Informações da coluna Radar na Veja

Nesta sexta-feira, na sede da Federação das Indústrias do Ceará, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, foi homenageado em evento que contou com mais de 200 grandes empresários das regiões norte e nordeste, dez deputados federais, além dos senadores Fernando Bezerra Coelho, líder do governo no Senado, Márcio Bittar, relator do orçamento, Tasso Jereissati, e até Cid Gomes, que começou sua fala destacando ser da oposição, mas ainda assim, como os colegas, elogiou o papel que Marinho vem desempenhando no governo – um elo com o nordeste.

Todos estavam reunidos para o lançamento do edital de licitação da última etapa do Projeto de Integração do São Francisco – O Ramal do Apodi, e para ouvir as propostas em elaboração no governo para apoiar os setores produtivos das regiões Norte e Nordeste.

Uma das medidas discutidas no evento foi a reformulação dos Fundos de Desenvolvimento Regional, a ideia é que eles passem a atuar na estruturação de projetos para a captação de investimentos privados em infraestrutura. Também foram debatidas propostas para a renegociação das dívidas de empreendedores com os Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO). O objetivo é permitir aos bancos administradores – Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil, respectivamente – a concessão de descontos nesse tipo de operação.

A projeção é que a medida poderá beneficiar 300 mil pessoas físicas e jurídicas do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste com descontos de até 70% do valor total dos créditos a serem renegociados, com prazo de quitação de até 120 meses.

Essa medida não impactará no patrimônio dos Fundos por ser uma recuperação de crédito decorrente de dívidas já provisionadas ou lançadas totalmente em prejuízo.

Por fim, o Ministério do Desenvolvimento Regional discutiu a proposta de renegociação das dívidas de R$ 49 bilhões referentes às debêntures e ações concedidas a cerca de 1,7 mil empresas por meio dos Fundos de Investimentos da Amazônia (Finam) e do Nordeste (Finor). A medida tem como objetivo recuperar parte dos valores devidos e os setores mais beneficiados são rural, agroindustrial e industrial.