Política

Em sessão de homenagens em Natal, Doria é lançado para presidente com Flávio Rocha de vice

A Câmara Municipal de Natal concedeu na manhã de hoje (16) o título Honorífico de Cidadão Natalense ao prefeito de São Paulo, João Doria Júnior, e a medalha do Mérito Padre Miguelinho ao empresário potiguar, Flávio Rocha, em solenidade realizada no Teatro Riachuelo, em Natal.

As honrarias foram concedidas em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao povo de Natal.

Na solenidade, foi lançado o nome de João Doria para presidente em 2018, tendo Flávio Rocha de vice.

O vereador Ney Lopes Júnior (PSD), presidente do legislativo natalense, conduziu a cerimônia e destacou a importância do reconhecimento às duas personalidades.

Fotos: Elpídeo Júnior e Ney Douglas

Flávio Rocha e João Doria

Aroldo Alves, Flávio Rocha, Ney Jr, Doria, Cícero Martins e Dickson Jr

Ezequiel Galvão Ferreira, Doria e Ezequiel Ferreira

Política

Vídeo: No Midway, Militantes pró e contra o PT se enfrentam com gritos em almoço de Doria

O Prefeito de São Paulo, João Doria, foi almoçar no Restaurante Camarões do Midway Mall, como convidado do empresário Flávio Rocha, após receberem homenagem da Câmara Municipal de Natal no Teatro Riachuelo.

Minutos após o início do almoço, um grupo de militantes do PT chegaram ao restaurante e iniciaram um protesto com gritos contra Doria, que foram rebatidos pela turma do Restaurante também aos gritos de “Fora PT”.

Poder

Doria e Flávio Rocha serão homenageados em Natal nesta quarta (16)

A Câmara Municipal de Natal vai entregar o título de Cidadão Natalense ao prefeito de São Paulo, João Doria Junior, e a medalha Frei Miguelinho ao empresário do grupo Guararapes, Flávio Rocha. A solenidade acontece nesta quarta-feira (16), às 10h, no Teatro Riachuelo, e será comandada pelo presidente da Casa Legislativa, vereador Ney Lopes Júnior (PSD).

O atual chefe do Executivo municipal de São Paulo tem história com a capital potiguar quando ocupou a presidência da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) entre os anos de 1986 a 1988. Doria adotou Natal como destino turístico levando representantes do Poder Público e empresários da cidade para participar pela primeira vez de feiras internacionais colocando Natal destino turístico conhecido mundialmente.

Já Flávio Rocha, que exerceu o mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Norte por dois mandatos (1987 a 1995) e será agraciado com a maior honraria do poder Legislativo municipal, tem uma história com Natal pelas empresas do grupo Guararapes, que geram empregos e movimentam a economia da capital potiguar há décadas.

Ele também é presidente das Lojas Riachuelo e um dos sócios do Midway Mall, maior shopping do estado.

Para o chefe do Legislativo da capital, vereador Ney Lopes Júnior (PSD), “o título de cidadania e a medalha Frei Miguelinho representam o reconhecimento aos homenageados pelos serviços já prestados à economia de Natal e do Rio Grande do Norte”.

Política

‘A sensação é de que o crime compensou’, diz Flávio Rocha, sobre delação da JBS

Do UOL, com reprodução do Estadão:

Um dos empresários que capitanearam o movimento em defesa do impeachment de Dilma Rousseff, no ano passado, o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, afirma que a delação da JBS, que jogou o governo Michel Temer em uma crise política e colocou em risco a aprovação das reformas previdenciária e trabalhista, é uma prova de que o crime, nesse caso, compensou.

Segundo Rocha, o fato de os irmãos Batista terem saído livres ao denunciar figuras como o Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi uma vitória da ala da sociedade que ele classifica de antirreformista, grupo em que inclui empresários alçados à categoria de “campeões nacionais” no governo Lula.

Veja no link abaixo a entrevista completa:

https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2017/06/16/a-sensacao-e-de-que-o-crime-compensou-diz-presidente-da-riachuelo.htm 


Política

Flávio Rocha e João Doria serão homenageados pela Câmara de Natal

Durante a sessão ordinária desta quinta-feira (25), o plenário da Câmara Municipal de Natal por proposição do presidente da Casa, vereador Raniere Barbosa (PDT), aprovou a indicação do empresário potiguar Flávio Rocha, do grupo Guararapes/Riachuelo, para receber a Medalha Padre Miguelinho. O Projeto de Decreto Legislativo nº 33/2017 que concede a honraria foi subscrito pelos vereadores Dickson Nasser Júnior (PSDB), Felipe Alves (PMDB) e Cícero Martins (PTB).

Também por iniciativa do presidente Raniere Barbosa, com a subscrição dos vereadores Dickson Nasser Júnior, Cícero Martins e Aroldo Alves (PSDB), os parlamentares acataram na sequência a entrega do Título de Cidadão Natalense ao empresário, jornalista e prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em data a ser estabelecida pela Mesa Diretora.

Poder

Flávio Rocha e Marcelo Alecrim prestigiam homenagem a João Doria em Nova York

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), está em Nova York, onde será agraciado com o “Person of the Year”, prêmio concedido anualmente, no Hotel Waldorf Astoria, pela Brazilian American Chammber Office.

Em 2015, o prêmio ganhou bastante repercussão quando os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton, foram homenageados.

Os empresários potiguares Flávio Rocha (Riachuelo) e Marcelo Alecrim (ALE), vão participar da programação. E ontem (15), já participaram do jantar no Metropolitan Club oferecido pelo Banco Safra, aos convidados para a premiação.

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Política

Doria e Flávio Rocha em destaque na Revista Exame

A Revista Exame chega às bancas no fim de semana tendo o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), possível candidato à Presidência da República, como manchete de capa “O Prefeito na Vitrine”. 

Quem também é destaque na mesma edição é o potiguar Flávio Rocha, que falou sobre o papel do empresariado no fortalecimento do pensamento Liberal na política. 

Flávio Rocha é apontado como possível candidato de Doria ao Senado pelo Estado de São Paulo. 

E já começa a ser ventilado até para compor a chapa de Doria, caso dispute a Presidência da República. 

Poder

Bilionário potiguar Nevaldo Rocha integra a lista de pessoas mais ricas do Brasil

O Brasil ganhou 12 bilionários entre 2016 e 2017, segundo o novo ranking mundial divulgado nesta segunda-feira (20/03), pela revista norte-americana Forbes e repercutido pela Época Negócios.

O brasileiro mais rico do país é Jorge Paulo Lemann, com uma fortuna estimada em US$ 29,2 bilhões — um aumento de US$ 1,4 bilhão em relação ao ranking de 2016. Em segundo lugar, aparece o banqueiro Joseph Safra, com um patrimônio de US$ 20,5 bilhões, seguido de Marcel Telles, na terceira posição, com US$ 14,8 bilhões. Dez mulheres aparecem na lista deste ano.

O bilionário potiguar Nevaldo Rocha integra a lista de pessoas mais ricas do Brasil, ocupando a 39ª posição com uma fortuna de US$ 1,3 bilhão.

Conheça quem são os bilionários brasileiros: 

  1. Jorge Paulo Lemann – US$ 29,2 bilhões (AB/Inbev)
    2. Joseph Safra – US$ 20,5 bilhões (Banco Safra)
    3. Marcel Telles – US$ 14,8 bilhões (AB/Inbev)
    4. Carlos Alberto Sicupira – US$ 12,5 bilhões (AB/Inbev)
    5. Eduardo Saverin – US$ 7,9 bilhões (Facebook)
    6. Ermirio Pereira de Moraes – US$ 3,9 bilhões (Votorantim)
    7. Maria Helena Moraes Scripilliti – US$ 3,9 bilhões (Votorantim)
    8. José Roberto Marinho – US$ 3,8 bilhões (Grupo Globo)
    9. Roberto Irineu Marinho – US$ 3,8 bilhões (Grupo Globo)
    10. João Roberto Marinho – US$ 3,7 bilhões (Grupo Globo)
    11. Abilio Diniz – US$ 3,3 bilhões (BRF/Carrefour)
    12. Walter Faria – US$ 3,3 bilhões (Grupo Petrópolis)
    13. Jorge Moll Filho – US$ 3,2 bilhões (Rede D\’Or)
    14. Fernando Roberto Moreira Salles – US$ 3,2 bilhões (Itaú Unibanco)
    15. João Moreira Salles – US$ 3,2 bilhões (Itaú Unibanco)
    16. Pedro Moreira Salles – US$ 3,2 bilhões (Itaú Unibanco)
    17. Walther Moreira Salles – US$ 3,2 bilhões(Itaú Unibanco)
    18. Rossana Camargo de Arruda Botelho – US$ 3,1 bilhão (Camargo Corrêa)
    19. Renata de Camargo Nascimento – US$ 1,9 bilhão (Camargo Corrêa)
    20. Regina de Camargo Pires Oliveira Dias – US$ 3,1 bilhão (Camargo Corrêa)
    21. Aloysio de Andrade Faria – US$ 2,4 bilhões bilhão (Banco Alfa)
    22. José Luís Cutrale – US$ 2,2 bilhões (Cutrale)
    23. Alexandre Grendene Bartelle – US$ 2 bilhões (Grendene)
    24. Alfredo Egydio Arruda Villela Filho – US$ 1,9 bilhão (Itaú Unibanco)
    25. Júlio Bozano – US$ 1,8 bilhão (Grupo Bozano)
    26. Dulce Pugliese de Godoy Bueno – US$ 1,8 bilhão (Amil) 
    27. André Esteves – US$ 1,8 bilhão (BTG Pactual)
    28. Carlos Sanchez – US$ 1,8 bilhão (EMS)
    29. Ana Lucia de Mattos Barretto Villela – US$ 1,7 bilhão (Itaú Unibanco) 
    30. Jayme Garfinkel – US$ 1,5 bilhão (Porto Seguro) 
    31. Liu Ming Chung – US$ 1,5 bilhão – (Nine Dragons)
    32. Ana Maria Marcondes Penido Sant\’Anna – US$ 1,5 bilhão (CCR) 
    33. José Isaac Peres – US$ 1,5 bilhão (Multiplan) 
    34. João Alves de Queiróz Filho – US$ 1,4 bilhão (Hypermarcas) 
    35. Rubens Ometto Silveira Mello -US$ 1,4 bilhão (Cosan) 
    36. Lírio Parisotto – US$ 1,4 bilhão (Videolar-Innova)
    37. Lina Maria Aguiar – US$ 1,3 bilhão (Bradesco) 
    38. Maurizio Billi – US$ 1,3 bilhão (Eurofarma) 
    39. Nevaldo Rocha – US$ 1,3 bilhão (Riachuelo) 
    40. Antonio Luiz Seabra – US$ 1,3 bilhão (Natura)
    41. Miguel Krigsner – US$ 1,2 bilhão (Grupo O Boticário)
    42. Lia Maria Aguiar – US$ 1,1 bilhão (Bradesco)
    43. Daisy Iguel – US$ 1,1 bilhão (Grupo Ultra)  
Nevaldo Rocha e o filho Flávio Rocha

Nevaldo Rocha e o filho Flávio Rocha

Política

Flávio Rocha parabeniza Rogério Marinho por atuação na Comissão de Educação

O empresário Flávio Rocha compartilhou em sua página no Facebook um video com um discurso do deputado Rogério Marinho na Comissão de Educação da Câmara. Com o compartilhamento, parabenizou o “amigo e conterrâneo” pela “verdadeira aula” que deu a dezenas de sindicalistas que assistiram aquele debate.

O discurso ocorreu durante audiência pública sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Rogério é autor de proposta em tramitação na Câmara que determina a aprovação do BNCC por parte do Congresso Nacional.

Política

Flávio Rocha de volta à vida pública pelo RN ou SP?

Empresário dos mais bem sucedidos do Brasil, o ex-deputado federal Flávio Rocha poderá retornar à vida pública em 2018. 

Resta saber se será pelo Rio Grande do Norte, por onde exerceu o mandato de deputado federal, ou por São Paulo, já que é amigo pessoal do Prefeito João Dória (PSDB). 

Pelo RN ou por SP, Flávio é um nome com preparo para disputar qualquer cargo. E faz o perfil que o povo está querendo votar no atual momento da política brasileira. 

Foto: Denise Andrade/EstadãoFlávio Rocha em recente jantar que ofereceu ao prefeito de São Paulo

Poder

Flávio Rocha na festa de aniversário do prefeito eleito de São Paulo

O empresário potiguar Flávio Rocha (Riachuelo) participou na noite desta quinta-feira (15) da comemoração pelo aniversário do prefeito de São Paulo, João Dória Júnior (PSDB). 

O jantar que reuniu alguns dos nomes mais influentes da classe empresarial brasileira, ocorreu no La Tambouille, um dos ícones da gastronomia paulistana, que combina charme e elegância a uma culinária única, de linha franco-italiana e de muito bom gosto. 

Poder

Flávio Rocha, Marcelo Alecrim e Pedro Lima participam de jantar com o Prefeito eleito de São Paulo

Os empresários de origem potiguar, Flávio Rocha (Riachuelo), Marcelo Alecrim (ALE) e Pedro Lima (Café Santa Clara), jantaram ontem (29) com o prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB). 

Foi na Casa Fasano, em São Paulo, por ocasião do Jantar de Resultados 2016, promovido pela Endeavor, rede que transforma o Brasil. 

Participaram também outros protagonistas do empreendedorismo no Brasil. 

Economia

Flávio Rocha no Motores do Desenvolvimento: “RN sofre com excesso de normas prejudicando o ambiente econômico”

O empresário Flávio Rocha também foi um dos palestrantes do Seminário Motores do Desenvolvimento ocorrido na manhã desta segunda-feira (28), para tratar sobre o alto índice de desemprego no Rio Grande do Norte.

Presidente do Grupo Riachuelo, hoje integrante do seleto grupo de empresários mais influentes do país, Flávio Roach criticou o excesso de normas no Estado, prejudicando o ambiente econômico e consequentemente aumentando a taxa de desemprego.

“Nós temos aqui no Rio Grande do Norte uma mão de obra qualificada, porém sofremos com o excesso de barreiras, que são empecilhos para o desenvolvimento econômico do Estado. Normas que impedem o crescimento”, criticou Rocha.

“Temos que buscar melhorar o ambiente de negócios, acabando com a situação hostil nas áreas de meio ambiente e relações de trabalho”, finalizou o empresário.

O Motores do Desenvolvimento do RN é uma iniciativa da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte (Fiern), jornal Tribuna do Norte, Federação do Comércio (Fecomércio), entre outros parceiros, como o Ministério Público do RN (MPRN), Sebrae/RN, UFRN e os Governos Federal e Estadual.

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Economia

‘O mito do Estado Robin Wood acabou’, diz o empresário Flavio Rocha

Do Estadão

O empresário Flavio Rocha, presidente das Lojas Riachuelo, é um dos principais defensores do liberalismo econômico entre os seus pares, muitos dos quais prosperaram à sombra do Estado, graças às boas relações cultivadas em Brasília. Em setembro de 2015, em entrevista ao Estado, Rocha foi um dos primeiros a defender abertamente o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff no meio empresarial. “Existem dois cenários: um é o de uma agonia curta, com impeachment. O outro, de uma agonia longa, com o cumprimento de mais três anos e meio de mandato”, afirmou na ocasião.

Hoje, pouco mais de um ano depois, com o presidente Michel Temer instalado no Palácio do Planalto, Rocha está otimista com os rumos do governo e a perspectiva de o Brasil iniciar um novo ciclo de desenvolvimento, centrado na iniciativa privada. Nesta nova entrevista ao Estado, para a série “A Reconstrução do Brasil”, ele fala sobre a retomada do crescimento, a carga tributária que massacra a produção e a força do capitalismo para a promoção da prosperidade geral. “O capitalismo é melhor forma de produzir e de distribuir riqueza”, afirma. “O mito do Estado Robin Wood acabou.”

Estado – Como o senhor analisa o atual cenário político e econômico do País?

Flavio Rocha  Eu vejo com otimismo. Acredito que a retomada do crescimento vai ser mais rápida do que a gente imagina, porque está acontecendo uma mudança de mentalidade, de enfoque, de forma de ver o mundo, do papel do Estado na economia. O diagnóstico do que tem de ser feito, consubstanciado no programa “Ponte para o Futuro”, sintetiza as ideias defendidas por qualquer pessoa de bem, com uma leitura mais lúcida da realidade. Agora, para fazer isso, precisa ter coragem de enfrentar as medidas difíceis que se colocam à frente e que vão sinalizar a volta do valor fundamental da responsabilidade fiscal. Precisa também da adesão do Congresso. O grande teste vai ser a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do gasto, para mostrar não só o compromisso do Executivo, mas do Congresso Nacional, com a mudança.

Com muitos parlamentares investigados por corrupção, o senhor acredita que o Congresso irá cumprir o seu papel?

Tenho a impressão de que o Congresso não é tão ruim quanto se imagina. O problema do Congresso e de qualquer grupo de pessoas é a falta de um propósito comum elevado. Antes, com um governo que tinha de Guilherme Afif Domingos (secretário da Micro e Pequena Empresa de Dilma) a Miguel Rosseto e Arno Augustin (ministro do Desenvolvimento Agrário e secretário do Tesouro de Lula e Dilma), com visões tão diferentes, era difícil ter um projeto comum. Agora, não. O Ponte para o Futuro sinaliza que vamos voltar a ser um país normal, sintonizado com a única fórmula de prosperidade que se conhece, que é o binômio democracia e livre mercado. Com a sinalização correta, poderemos compensar, com juros e correção monetária, as aparentes maldades que terão de ser feitas no curto prazo, qualquer sacrifício pontual, com uma enxurrada de investimentos para derrubar o desemprego e retomar o crescimento. O Estado esgotou a sua capacidade de investimento. Há muito mais dinheiro fora do Estado do que dentro do Estado. O novo protagonista, que é o indivíduo, o investidor privado, está acompanhando com muita atenção as sinalizações transmitidas pelo País, a consolidação da virada de página, da troca de ciclo.

O grande conflito não é de patrão contra empregado, rico contra pobre, nordeste contra sudeste, negro contra branco. É entre quem puxa a carruagem e quem está aboletado num Estado que cresceu demais

Em sua opinião, que medidas devem ser tomadas para consolidar essa “virada de página”? 

Esse novo ciclo pressupõe escolhas, escolhas corajosas. Essa virada de página pressupõe o encerramento de um ciclo de ideias ruins, que deram errado no mundo todo, do chamado populismo bolivariano, que tem o Estado como protagonista. O que é necessário fazer é limpar o populismo demagógico, as medidas profundamente injustas, não sustentáveis, que contaminaram o Estado brasileiro nos últimos anos. O grande conflito não é de patrão contra empregado, rico contra pobre, nordeste contra sudeste, negro contra branco. O grande conflito é entre quem puxa a carruagem e quem está aboletado num Estado que cresceu demais. Em pouco mais de vinte anos, a carga tributária passou de 22% do PIB (Produto Interno Bruto) para quase 50% do PIB. Por isso, a carruagem parou. O Estado está servindo a si mesmo. A gente não precisa desse Estado de quase 50% do PIB. Pior, não pode pagar por esse Estado.

Qual a importância das reformas para o País voltar a crescer?

É fundamental fazer não apenas um ajuste, que é um termo muito ameno, mas uma cirurgia de grande porte no Estado para que ele volte ao seu propósito original, que é servir à sociedade.  Então, as reformas têm de ser encaradas, com medidas duras, mas o prêmio é muito grande. O prêmio será uma enxurrada de investimentos, que podem fazer com que esse país em um ano esteja irreconhecível. Não se trata de reformar esse Estado sucateado – mais ou menos como o porta aviões Minas Gerais, cheio de ferrugem, as caldeiras em pane, instrumentos defasados, da época pré-Segunda Guerra Mundial. Isso é uma retomada em U, demorada. A retomada em G, que a gente precisa, é a que reconhece que o Estado se tornou um guia irrelevante para o desenvolvimento. Ele não é mais o protagonista. Nós temos que sinalizar que o Brasil deixou de ser hostil ao investimento e voltou a ser o país da democracia e do livre mercado. A pior sinalização é não enfrentar as medidas duras que têm de ser adotadas e a mais importante que é a PEC do gasto.

O capitalismo de laços é uma decorrência da hipertrofia nefasta do Estado, uma deformação do capitalismo

O problema é que muitos empresários brasileiros sempre viveram à sombra do Estado. O que o leva a acreditar que, desta vez, vai ser diferente? 

Você não pode confundir dois animais muito diferentes, que são o empresário de mercado e o empresário de conchavo ou de conluio. O empresário de conchavo é um apêndice nefasto do câncer estatal. É uma decorrência da hipertrofia nefasta do Estado. É uma deformação do capitalismo. Agora, é o Estado que dá as regras do jogo. Se o Estado sinaliza que o que importa não é fazer uma coleção bonita, a um custo acessível, com pontualidade, mas é ter laços em Brasília, para conseguir benefícios, juros subsidiados, ele deforma toda a beleza do mecanismo automático de seleção natural do livre mercado. É isso que leva à eficiência, a uma correta alocação de recursos. O crony capitalist, como diz o professor Sergio Lazarini, o capitalismo de laços, só leva a uma alocação ineficiente de Estado, ao desserviço e à corrupção. É fundamental fazer essa distinção. O empresário com “E” maiúsculo torce para que cada vez mais o juiz seja o mercado e não Estado. A pior manifestação disso aí era a política dos campeões nacionais, assumida pelo governo anterior. É o cúmulo da arrogância achar que quem decide o campeão no mercado de carnes, de alimentos ou de óleo e gás não é o consumidor final, mas o burocrata lá em Brasília, distribuindo as suas benesses.

O senhor acredita que, com uma abertura maior da economia, com maior competição e liberdade para empreender, o Brasil poderá caminhar para um novo ciclo de prosperidade?

Eu não tenho a menor dúvida. Existem dois fatores que destruíram a competividade brasileira e nos jogaram nesse estado de coisas. Uma é o inchaço do Estado. A competitividade é justamente essa relação entre a força de tração e o peso da carruagem. Como nós competimos com países em desenvolvimento, cujas carruagens estatais são de, no máximo 20% do PIB, isso significa dizer que a carruagem tem 80% de sua energia na força de tração. Aqui, nós fomos de 22% a 37% do PIB de carga tributária em 15 anos, com mais 10% do déficit público. Se considerarmos a ineficiência das estatais como peso adicional para a sociedade, podemos dizer que o peso da carruagem estatal já é maior que a sua força de tração. A primeira providência, então, é dotar o Brasil de uma carruagem que faça sentido. Para servir à sociedade e não se servir dela. O Estado deve ter mais ou menos o tamanho correspondente aos de países com os quais a gente compete. A outra questão, que é decorrência do inchaço do Estado, é o fechamento do cerco burocrático. Esse é de uma perversidade brutal: na área trabalhista, tributária. A obsessão por regular, normatizar, nos menores aspectos, a vida da sociedade, é bem característica desse ciclo que se encerra. É uma decorrência da descrença na sabedoria do livre mercado. Isso é um fator brutal de perda de competitividade. Em nome da defesa do trabalhador se fazem grandes malefícios ao trabalhador, acabando com a prosperidade. A única coisa que garante as conquistas do trabalhador é a prosperidade, que aumenta a demanda por mão de obra, melhora os salários e as condições de trabalho. Agora, um manicômio trabalhista, que gera 4 milhões de ações na Justiça do Trabalho, mais que em todo o resto do mundo, em nome da defesa do trabalhador, acaba prejudicando o trabalhador. Tem alguma coisa errada com isso. Foi essa combinação perversa que nos tirou do jogo competitivo.

O capitalismo não é só a melhor forma de produzir riqueza, mas também de distribuir riqueza

A esquerda tem um discurso de que esse o liberalismo é prejudicial aos mais pobres. O senhor acredita que, com a redução do papel do Estado na economia, é possível gerar prosperidade para a sociedade como um todo?

Sem dúvida. Quando o capitalismo moderno começou, com a revolução industrial, há 250 anos, tínhamos 10% de incluídos e 90% de excluídos. Com a Revolução Industrial na Inglaterra, que depois estendeu pela Europa, Ásia, China, você foi de 10% para 90% de incluídos. Então, a força de inclusão do capitalismo é imensurável. Não só na produção de riqueza. O capitalismo é melhor forma de produzir riqueza e – o que a esquerda não aceita – a mais eficiente para distribuir riqueza. O livre mercado é a melhor maneira de distribuir riqueza e o inchaço do Estado, a pior maneira de concentrar riqueza. O mito do Estado Robin Wood a Dilma acabou de desmoralizar. O socialismo é uma saga tão terrível que, de tempos em tempos, ela ressuscita como um zumbi, como agora, nessa última vez, na forma do populismo bolivariano, que fez um estrago imensurável em tantas economias ricas da América Latina. Agora, esses 14 anos deixaram lições que estão bem assimiladas na cabeça do povo brasileiro. Acho que está havendo uma mudança clara na mente do eleitor. Isso o PMDB, que é um partido pragmático, que não dá ponto sem nó, percebeu claramente e tirou do bolso do colete, espontaneamente, um programa assumidamente liberal, que é o Ponte para o Futuro.

No Brasil, para uma grande parte da esquerda, do PT, parece que o Muro de Berlim ainda não caiu. Como o senhor vê essa questão? 

Acho que isso deve a uma incompreensão dos mecanismos do livre mercado. Nós sempre tivemos uma grande massa do eleitorado, que era a base da pirâmide, o grande fiel da balança, que tinha a expectativa do Estado provedor, era o eleitor súdito, de pires na mão. Agora, esse período da chamada nova classe média, que não sei se vai se sustentar, mas que foi uma mudança que de fato aconteceu durante um período, com os 40 milhões de novos entrantes na nova classe média, trouxe a mudança demográfica que vai ser o pavio da mudança. O eleitor súdito virou o eleitor cidadão. Não é mais a base da pirâmide, mas a cintura do losango. Esse eleitor tem uma visão totalmente diferente em termos de suas expectativas de Estado. Tem uma relação de custo benefício do Estado. Percebe que não tem almoço de graça e vê o Estado como um prestador de serviço do qual deve ser cobrada eficiência e analisada a relação custo/benefício. Acho que é por aí. É isso que o PMDB está enxergando e por isso tirou do bolso do colete um plano liberalizante, como o Ponte para o Futuro.

DIL6461 SÃO PAULO 08/05/2014 NACIONAL Flávio Rocha empresário da Riachuelo, durante encontro com líderes do varejo realizado no hotel Grand Hyatt. FOTO: JF DIORIO / ESTADÃO CONTEÚDO

Flávio Rocha empresário da Riachuelo, durante encontro com líderes do varejo realizado no hotel Grand Hyatt. FOTO: JF DIORIO / ESTADÃO CONTEÚDO

PoderPolítica

Presidente da Riachuelo defende que Michel Temer assuma a Presidência da República 

Da BBC Brasil em São Paulo

Presidente da Riachuelo – uma das maiores redes do varejo brasileiro – Flávio Rocha defende que o empresariado do país precisa “sair da toca” sobre suas posições políticas para garantir uma guinada liberal no Brasil – caminho que, na sua avaliação, poderia tirar o país da crise.

Rocha foi um dos primeiros empresários brasileiros a se posicionar abertamente a favor da saída de Dilma Rousseff da Presidência e diz acreditar que, nesse caso, haveria uma rápida retomada dos investimentos na economia real. “Seria instantâneo”, defende. “É o que está acontecendo na Argentina. Não precisou de dez dias para a criação de um círculo virtuoso.

Otimista sobre um eventual governo Michel Temer, o empresário se recusa a comentar a possibilidade do vice-presidente também ser “derrubado” pela Operação Lava Jato. “Cada agonia em sua hora”, diz.

Defensor de um Estado mínimo, ele acredita que o eleitor brasileiro está cansado do que define como as propostas “de inspiração estatizante ou ligadas a social-democracia” dos partidos tradicionais e está preparado para um projeto pró-livre mercado: “(Hoje) temos trinta e tantos partidos, mas nosso cenário político é mais ou menos como aquele livro: cinquenta tons de vermelho e cor-de-rosa”.

Economia

Flávio Rocha responde a Robinson: “Encontramos no RN o pior ambiente de todos”

Durante a 17ª Convenção do Comércio e Serviços do RN, realizada na tarde desta segunda-feira (30), pela Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas (FCDL/RN) em parceria com a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), o governador Robinson Faria (PSD) aproveitou a presença do empresário Flávio Rocha para pedir a sede geral de sua loja para o Rio Grande do Norte.

Em entrevista a Tribuna do Norte desta terça-feira (01), sem meias palavras, Rocha respondeu indiretamente ao apelo do governador: “Encontramos no RN o pior ambiente de todos”.