Política

Lava Jato: Eike Batista é preso novamente pela PF no Rio

Agência Brasil

Agentes da Polícia Federal cumprem hoje (8) mandado de prisão do empresário Eike Batista. A ação é parte da Operação Segredo de Midas, deflagrada na manhã de hoje (8), como desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. O pedido de prisão foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal.

Condenado a 30 anos por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, o empresário foi preso em janeiro de 2017. Três meses depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que Eike cumprisse a pena em casa.

Na operação de hoje, a Polícia Federal também cumpre mandado de prisão contra outra pessoa ligada a Eike, além de quatro mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, o objetivo é buscar provas sobre manipulação de capitais e lavagem de dinheiro.

Defesa

Em nota, o advogado de Eike Batista, Fernando Martins, informou que a prisão temporária do empresário foi decretada “para que ele fosse ouvido em sede policial sobre fatos supostamente ocorridos em 2013”. Segundo ele, se trata de uma prisão “sem embasamento legal”.

O advogado confirmou que Eike foi preso em casa e já se encontra na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Poder

Eike prepara delação que cita Lula, Mantega e Cabral

Da Folha de São Paulo

A defesa do empresário Eike Batista está preparando os anexos de uma possível delação premiada em que citará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Guido Mantega e o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

O empresário afirma que quer colaborar desde a sua prisão em janeiro –ele está atualmente em regime domiciliar. Mas procuradores da força-tarefa fluminense têm mostrado pouco interesse nas informações iniciais apresentadas pelo empresário. O objetivo, agora, é tentar fechar na Procuradoria-Geral da República.

Em relação a Lula, Eike deve relatar lobby feito pelo ex-presidente em favor de sua empresa, como informou “O Estado de S. Paulo” e confirmou a Folha. O empresário tem dito que o petista não recebeu propina pela defesa de seus interesses.

Contudo, o empresário vai detalhar informação que já prestou à Lava Jato, sobre o repasse de R$ 5 milhões ao marqueteiro João Santana para quitar dívidas de campanha do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Ele já depôs sobre o caso no ano passado em Curitiba.

Em relação a Cabral, Eike deve confirmar a propina de US$ 16,5 milhões pagas no exterior –repasse que o tornou réu na Justiça Federal do Rio.

O empresário também pretende detalhar o empréstimo de seu jato ao ex-governador, bem como outros favores dados ao peemedebista em troca de boa relação para execução de seus negócios.

A defesa de Eike está reunindo informações de executivos e ex-funcionários do grupo EBX para apresentar à PGR.

No Rio, ele enfrentou resistência de procuradores por, na análise do MPF, ter mentido sobre o repasse de R$ 1 milhão ao escritório da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo.

Em depoimento espontâneo à força-tarefa, disse que a banca havia sido indicada pela Caixa Econômica Federal, parceira da REX num empreendimento imobiliário. O banco negou a informação.

O rumor sobre delação se intensificou após o segundo adiamento de seu depoimento na Justiça Federal no Rio. O juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio, já postergou em outras ocasiões depoimento de réus ou testemunhas para que as negociações sobre delação fossem finalizadas.

Inicialmente prevista para ocorrer nesta sexta-feira (14), o depoimento de Eike ocorrerá apenas no dia 31. Cabral falará no mesmo dia.

Política

Ministro manda soltar Eike Batista 

André Richter – Repórter da Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes mandou soltar hoje (28) o empresário Eike Batista, preso no fim de janeiro na Operação Eficiência, um desdobramento da Lava Jato. O empresário é réu na Justiça Federal do Rio por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com a decisão do ministro, Eike deverá ser solto se não estiver cumprindo outro mandado de prisão. Caberá ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro, avaliar se o empresário será solto e aplicar medidas cautelares.

Segundo as investigações, Eike teria repassado US$ 16,5 milhões em propina ao então governador do Rio, Sérgio Cabral, por meio de contratos fraudulentos com o escritório de advocacia da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, e uma ação fraudulenta que simulava a venda de uma mina de ouro, por intermédio de um banco no Panamá. Em depoimento na Polícia Federal, Eike confirmou o pagamento para tentar conseguir vantagens para as empresas do grupo EBX, presididas por ele.

Poder

Com cabeça raspada, Eike Batista é transferido de presídio

Do G1

O empresário Eike Batista deixou o presídio Ary Franco, na Zona Norte do Rio, por volta das 13h30 desta segunda-feira (30). Com a cabeça raspada, ele foi colocado dentro de uma viatura da polícia, levando um travesseiro na mão, rumo ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu.

Segundo as primeiras informações, o empresário ficará no Presídio Bandeira Stampa, conhecido como Bangu 9. Por não ter nível superior, não poderia ser levado para Bangu 8, mesmo presídio em que está o ex-governador Sérgio Cabral.

Eike ficou quase duas horas no Ary Franco. Ele foi preso por agentes da Polícia Federal logo após desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, às 10h. O empresário é suspeito dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

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Política

Eike Batista diz que “é hora de ajudar a passar as coisas a limpo”

*Com informações do G1

O empresário Eike Batista, considerado foragido após ter viajado a Nova York dias antes da operação policial para tentar prendê-lo, embarcou de volta ao Rio neste domingo (29), onde deve ser detido assim que chegar. Antes do embarque, ele disse que ‘está à disposição da Justiça’.

Questionado se tem algo a dizer aos brasileiros, ele declarou que está à disposição da Justiça: “Estou voltando para responder à Justiça, como é meu dever”. “Está na hora de eu mostrar, ajudar a passar as coisas a limpo”, disse.

Eike Batista antes de embarcar no voo de volta ao Brasil (Foto: Luigi Sofio)

Política

Empresário Eike Batista é alvo de mandado de prisão em nova fase da Lava-Jato

Do G1

Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal realizam uma operação para cumprir nove mandados de prisão preventiva e quatro conduções coercitivas na Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (26). Entre os principais alvos com mandados de prisão expedidos está o empresário Eike Batista, dono do grupo EBX. Segundo advogado que diz representar o empresário, ele está viajando.

Informações obtidas pela TV Globo indicam que o empresário está fora do país e é considerado foragido. De acordo com Fernando Martins, Eike vai se entregar à polícia. O empresário é acusado de pagar propina para conseguir facilidades em contratos com o governo, quando governador era Sérgio Cabral.