcionais, como o Palácio da Cidade (sede oficial do Executivo Municipal). Crivella teve o celular apreendido.

Outro alvo é Rafael Alves, que seria o operador do esquema de corrupção na prefeitura, Mauro Macedo, ex-tesoureiro de Crivella e que atuou em campanhas do prefeito, e Eduardo Lopes, ex-secretário de Agricultura do estado.

Os agentes do MP também estão em Jacarepaguá, na zona oeste, Tijuca, na zona norte, Flamengo, na zona sul, e nos municípios de Itaipava, na Região Serrana, e Nilópolis, na Baixada Fluminense.

Desdobramento da Operação Hades

O inquérito está sob sigilo. A ação de hoje é um desdobramento da Operação Hades, que aconteceu em março e mirou Marcelo Alves, antigo presidente da Empresa Municipal de Turismo do Rio, e o irmão dele, Rafael Alves.

Marcelo foi exonerado do cargo dias após a ação. Na época, a sede da RioTur, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, foi alvo de um mandado de busca e apreensão.

Nesta quinta, agentes da Polícia Civil e do Ministério Público também recolheram documentos em endereços particulares dos irmãos Alves.

Um inquérito foi aberto no início de dezembro de 2019, com base na delação do doleiro Sérgio Mizrahy, que foi preso na Operação Câmbio-Desligo, um desdobramento da Lava Jato no RJ.

Segundo a delação, o operador do esquema de propinas na prefeitura seria Rafael Alves que, apesar de não possuir cargo no Executivo Municipal, teria se tornado um dos homens de confiança de Crivella por ter viabilizado a doação de recursos na campanha deste à prefeitura em 2016.

A operação desta quinta é realizada pelo MPRJ, por meio da Suprocuradoria-Geral de Assuntos Criminais (Subcriminal) e do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim), e pela Polícia Civil, por meio da Coordenadoria de Investigações de Agentes com Foro (CIAF).

A ação ainda conta com a participação de membros do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ), Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc/MPRJ), além da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ).