O deputado estadual Ricardo Motta (PROS) classificou como lastimável a situação das rodovias estaduais em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Em entrevista do Jornal da Cidade, na 94 FM, na manhã desta quarta-feira (5), o parlamentar falou ainda sobre saúde, segurança, venda da conta dos servidores do Estado ao Banco do Brasil e comparecimento do secretário Estadual de Planejamento, Gustavo Nogueira, à Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa.

“As estradas estão uma verdadeira calamidade. Eu que sou conhecido como deputado estradeiro e percorro as estradas em todas as regiões do Estado. Isso tem sido tema de debates no plenário. Aqui no Agreste é profundamente lamentável. Em que pese a boa vontade dos diretores do DER. O que se coloca é que não há recursos”, afirmou Ricardo Motta.

Sobre a segurança, o deputado disse reconhecer que o problema das drogas e da insegurança se reflete em todo o País, mas que a despeito da redução dos índices de violência demonstrados na publicidade do Executivo, é lamentável que tem ocorrido em Natal e nas cidades do interior do Estado. “Nós não podemos vender uma imagem diferente da realidade. Eu acredito na pesquisa feita nas ruas. Vá nos bairros, vá nas cidades do interior e pergunte como é que anda a segurança”, completou.

É neste mesmo cenário que o deputado Ricardo Motta afirma encontrar-se a saúde. “A despeito da competência e da seriedade do secretário de Saúde, mas um carro não anda sem gasolina. Vá no hospital regional de Santo Antônio e pergunte se a população está se agradando dos serviços prestados. No hospital regional de Pau dos Ferros a mesma coisa. Pergunte a deputado Getúlio Rego e ao deputado Galeno – da base do governo -, os dois são médicos que eles vão afirmar as dificuldades”, informou o parlamentar. 

Convocação

Ricardo Motta informou que o secretário Estadual de Planejamento, Gustavo Nogueira, deverá comparecer à Comissão de Finanças e Fiscalização para esclarecer incoerências nos números apresentados em relação à negociação feita entre o Governo do Estado e o Banco do Brasil para a venda da conta dos servidores.

“Segundo informações levantadas pela Comissão, os números apresentados não condizem com a realidade. Na realidade, houve um deságio bem acentuado no que diz respeito às negociações anteriores no contrato com o Banco do Brasil. Sabemos das necessidades que o governo tem de tentar, como se diz na linguagem popular, raspar o tacho em busca de recursos. Mas não foi vantajoso para o governo do estado”, afirmou Ricardo Motta.